Corró e Luizinho Calixto

*Acervo Corró

*Acervo Corró

Colaboração do Everaldo Santana, que nos enviou alguns LPs da Clemilda, os quais publicaremos aos poucos. Perguntei ao Everaldo o que ele sabia sobre a clemilda, ele mandou o comentário a seguir.


“O pouco que sei sobre a Clemilda é do tempo da minha adolescência quando estava em Sergipe.
A Clemilda é alagoana; só não sei dizer se nasceu na mesma cidade que o Gerson Filho ‘Penedo’. Sei que ela iniciou sua carreira cantando junto com Gerson Filho, e ambos tiveram sucesso na década de 60 e 70. A dupla tinha um programa fixo em uma rádio em Aracajú. Faziam muitos Shows pelo Nordeste, principalmente nos estados de Alagoas e Sergipe.
A dupla tinha um amigo e compadre em Propriá e, na época das festas juninas, ficavam hospedados por vários dias na casa desse compadre, que tinha o apelido de “Bodega”. O Bodega era um micro empresário proprietario de bar, casa de jogos e uma fábrica de fogos de artifício. O Bodega tinha um amigo, que também era amigo do Gerson filho, o “Patú”, também micro empresário dono de drogarias, e um Serviço de Alto Falantes Fixo, usado para fazer propaganda e divulgava as músicas do Gerson Filho e outros artistas da época fazendo o papel de uma rádio, que em Propriá não tinha.

O Bodega e o Patú patrocinavam as festas juninas em Propriá. Durante alguns anos o Gerson Filho e a Clemilda se apresentaram nas festas juninas no salão do Bodega.
Em algumas músicas dos seus discos, a dupla homenageia os amigos, como exemplo as faixas: ‘Na Bodega do Bodega’, no LP de 1988, ‘Flor do Sertão’ e ‘Forró do Patú’, no LP de 1987, ‘A Seleção de Ouro’.
No LP de 1970, ‘Fazenda Taquari’ a Clemilda cita dona ‘Lalú’ esposa do Bodega e ‘Pedro Chaves’ conhecidíssimo fazendeiro que patrocinava festas de Vaquejada, e hospedou em sua fazenda Luiz Gonzaga, o rei do baião, e Lampião, o rei do cangaço. Luiz Gonzaga cita o Pedro Chaves e sua fazenda, a ‘Fazenda Cabo Verde’, em algumas de suas músicas. O meu avô foi empregado do Pedro Chaves.”
Arranjos, regência e sanfonas de Oswaldinho do Acordeon e zabumba de Arecessoni, além de participação especial de Tião Carreiro, na faixa “Prosa de valentão” de Téo Azevedo e Clemilda, e dos Diplomatas do Samba, na faixa “Pagodiá” de João Silva e Clemilda.
Clemilda – Forró & suor
1987 – Chantecler
01 Forró & suor (Miraldo Aragão – Clemilda)
02 A cantiga da doida (Miraldo Aragão – Clemilda)
03 Taí no que deu (João Silva – Clemilda)
04 Como você cresceu (Durval Vieira – Clemilda)
05 Ladrão de bode (Miraldo Aragão – Clemilda)
06 Vou e procurar (Durval Vieira – Clemilda)
07 Bilhete pra Comadre Dinha (Miraldo Aragão – Clemilda)
08 Pagodiá (João Silva – Clemilda)
09 Arrasta pé na Bahia (Miraldo Aragão – Clemilda)
10 Cabeludo Zé mané (Durval Vieira)
11 Futebol do amor (João Silva – Clemilda)
12 Prosa de valentão (Téo Azevedo – Clemilda)
13 A nova dança (Clemilda)
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Colaboração do Maicon Fuzuê, sanfoneiro do Trio Araçá, radicado em São Paulo – SP.
Dessa vez um LP do Joãozinho do Exu gravado em 1992 e produzido pelo João Silva, com sanfonas de Severo e do próprio Joãozinho.

Participação de João Silva na faixa “Oito e dois dez” de João Silva, Zé Mocó e Paulo Beto e de Novinho da Paraíba na faixa “Entre serra” de Joãozinho do Exú e Fran Pereira.
Joãozinho do Exú – Saudade de tu
1992 – Somarj
01 Oito e dois dez (João Silva – Zé Mocó – Paulo Beto)
02 Entre serra (Joãozinho do Exú – Fran Pereira)
03 Meu Bodocó (João Silva – Zé Mocó – J. Freitas)
04 Saudade do rei (Joãozinho do Exú – Ronaldo Queiroz)
05 Relembrando Juazeiro (Joãozinho do Exú – Maromba de Palmares)
06 Minha estrela (João Silva – Zé Mocó – Beviláqua)
07 Saudade de tu (Joãozinho do Exú – Maromba de Palmares)
08 Bicho danado (Antonio Barros – Cecéu)
09 Saudade que rola (João Silva – Zé Mocó – Francisco Gomes)
10 Trilha (Carlos – Ronaldo)
11 Machucando o coração (Joãozinho do Exú – Maromba de Palmares)
12 Vivendo por viver (Joãozinho do Exú – Eurico Alves)
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Recebi a seguinte dica do Cacai Nunes, do Blog Acervo Orígens.

Ele esteve na quadragésima primeira edição do ‘Festival de Brasília do Cinema Brasileiro’ e teve a oportunidade de assistir o filme “O milagre de Santa Luzia” em primeira mão.


O Milagre de Santa Luzia é uma viagem pelo Brasil que toca sanfona, conduzida por Dominguinhos, principal sanfoneiro vivo do País. Entre encontros acompanhados de muita música e reunindo depoimentos de seus principais instrumentistas, o filme faz um mapeamento cultural das diferentes regiões do País onde a sanfona se estabeleceu.

Elenco: Dominguinhos, Sivuca, Arlindo dos 8 baixos, Camarão, Genaro, Pinto do Acordeon, Joquinha Gonzaga, Dino Rocha, Elias Filho, Gabriel Levy, Toninho Ferraguti, Mario Zan, Oswaldinho do Acordeon, Renato Borghetti, Gilberto Monteiro, Luciano Maia e Quartcheto, Luis Carlos Borges, Edson Dutra dos Serranos, Bagre Fagundes, Telmo de Lima Freitas (foto acima) e Patativa do Assaré.
Direção: Sergio Roizenblit, documentário, cor, 35mm, 104min, SP, 2008

Essa é uma colaboração do Jorge Paulo, dessa vez, um álbum do Azulão de Caruarú, lançado em 1982, pela Copacabana.


Cantor pernambucano que participou da “Bandinha do Camarão” antes de trilhar sua carreira solo.

Destaque para os xotes “Dor de cotovelo”, de Ivo Gonçalo, e “É hoje que a cobra fuma” de Mardonio e Marcelo Reis, e para o baião “Não precisa de lamparina” de Feliciano da Paixão.
Azulão – Azulão
1982 – Copacabana
01 Dor de cotovelo (Ivo Gonçalo)
02 Panela de manguzá (Assisão)
03 Metamorfose (Assisão)
04 Quebrando mandinga (Zé do Rojão – Pageú)
05 A careta do Timóteo (Francisco Azulão)
06 Não precisa de lamparina (Feliciano da Paixão)
07 Rã de primeira (Rubenito – Pageú)
08 Vou deixar saudade (Francisco Azulão)
09 É hoje que a cobra fuma (Mardonio – Marcelo Reis)
10 Céu colorido (Francisco Azulão)
11 Meu Juazeiro secou (Brito Lucena)
12 Começou o inverno (Raimundo Sena – Francisco Azulão)
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Colaboração do Eldo Novaes, dessa vez ele nos presenteou com essa coletânea da Marinês, com músicas lançadas de 1971 a 1973, período em que estava no cast da CBS, dos LPs “Na peneira do amor”,”Canção da fé” e “Só pra machucar”.

Destaque para “Sem vergonheira” de Antonio Carlos e Jocafi.
Marinês – Meu Cariri
Veleiro
#01. Meu cariri (Rosil Cavalcanti)
#02. Nordeste valente (João Silva – J. B. Aquino)
#03. Só pra machucar (Onildo Almeida – Zanoni Vieira)
#04. Matando na unha (Anastácia – Dominguinhos)
#05. Explosão (Tarcisio Capristano)
#06. Desse jeito não da pé (Antonio Barros)
#07. Sou o estopim (Antonio Barros)
#08. Nosso amor foi uma aposta (Antonio Barros)
#09. Cerca velha (Janduhy Finizola)
#10. Casa de marimbondo (Djalma Leonardo – Antonio Barros)
#11. E a seca continua (D. Martins)
#12. Vivendo e aprendendo (Italucia – Anastácia)
#13. Sem vergonheira (Antonio Carlos – Jocafi)
#14. Amor sem fim (J. B. de Aquino – Antonio Barros)
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Colaboração do Jairo Rubens, amigo e fã dos forrozeiros “Os Filhos de Vitor”, dupla formada pelos irmãos Silvinho e Valter Cavalcante, filhos de Seu Manoel Vitor e irmãos do sanfoneiro Vanildo de Pombos.
Esse álbum ainda nem foi colocado a venda, então, em primeira mão, publicamos um disco que visa dar continuidade a trajetória da artística da família Cavalcante, que reside no município de Pombos – PE.

“A proposta minha e de meu irmão é de dar continuidade ao forró de Vanildo, que deixou uma riqueza muito grande aqui no Nordeste. A gente não pode deixar morrer a nossa cultura e a poesia de Vanildo” (Palavras de Silvinho numa entrevista)

Produção e arranjos de Genário, que participa da faixa “O Gonzagão”, além dos músicos conhecidos da região, o CD conta com presenças marcantes como do zabumbeiro Quartinha conhecidissimo pela qualidade musical e tempo perfeito na Zabumba.
Os Filhos de Vitor, gravaram as sanfonas ao lado de Genário, a voz é de apenas um deles, Silvinho Cavalcante, e o coro e feito por Genario, Walquiria e Dôra. Silvinho compôs a faixa “Olhos de Diamante”, já todas as outras músicas são de autoria de Vanildo de Pombos, algumas ineditas que ele nem chegou a gravar, são as faixas: “Arco íris de amor” e “Vitor no forró”.
Os Filhos de Vitor – Os Filhos de Vitor
2009
01 Arco íris de amor (Vanildo de Pombos)
02 Forró pegando fogo (Vanildo de Pombos)
03 Se rolar rolou (Vanildo de Pombos)
04 Todo meu tempo perdido (Vanildo de Pombos)
05 Tá vendo amor (Vanildo de Pombos)
06 Raio de luz (Vanildo de Pombos)
07 Olhos de diamante (Silvinho)
08 Vaqueiro predestinado (Vanildo de Pombos)
09 O Gonzagão (Vanildo de Pombos)
10 Não tô nem ai (Vanildo de Pombos)
11 Vitor vai farinhar (Vanildo de Pombos)
12 Ranchinho de sapê (Vanildo de Pombos)
13 Tum tum tum coração (Vanildo de Pombos)
14 Um galope galopado (Vanildo de Pombos)
15 O trem (Vanildo de Pombos)
16 Não te amo mais (Vanildo de Pombos)
17 Vitor no forró (Vanildo de Pombos)
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Colaboração do Zé Geraldo, natural de Taperoá – PB, conterrâneo do Vital Farias, artista do qual ainda não tinhamos publicado nada, este é o seu primeiro LP. Um excelente álbum, para todos os gostos.


“No começo, Vital Farias fez seus primeiros estudos em casa, com seus irmãos mais velhos, lendo folhetos de cordel, ainda na Pedra D’Água, sítio onde nasceu, no município de Taperoá – Paraíba.
Na década de 1970, foi professor do estado, ministrando aulas de teoria e violão. Realizou trabalhos no teatro e no cinema. No Pau-de-Arara, em 1975, rumou para o Rio de Janeiro. Fez vestibular e foi aprovado para o curso da Faculdade de Música, onde se formou em 1981.
Vital, nunca teve muitas parcerias. Só para não esquecer, a ditadura campeava cerceando direitos e maltratando quem fizesse a verdadeira arte cidadã neste país, sendo achacado, diversas vezes impedido de cantar certas obras, etc.

Em 1978, faz na Poligram seu primeiro LP, ‘Vital Farias’. Laureado por toda crítica brasileira. Durante todo esse tempo, Vital continuou lendo, debatendo, fazendo palestras, cantorias.” (Trechos extraídos do sítio do artista)
Participação especial de Tânia Alves na faixa “Bate com o pé xaxado”, destaque para “Deixe de afobação” e para “Ê mãe” ambas de Vital Farias.
Vital Farias – Vital Farias
1978 – Polydor
01. Canção em dois tempos (Era casa era jardim) (Vital Farias)
02. O sobressalto (Vital Farias / Livardo Alves)
03. Bate com o pé xaxado (Vital Farias)
04. Bandeira desfraldada (Vital Farias)
05. Via crucis da mulher brasileira (Vital Farias / Livardo Alves)
06. Alice no curral das maravilhas (Vital Farias / Salgado Maranhão)
07. Deixe de afobação (Vital Farias)
08. Expediente interno (Vital Farias)
09. Poema verdade (Vital Farias)
10. Caso você case (Vital Farias)
11. Ê mãe (Vital Farias / Livardo Alves)
12. Estudo nº 2 (Napoleon Coste) Instrumental
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O Caroá (Neoglaziovia variegata) é uma planta terrestre ou saxícola, da família das bromeliáceas, nativa do Nordeste do Brasil. Possui poucas folhas lineares e acuminadas, dispostas em roseta, inflorescência laxa com 25 cm de comprimento e com até 60 flores, de sépalas vermelhas e pétalas purpúreas. Suas folhas fornecem longas fibras, de grande resistência e durabilidade. Também é conhecido pelos nomes de carauá, caruá, caroá-verdadeiro, coroá, coroatá, crauá, croá e gravatá. (Wikipedia)

A Banda Caruá, existiu no período de 2001 a 2003, era formada por Mariana Aydar, Lucas, Daniel, Alexandre, Douglas, Yedo Luis e Bruno Buarque. O grupo tinha como proposta explorar arranjos sofisticados sem perder a linguagem do forró pé de serra.

Mariana Aydar é paulista, filha do músico Mario Manga, integrante do grupo ‘Premeditando o Breque’ (ou ‘Premê’), e da empresária Bia Aydar, que produziu durante anos artistas como Luiz Gonzaga. Em 2000, Mariana iniciou sua carreira na banda de Miltinho Ediberto, exímio violeiro e poeta, para em seguida participar da Banda Caruá.

Esse foi o primeiro demo da Banda e com uma música desse trabalho eles participaram e ganharam o segundo Festival de Itaúnas, capa do CD acima. A música vencedora foi “Naquele dia” de Douglas Lora.

O CD demo foi feito com cinco músicas, mas na última hora uma delas não entrou, fato que foi confirmado ao Tick por um dos integrantes da banda. Sendo assim, a faixa “Baião novo” não existe, certo? Destaque para “Onde está você” de Zezum e para “Festa” de Gonzaguinha.
Banda Caruá – Caruá
2002
01 Onde está você (Zezum)
02 Rua do sol (Douglas Lora)
03 Naquele dia (Douglas Lora)
04 Baião novo (Douglas Lora)
05 Festa (Gonzaguinha)
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