Quem somos

Somos uma rede filantrópica colaborativa de colecionadores e músicos.

Uma comunidade que se conheceu e se comunica virtualmente, unidos em torno de uma paixão comum, o forró tradicional.

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Um grade abraço,
DJ Ivan

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Sebastião do Rojão – Aqui de novo

Colaboração do sanfoneiro Demétrios Araújo, do Trio Pisamaneiro. Pedi a ele que me emprestasse alguns LPs da preciosa coleção de seu pai, e aqui está o primeiro deles, autografado para o Dió.

O disco é predominantemente composto de ritmos ligados ao forró, porém, no lado B, tem algumas ‘românticas’, pra não fugir muito a regra.

Direção geral de Oscar Martins, gravado em Caruaru – PE, destaque para “Morena bela” de Juarez Santiago e Onildo Almeida.

Sebastião do Rojão – Aqui de novo
1995 – Chororó

01. São João de outrora (Sebastião do Rojão / João Caetano)
02. E se amar é tão bom (Sebastião do Rojão)
03. Te amo de todo jeito (João Caetano / Pedro Virgulino)
04. Morena bela (Juarez Santiago / Onildo Almeida)
05. Amor demais (Gilvan Neves / Rosely Portela)
06. Meu cachorro latiu (Sebastião do Rojão)
07. Daquele amor só restou saudade (Sebastião do Rojão)
08. A minha primeira namorada (Sebastião do Rojão / João Caetano)
09. Pobre carteiro (Sebastião do Rojão / Édson Lima)
10. Na estação do metrô (Sebastião do Rojão / Oscar Barbosa)

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CD – Packaw – O melhor de Packaw

Colaboração do Packaw, músico que conheci na Ilha do Cardoso, cantor e compositor, toca violão e gaita, ao mesmo tempo.

Não é um CD de forró, ele vai dentro da MPB, com influências de rock.

Packaw – O melhor de Packaw

01 – Mundo de açoite (Packaw)
02 – Pequenina (Packaw – Yeso)
03 – Ilha do Cardoso (Packaw)
04 – Consensual (Douglas ‘Shuw’)
05 – Como os bons (Packaw)
06 – Natural (Packaw)
07 – Além do coração (Packaw – Nereu – Coelho)
08 – Queremos tocar (Packaw – Yeso – Reinaldo)
09 – Observador (Packaw)
10 – Quilombolas (Packaw)
11 – Brasil (Packaw – Nereu – Coelho)
12 – Sem sentido (Yeso – Coelho)
13 – Não (Packaw)
14 – Meu caminho (Packaw)

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Compacto duplo – Zilton do Forró – Forrozeiro no forró

Colaboração do DJ Rogérinho, de São Paulo – SP

Um compacto raro, por enquanto o único registro do Zilton do Forró, um artista que eu ainda não conhecia.

Produção de Luiz Rodrigues, direção de Sebastião Calixto, arranjos de Jota Lima, acompanhamento do Conjunto Itapuã, destaque para “Forrozeiro no forró” de Antonio do Zabumba e Jota Lima.

Zilton do Forró – Forrozeiro no forró
Itapuã

01 Forrozeiro no forró (Antonio do Zabumba – Jota Lima)
02 To gamado (Jota Lima – Luiz do Acordeon)
03 Na casa do Oscar (Jota Lima – Sebastião Calixto)
04 Saudade mata (Jota Lima – Luiz Rodrigues)

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Jackson do Pandeiro – Nossas raízes

Colaboração do DJ Cris, de São Paulo – SP

Mais uma raridade, mais um pouco do balanço do rei do ritmo, um maravilhoso disco do Jackson do Pandeiro, gravado em maio de 1974, lançado pelo selo alvorada, um dos selos da Chantecler.

Direção de produção de Coelho Neto, acompanhamento do Conjunto Borborema, destaque para o xote “Vou de tutano” de J. Cavalcanti e Jackson do Pandeiro; e para “Coração bateu” de Ivo Marins e Jackson do Pandeiro.

Jackson do Pandeiro – Nossas raízes
1974 – Alvorada

01. Sou invocado (New Carlos)
02. Vou de tutano (J. Cavalcanti / Jackson do Pandeiro)
03. Mundo de paz e amor (Zito de Souza / Alexandre Alves)
04. O que vai com a maré (Zito de Souza / Toninho)
05. Coração bateu (Ivo Marins / Jackson do Pandeiro)
06. Forrobodó (Joca de Castro / Carim Mussi)
07. O rei Pelé (Jackson do Pandeiro / Sebastião Batista)
08. Quero aprender (Marimbondo / Jackson do Pandeiro)
09. Eu vim de longe (Assunção Correia / Aloísio Vinagre)
10. O samba e o pandeiro (Jackson do Pandeiro / Ivo Marins)
11. Minha zabelê (Adpt. Gervásio Horta)
12. O bem amado (Antônio Barros / Jackson do Pandeiro)

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CD – Coletânea – Assisão – 20 Super Sucessos

Colaboração do Nilson Araújo, da Sala Nordestina de Música

“Taí uma coletânea com grandes sucessos de Assisão, forrozeiro das antigas, dos bons, que dispensa qualquer comentário.”

Seleção de repertório de Assis Cavalcanti, remasterizado em 1997. Como a maioria das coletâneas de artistas, creio que ainda ficaram faltando muitas músicas boas gravadas pelo Assisão, sendo assim, aos poucos, publicaremos a discografia dele, álbum a álbum, para que essas pérolas não caiam no esquecimento.

Coletânea – Assisão – 20 Super Sucessos
1997 – Polydisc

01 – Eu quero meu amor (Assisão)
02 – Forró do futuro (Assisão)
03 – Pau nas coisas (Assisão)
04 – Rasgando o fole (Assisão – Nogueira)
05 – Fogueirinha (Assisão)
06 – Doideira (Assisão)
07 – Chamego bom (Assisão)
08 – Sanfoneiro mole (Assisão)
09 – Um amor numa fogueira (Assisão)
10 – Forró das tamanquinhas (Assisão)
11 – Pot-Pourri
Vamos farrear (Luiz Moreira – Lindolfo Barbosa)
No galpão da pulandeira (João Silva – K. Bouclinho)
Vou ficar doidão (Anastácia – Dominguinhos)
Esquena moreninha (Assisão)
Dê eu pra ela (Venâncio – Corumba)
12 – Chorar pra quê (Petrúcio Amorim)
13 – As quatro estações (Assisão)
14 – Chuva miúda (Assisão)
15 – Forró do se imbiga (Assisão)
16 – Chegadinho (Assisão)
17 – Forró ferruado (Assisão)
18 – Delícia (Assisão)
19 – Amor feliz (Assisão)
20 – Pot-Pourri
No terreiro da fazenda (João Silva – K. Bouclinho)
Casaca de couro (Rui de Moraes – Silva)
Milho novo (João Silva – Pássaro Triste)
Olê Laurindo (Luiz Queiroga)

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Camarão – A bandinha do Camarão

Colaboração do Lourenço Molla, de João Pessoa – PB

Participação especial de Risomar, nas faixas “Menina do sertão”, de Camarão, e “Puxa o fole Zé” de Onildo Almeida.

Participação de Áurea Lane na faixa “Namoro moderno” de Paulo da Hora; de Marinês na faixa “Bananeira mangará” de Janduhy Finizola; e do Trio Nordestino na faixa “Na emenda” de Manoel Euzébio e Juarez Santiago.

Produção executiva de Lindolfo Barbosa (Lindú) e Talmo Scaranari, arranjos de Camarão, destaque para “Sem segredo” de autoria do Camarão.

Camarão – A bandinha do Camarão
1981 – Copacabana

01. Gostosinho (Camarão)
02. Menina do sertão (Camarão)
03. De Recife a Salvador (Camarão)
04. Sem segredo (Camarão)
05. Pot-Pourri
Pelo telefone (Donga / Mauro de Almeida)
Jura (J. B. da Silva “Sinhô”)
Dorinha meu amor (José Francisco de Freitas)
06. O tema é nordeste (Camarão)
07. Namoro moderno (Paulo da Hora)
08. Pot-Pourri
Bananeira mangará (Janduhy Finizola)
Puxa o fole Zé (Onildo Almeida)
Na emenda (Manoel Euzébio / Juarez Santiago)
09. Tá rabufado (Camarão)
10. Entre amigos (Camarão)

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Geraldo Freire, Genival Lacerda e Nilson Araújo

Geraldo Freire, Genival Lacerda e Nilson Araújo (com a camiseta do Jackson estampado no peito), no programa do Geraldo na Rádio Jornal do Comércio, em Recife, em homenagem aos 90 anos de Jackson do Pandeiro.

*Foto enviada pelo Nilson Araújo.

Genival Lacerda – Troque as pilhas, só não mate o véio

Mais um LP, do baú direto pra internet, autografado pelo Genival em 2001, quando tive a oportunidade de conhecê-lo.

Algumas músicas desse disco ficaram mais conhecidas por terem sido reproduzidas nas diversas coletâneas do Genival, como “Quem dera” de Nando Cordel e Genival Lacerda; “Mate o véio mate” de João Gonçalves e Genival Lacerda; e a regravação do mega sucesso “Severina Xique Xique” de João Gonçalves e Genival Lacerda.

Direção de produção de Talmo Scaranari e Genival Lacerda, arranjos de Sivuca, destaque para “Aqui tem forró” de João Silva e Genival Lacerda; e para “O jegue milionário” de João Caetano e Genival Lacerda.

Genival Lacerda – Troque as pilhas, só não mate o véio
1984 – Beverly

01. Quem dera (Nando Cordel / Genival Lacerda)
02. Aqui tem forró (João Silva / Genival Lacerda)
03. Quero ver meu bem (Zé Rosendo / Marluce)
04. O jegue milionário (João Caetano / Genival Lacerda)
05. O bichinho (Jota Lima / Graça Góis)
06. Tire a tábua (Durval Vieira / Graça Góis)
07. Troque as pilhas (Nando Terranova / Genival Lacerda)
08. Mate o véio mate (João Gonçalves / Genival Lacerda)
09. Quero morder o seu cajú (Cassiano Costa / Graça Góis)
10. Paroliado (Luiz Vieira)
11. Suposição (Cassiano Costa / Graça Góis)
12. Severina Xique Xique (João Gonçalves / Genival Lacerda)

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Texto – Caldeirão dos mitos

Recebemos esse taxto do Prof. Jonas Duarte

“Conheci Bráulio Tavares nos estádios de futebol. Nos jogos do Treze Futebol Clube. “Conheci” é maneira de dizer. Nunca falei com ele, nunca fomos apresentados. Sequer numa única oportunidade o dirigi a palavra. Entretanto, alguém me apontou. Aquele é Bráulio Tavares. Naquela época ele usava uns cabelos longos aloirados. Ia ao estádio com uma camisa do Treze, listrada de preto e branco na vertical. Passava o jogo super nervoso. Certamente ainda mais nervoso do que eu, se é que é possível. Mais como lembro que eu tinha condições de observá-lo a roer as unhas desesperadamente é porque certamente minha condição emocional estava mais controlada.

Ele parecia um sujeito diferente. Assistia aos jogos sozinho, sem companhia. Coisa estranha e difícil em um estádio. Geralmente, nós pobres mortais, sofredores de arquibancadas, no primeiro lance de grande emoção, mesmo que tenhamos ido só, já criamos afinidades e nos acumpliciamos com os nossos “irmãos de torcida” como se tivéssemos nascidos juntos. Bráulio não. Do início ao fim sofria, roia suas unhas desesperadamente, fumava, pulava e vibrava só. Observando-o a distancia, compreendia que aquele, para ele, era um momento que gostava de curtir consigo mesmo.

Depois Bráulio virou intelectual, escritor, compositor, diretor de teatro – “artista nacional”, como diria Luiz Gonzaga. O perdemos nas arquibancadas torcendo pelo nosso Galo, mas ganhamos o artista campinagrandense em escala nacional. Outro dia o assisti dizendo que era Trezeano e Flamenguista – como Jackson do Pandeiro. Esse também torceu pelo “Tricolor do Arruda”, quando de sua passagem por Recife.

Leio quase sempre a coluna de Bráulio Tavares no Jornal da Paraíba e gosto bastante. Inteligente e sagaz. Na realidade procuro saber onde ele escreveu e sobre o que, para lê-lo. Quase sempre me deleito com suas crônicas.

Destacaria, a titulo de curiosidade para os leitores, sua ótima passagem como o violeiro cego no “Parahyba Mulher Marcho” de Tizuka Yamazaki nos anos 80. Curto com a restrição necessária sua “brincadeira separatista” com outro gigante da poesia nordestina, Ivanildo Vilanova: “Nordeste Independente”.

No entanto, o que mais me marcou em sua obra, hoje gigantesca, é a música “Caldeirão dos Mitos” do disco de Elba Ramalho de 1980. Elba ainda tinha uma voz meio rabequeira parecida as das rezadeiras de novenas que se espalham pelo interior nordestino. Dizem os entendidos em música que a voz de Elba melhorou, ganhou entonação e não sei o que…. Não discuto que ela é dona de uma voz maravilhosa, que adoro. Mas penso que se perdeu um pouco da “brejeirice” nordestina, do timbre meio cangaceiro, meio rezadeira. A voz meio gasguita da Elba do início dos anos 80 é, em minha opinião absolutamente leiga no assunto, perfeita para o conjunto daquela ópera musical. Ela completa a letra revolucionária, incendiária, repleta de Bráulio Tavares, de Ariano Suassuna, de Zédantas, Zé Marcolino, de Djacyr Menezes, até mesmo, talvez, principalmente, de Euclides da Cunha; e dos violeiros geniais do nosso sertão, juntando-se ao fole mágico e maravilhoso de Abdias.

Caldeirão dos Mitos deveria ser cantada e, infelizmente, necessariamente traduzida e explicada, para grande parte dessa juventude alienada, entupida por porcarias musicais, levada a consumir essa tragédia musical que tomou conta e tornou-se hegemônica no cenário nordestino.

Por esses dias assisti o “Pirulito da Ciência” de Tom Zé. Ótimo. Imperdível. Na versão que assisti há depoimentos e análises desse baiano arretado. Em algum momento ele diz algo mais ou menos assim: a melhor maneira de dominar economicamente uma região e/ou um país é através da cultura. A destruição da cultura de um povo é o passo definitivo para sua dominação. Não paro de pensar nisso.

De certo há interesses gananciosos e perniciosos em propagar essa tragédia cultural que comprime; que fecha os espaços para uma produção cultural de qualidade – que seja entretenimento e promoção cultural, educacional. Certamente os interesses obscuros que movem essa indústria de lixo cultural são conscientes do papel que cumprem.

Citando José Martí: Ser culto é a única condição de sermos livres.

Abaixo, a letra de Caldeirão dos Mitos. Escute-a na voz de Elba do disco “Capim do Vale” de 1980, (veja a delícia desse título de disco). Prestem atenção no fole de Abdias.”

Caldeirão dos Mitos – (1980)
(Bráulio Tavares)

Eu vi o céu à meia-noite
Se avermelhando num clarão
Como o incêndio anunciado
No Apocalipse de São João
Porém não era nada disso
Era um corisco, era um lampião.

Eu vi um risco nos espaços;
Era o revôo de um sanhaçu;
Eu vi o dia amanhecendo
No ronco do maracatu;
Não era a lança de São Jorge,
Era o espinho do mandacaru.

Vi um profeta conduzindo
Pros arraias as multidões
Pra construir um chão sagrado
Com espingardas e facões;
Não foi Moisés na Palestina,
Foi Conselheiro andando nos sertões.

Eu vi um som na escadaria
Do re-mi-fa-sol-la-si-do;
Não era o eco das trombetas
De Josué em Jericó;
Era um fole de oito-baixos
A toca numa noite de forró.

Vi um magrelo amarelado
Passando a perna no patrão;
Não foi ninguém na Inglaterra
Nem de Paris nem do Japão;
Era Pedro Malazarte, era João Grlio
E era Canção.

Eu vi um som ao meio-dia
No meio do chão do Ceará;
Não era o coro dos Arcanjos
Nem era a voz de Jeová:
Era uma cascavel, armando
O bote balançando maracá.

Vi uma mão fazer o barro
Um homem forte, um homem nu;
Um homem branco como eu
Um homem preto como tu;
Porém não foi a mão de Deus;
Foi Vitalino de Caruaru.

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