Ao Vivo – Maciel Melo – O Poéta e o Tocador

foldder p

Colaboração do Ivan Matos, de Gama – DF.

Em projeto inédito, chamado de “Cantoria e Forró”, o Manhat­tan Café-Theatro, casa de shows de Recife – PE, reúniu, alguns dos maiores representantes da músi­ca nordestina na atualidade. O mes­tre Dominguinhos dividiu o palco com Maciel Melo.

O próprio Maciel Melo cedeu a gravação de um dos shows e aqui está esse registro desse encontro memorável.

Maciel Melo – O Poéta e o Tocador
2012

01 Maciel melo – Minha fala
02 Maciel Melo – Pelos cantos da casa
03 Dominguinhos – Bença Mãe
04 Dominguinhos – Carece de explicação
05 Dominguinhos – Forro Instrumental
06 Maciel Melo e Dominguinhos – Tampa de Pedra
07 Maciel Melo e Dominguinhos – Pout-porri) Pau de arara b) Sabiá
08 Maciel Melo – Galope a luz do luar
09 Maciel Melo e Dominguinhos – De volta pro aconchego
10 Maciel Melo – Pout-porri A) Caboclo sonhador B)Tareco e mariola
11 Dominguinhos e Maciel Melo – Olha pro céu
12 Maciel Melo – A poeira e a estrada
13 Dominguinhos e Maciel Melo – Só quero um xodó
14 Maciel Melo – Pout-porri A) Dama de ouro B) Meu cenário
15 Dominguinhos e Maciel Melo – Pout-porri A)Vida de viajante B) Respeita januário
16 Maciel Melo – O solado da chinela
17 Dominguinhos e Maciel Melo – Pout-porri A)Isso aqui ta bom demais B) Asa branca

Para baixar esse disco, clique aqui.

Se estiver com dificuldade para baixar e descompactar os arquivos, tire suas dúvidas em nosso manual “passo a passo”, clique aqui.

Foto – João Silva

João Silva

*foto originalmente publicada no livro “O Fole Roncou”, de Carlos Marcelo e Rosualdo Rodrigues.

CD – Socorro Lira e Oswaldinho do Acordeon – O Samba do Rei do Baião

EPSON scanner image

Colaboração do Elivelton Costa, de Garanhuns – PE

EPSON scanner imageEPSON scanner image

“…é um excelente disco com raras canções de Luiz Gonzaga, cada em um ritmo diferente.”

EPSON scanner image

Participações especiais de Osvaldinho da Cuíca, na faixa “Bamboleado” de Luiz Gonzaga e Miguel Lima; e de Susana Travassos, na faixa “Ai, Ai, Portugal” de Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga.

Socorro Lira e Oswaldinho do Acordeon – O Samba do Rei do Baião
2013

01.Tudo é Baião (Luiz Gonzaga – Zé Dantas)
02.Tacacá (Luiz Gonzaga – Lourival Passos)
03.Bamboleado (Luiz Gonzaga – Miguel Lima)
04.Sanfonando (Luiz Gonzaga)
05.Ai, Ai, Portugal (Humberto Teixeira – Luiz Gonzaga)
06.Mariá (Luiz Gonzaga – Zé Dantas)
07.Rei Bantu (Luiz Gonzaga – Zé Dantas)
08.Aboio Apaixonado (Luiz Gonzaga)
09.Dúvida (Luiz Gonzaga – Domingos Ramos)
10.Meu Pandeiro (Ary Monteiro – Luiz Gonzaga)
11.Dona Mariquinha (Luiz Gonzaga – Miguel Lima)
12.Vamos Xaxear (Luiz Gonzaga – Geraldo Nascimento)
13.Calango da Lacraia (J. Portela – Luiz Gonzaga)
14.Fuga da África (Luiz Gonzaga)

Para baixar esse disco, clique aqui.

Se estiver com dificuldade para baixar e descompactar os arquivos, tire suas dúvidas em nosso manual “passo a passo”, clique aqui.

Foto – João do Vale

João do Vale

*foto originalmente publicada no livro “O Fole Roncou”, de Carlos Marcelo e Rosualdo Rodrigues.

CD – Luiz Gonzaga – Samarica Parteira

Capa

Colaboração do William de Paiva Vital, de Recife – PE

Contra-Capa

Mais uma edição da série revivendo, que com seu caráter único tem sido de inestimável valor no resgate dessas antigas canções, originalmente gravadas em 78RPM.

Luiz Gonzaga – Samarica Parteira
2005 – Revivendo

01. Samarica Parteira (Zé Dantas)
02. Cego Aderaldo (João Silva / Pedro Maranguape)
03. Vida de Vaqueiro (Luiz Gonzaga)
04. A Profecia (Zé Dantas)
05. Tô Sobrando (Luiz Gonzaga / Hervé Cordovil)
06. Cabra da Peste (Luiz Gonzaga / Zé Dantas)
07. Moreninha Moreninha (Hervé Cordovil / Luiz Gonzaga)
08. Sertão Sofredor (Nelson Barbalho / Joaquim Augusto)
09. Amanhã Eu Vou (Beduíno / Luiz Gonzaga)
10. Moreninha Tentação (Luiz Gonzaga / Moacir Araújo)
11. Mamulengo (Luiz Bandeira)
12. Velho Pescador (Luiz Gonzaga / Hervé Cordovil)
13. O Passo da Rancheira (Luiz Gonzaga / Zé Dantas)
14. A Letra I (Zé Dantas / Luiz Gonzaga)
15. Sertanejo Do Norte (João do Vale / Ari Monteiro)
16. Onde Tu Tá Neném (Luiz Bandeira)
17. Moça de Feira (Armando Nunes / J. Portela)
18. Baião de Dois (Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira)

Para baixar esse disco, clique aqui.

Se estiver com dificuldade para baixar e descompactar os arquivos, tire suas dúvidas em nosso manual “passo a passo”, clique aqui.

Foto – Jackson do Pandeiro

Jackson do Pandeiro

*foto originalmente publicada no livro “O Fole Roncou”, de Carlos Marcelo e Rosualdo Rodrigues.

Julinho e Seu Acordeon – Sertão Alegre

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

O áudio é uma colaboração do poeta Léo Medeiros;e as capas foram cedidas pelo Seu Eugênio, foram fotografadas e enviadas pelo Érico Sátiro, ambos de João Pessoa – PB.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERA

Esse é o primeiro LP do Julinho.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Destaque para “Baiãozinho Bom” de Julinho do Acordeon e Evaldo Gouveia.

Julinho e Seu Acordeon – Sertão Alegre
1959 – Polydor

01. Baiãozinho Bom (Julinho do Acordeon / Evaldo Gouveia)
02. Um Passeio a Tibáu (Julinho do Acordeon)
03. Sertão Alegre (Julinho do Acordeon / José Plácido)
04. Baião Macumba (Julinho do Acordeon / Evaldo Gouveia)
05. Nuvens Que Passam (Julinho do Acordeon)
06. De Pé no Chão (Julinho do Acordeon)
07. Cabeça Chata (Julinho do Acordeon / Manezinho Araújo)
08. Caco de Pote (Luiz Assunção)
09. Francy (Luiz Roseo)
10. Ceará no Baião (Julinho do Acordeon)
11. Alvorada (Moreira Filho)
12. Hei de Esperar Por Ti (Julinho do Acordeon)

Para baixar esse disco, clique aqui.

Se estiver com dificuldade para baixar e descompactar os arquivos, tire suas dúvidas em nosso manual “passo a passo”, clique aqui.

Fotos – Jackson do Pandeiro e Alceu Valença

Jackson do Pandeiro e Alceu Valença

*foto originalmente publicada no livro “O Fole Roncou”, de Carlos Marcelo e Rosualdo Rodrigues.

CD – Jorge de Altinho – Acústico

capa p

Colaboração do Wdilson Campos, de Campina Grande – PB.

cd p

Produção de Oséas Lopes, sanfonas de Gennaro e Beto Hortiz e zabumba de Quartinha.

verso p

O disco tem 08 músicas regravadas e 05 músicas inéditas.

Jorge de Altinho – Acústico
2004

01 Linda (Jorge de Altinho)
02 Confidência (Jorge de Altinho – Petrúcio Amorim)
03 Levando a vida (Juan Caribe – Oséas lopes)
04 Pra você ninar (Oscar Neto)
05 Vivência (Jandhuy Finizola)
06 Enciumado (Tião Dantas – Jacobina)
07 Sou Feliz (Jorge de Altinho – Ezequias Rodrigues)
08 Na solidão (Jorge de Altinho)
09 Menino de rua (Petrúcio Amorim – M. Neves)
10 Amor pra delirar (Jorge de Altinho)
11 Foi bom te amar (Petrúcio Amorim)
12 Nem ligue (Jorge de Altinho)
13 Meu cantar (Jorge de Altinho)

Para baixar esse disco, clique aqui.

Se estiver com dificuldade para baixar e descompactar os arquivos, tire suas dúvidas em nosso manual “passo a passo”, clique aqui.

Texto – Jackson do Pandeiro e o Futebol

jackson
Jackson do Pandeiro e o escudo do Flamengo em seu violão (foto de capa do LP “O melhor de Jackson do Pandeiro” – Polygram)

*Texto enviado pelo Érico Sátiro, de João Pessoa – PB

“Esse jogo não é 7×1…”. Os versos gravados há mais de 60 anos por Jackson do Pandeiro em “1×1” (Edgar Ferreira) não foram bem assim, mas, se o paraibano de Alagoa Grande, falecido em 1982, presenciasse a catástrofe brasileira na Copa do Mundo de 2014 diante da Alemanha, certamente gravaria uma canção sobre o assunto. Apaixonado por futebol, Jackson cantou a seleção brasileira, o Flamengo e o futebol em geral. Como abusava do humor em suas canções, o 7×1 sofrido pelo Brasil provavelmente não passaria batido.

Música e futebol, duas grandes paixões do povo brasileiro, há muito que se entrelaçam, fortalecendo-se entre si. A cada ano surgem diferentes músicos com novas composições ou regravações sobre o esporte mais popular do Brasil. Por outro lado, no meio do futebol, diversos atletas se aventuraram na arte de cantar. Podemos citar, por exemplo, os ex-craques Pelé, que gravou com Elis Regina; Zico, que cantou ao lado de Fagner; Júnior, que tornou famosa a canção “Povo feliz”, popularmente conhecida como “Voa, Canarinho”, e até mesmo o ex-centroavante Nunes. Mais comum , como já dito, é o inverso, ou seja, o futebol ser tema de músicas interpretadas por cantores profissionais. Chico Buarque, Jorge Ben, Moraes Moreira, Wilson Simonal e Tim Maia são só alguns dos inúmeros artistas que cantaram o esporte em seus discos. Na música nordestina, Jackson do Pandeiro pode ser considerado o maior exemplo, apesar de só ter praticamente uma canção sobre futebol amplamente conhecida, a já citada “1×1”.
José Gomes Filho, nascido em 31/08/1919, só foi gravar suas primeiras músicas em 1953, já conhecido como Jackson do Pandeiro. “Forró em Limoeiro” (Edgar Ferreira), e, principalmente, “Sebastiana” (Rosil Cavalcanti), estouraram nas rádios e alavancaram a carreira do paraibano, que seguiu lançando discos até 1981, ano anterior ao do seu falecimento, ocorrido em 10/07/1982.

Gravou forrós, xotes, marchas, frevos, sambas, batuques etc. Como ele próprio dizia, “se o ritmo fosse brasileiro, estava dentro”. Por tal motivo, e pela forma de divisão vocal que efetuava nas suas interpretações, ganhou a alcunha de “O Rei do Ritmo”. Gravou mais de 430 músicas em sua carreira, compondo cerca de 160 delas. A maioria das letras tinha como característica o bom humor, falando sobre causos, brigas e confusões, embora também tenha cantado diversas outras temáticas, como o futebol. Flamenguista, torcedor também do Treze de Campina Grande (cidade onde passou sua adolescência e juventude) e grande fã de Zico, sobre o esporte bretão Jackson gravou exatamente 10 músicas, citando-o ainda em outras gravações, como “Samba do Ziriguidum” (Jadir de Castro/Luiz Bittencourt), sem que fosse, entretanto, o assunto central. Apesar de haver na literatura brasileira alguns livros sobre o futebol na música nacional, a maioria cita Jackson do Pandeiro apenas por “1×1” ou “Frevo do bi” (Braz Marques/Diógenes Bezerra), omitindo as demais canções que o Rei do Ritmo gravou sobre o tema, até porque grande parte de seus trabalhos foi gravado em discos de 78 rpm e se tornou raridade, sendo de conhecimento apenas de colecionadores e pesquisadores. Para preencher essa lacuna, seguem abaixo as 10 canções que Jackson do Pandeiro lançou sobre futebol:

“1×1” (Edgar Ferreira, 1954) – “Esse jogo não é 1×1, se o meu clube perder é zumzumzum…”. A mais conhecida gravação de Jackson sobre o futebol “servia para todas as torcidas”, segundo ele. A idéia inicial era fazer para Pernambuco, usando as cores dos 3 principais clubes capibaribes: Santa Cruz, Náutico e Sport. Ao falar em “encarnado, preto e branco”, “encarnado e preto” e “encarnado e branco”, no entanto, a letra abrangeu milhares de times que se utilizam dessas cores em seus uniformes e acabou servindo para todo o Brasil. Gravada em 1953, em Recife, e lançada em 1954, a música é de autoria do compositor pernambucano Edgar Ferreira (1922-1995), que foi um dos principais parceiros de Jackson no início de sua carreira, quando gravou sucessos como “Forró em Limoeiro”, “Cremilda”, “Ele disse” e “Vou gargalhar”. A canção foi gravada posteriormente por nomes como Zé Ramalho, Genival Lacerda, Quinteto Violado, Fuba de Taperoá, Carmélia Alves, Trio Nordestino e até mesmo pelo grupo de pop/rock Os Paralamas do Sucesso.

“4×1” (Damião Florêncio e José Gomes, 1957) – “4×1” marcou um dos poucos duetos vocais entre Jackson do Pandeiro e Almira Castilho (1924-2011), sua grande parceira musical e também esposa, com quem conviveu desde o começo de seu sucesso profissional, em 1953, até a separação do casal, no final dos anos 60.
Apesar de constar na autoria o nome de José Gomes, a composição é de Damião Florêncio e da própria Almira Castilho, já que José Gomes nada mais era que o pseudônimo usado por Almira em algumas composições, em razão da incompatibilidade entre editoras musicais. Embora não cite nomes de clubes ou jogadores, a letra traz um “embate” entre a dupla de cantores na forma de uma partida de futebol. Foi lançada em 78rpm e no lp de 10 polegadas “Jackson e Almira – Os donos do ritmo”, de 1957.

“Frevo do bi” (Braz Marques/Diógenes Bezerra, 1962) – a mais divulgada gravação de Jackson do Pandeiro sobre a seleção brasileira saiu em 1962, em um 78rpm, pouco antes da conquista do bicampeonato mundial no Chile. Na letra, os autores imaginam um “baile de bola” conduzido por Didi, Garrincha e Pelé. Gravada como um frevo épico, a canção também ganhou uma versão de Tom Zé e Gereba, lançada no álbum “Cantando com a plateia”, de 1990.
“Scratch de ouro” (Maruim/Oscar Moss, 1963) – Interpretada em forma de samba, a música festeja o bi mundial da seleção brasileira, nominando toda a equipe titular do escrete de ouro: Gilmar, Mauro, Djalma Santos, Zito, Zózimo, Nilton Santos, Zagallo, Didi, Vavá, Pelé e Garrincha. Apesar de a relação contar com 12 atletas, o fato pode ser explicado: Pelé deixou a Copa na segunda partida da seleção brasileira, após contusão, sendo substituído brilhantemente pelo artilheiro Amarildo. Os compositores, então, acharam por bem incluir os dois craques na letra.
“Olé do Flamengo” (Jackson do Pandeiro/Braz Marques, 1964) – como o próprio título já transparece, a canção enaltece a paixão pelo Clube de Regatas do Flamengo, time de coração de Jackson do Pandeiro: “Eu vou, eu vou amanhã, ver Flamengo jogar lá no Maracanã…eu não perco nenhum jogo, seja de noite ou de dia”. Incluída no LP “Coisas nossas”, de 1964, a música fala do “olé” que a equipe rubro-negra dá em vários rivais locais, como Vasco, Botafogo e Fluminense, além da mais temida equipe brasileira da época: o “Santos de Pelé”.

“A taça era dela” (Waldemar Silva e Rubens Campos, 1967) – de forma irreverente, o samba critica a polêmica conquista da Copa do Mundo de 1966 pela seleção anfitriã, a Inglaterra, que na final venceu a Alemanha após o juiz ter validado um gol em que a bola não chegou a ultrapassar a linha da trave. Na letra, o compositor é direto: “a Inglaterra fez uma Copa do Mundo, pra ela, pra ela, o campeonato ainda não havia começado e a taça já era dela”. A faixa saiu no álbum “A Braza do Norte” (brasa com “z” mesmo), de 1967, o último lp que traz Almira Castilho na capa.
“Frevo do tri” (Braz Marques e Álvaro Castilho, 1971) – por muito tempo uma rara canção do repertório jacksoniano (somente em 2014 saiu em cd, em um box que garimpou preciosidades do Rei do Ritmo), o frevo “saúda os supercampeões”, celebrando a 3ª taça mundial conquistada pelo Brasil no futebol, dessa vez em território mexicano. Ao contrário das anteriores “Frevo do bi” e “Scratch de ouro”, a letra não cita nomes de jogadores, mostrando a emoção do torcedor, que “gritou, torceu, chorou e sofreu”. Assim como o “Frevo do bi”, é uma excelente canção sobre Copa do Mundo, bem diferente das que são lançadas na atualidade.

“O bom torcedor” (Braz Marques e Jackson do Pandeiro, 1971) – A letra retrata a paixão do brasileiro pelo futebol, “de norte a sul”. Nela, o autor fala sobre suas equipes prediletas em alguns estados, citando Flamengo, Corinthians, Atlético Mineiro e Santa Cruz, equipes de grande popularidade. Apesar de citar apenas clubes, a música traz na sua introdução a narração de um gol do Brasil anotado por Pelé, com pequeno trecho repetido no final da faixa. Foi lançada em 1971, no LP “O dono do forró”, disco que marcou a estréia do sanfoneiro Severo nas gravações com Jackson.
“O Rei Pelé” (José Gomes Filho/Sebastião Batista, 1974) – A homenagem que o Rei do Ritmo fez ao Atleta do Século XX veio no LP “Nossas Raízes”, de 1974, mesmo ano em que Pelé se despediu do Santos Futebol Clube. A 1ª faixa do lado B, “O Rei Pelé”, que narra as virtudes de Edson Arantes do Nascimento dentro de campo, pode ser considerada a principal música do forró em reverência ao jogador, que também foi tema de canções em outros ritmos da MPB. Em cd, saiu apenas na coletânea “Enciclopédia Musical Brasileira”, que traz Jackson ao lado do baiano Gordurinha.
“Bola de pé em pé” (Jackson do Pandeiro/Sebastião Batista, 1981) – lançada no último lp gravado por Jackson, 1 ano antes do seu falecimento, a música também homenageia o Flamengo. Quando fala em “Flamengo é tricampeão, acredite quem quiser”, a composição faz referência, de forma implícita, ao tricampeonato carioca conquistado pelo time em 1979. Nos anos seguintes, os versos poderiam ser utilizados novamente pelos torcedores em outras quatro conquistas de tricampeonato do rubro-negro: o brasileiro, em 1983, carioca, em 2001 e 2009, e da Copa do Brasil, em 2013.

1 123 124 125 126 127 536