13 de Dezembro – Dia do forró

Recebemos esse texto do Jonas Duarte, professor doutor do Departamento de História da UFPB, em João Pessoa – PB. Gostei muito do que li e compartilho das opiniões descritas, com convicção.

sanfona (Foto de Deia Silva, fonte)

“Foi decretado há alguns anos, o dia 13 de dezembro como o dia nacional do forró. A data é em homenagem a Luiz Gonzaga, que nasceu nesse dia, em 1912. Considero a homenagem muito justa e a data muito especial.
O forró também é considerado, pelo IPHAN, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, patrimônio imaterial do povo brasileiro. Um grande patrimônio. É a música que mais gosto. Não digo que seja a melhor ou a mais bonita música do universo musical brasileiro, riquíssimo por sinal. Apenas a que mais gosto. Certamente tenho razões para isso. Considero o forró a minha música, a da minha identidade. Minha representação. Lógico, um matuto cheio de orgulho de ser matuto como eu, só pode gostar da música de matuto – forró. Embora conheça dezenas, centenas, talvez milhares de pessoas, nascidas e vividas no mesmo ambiente que eu e que não gosta, não sabe e nunca ouviu forró. Apreciam outros estilos musicais. Respeito todos. Mas há ainda hoje grande preconceito com o forró. É considerada por muitos como uma música inferior. Lógico que discordo e acho que esse preconceito tem a ver com as origens populares do forró, como afinal da grande maioria dos ritmos.

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Sivuca dizia que Gonzaga tirou o forró dos cabarés, das zonas, da periferia. Que com Gonzaga o forró deixou de ser coisa só de pobre matuto, de retirante, miserável nordestino e colocou nos salões da burguesia, da elite brasileira. O forró foi até internacionalizado.
Não sei se há alguma importância em se internacionalizar o forró. Mas sei que há importância em defender essa música. Essa bandeira. Como uma música nossa. Como uma representação cultural da vida do povo brasileiro. De suas alegrias, de seus dramas. É assim que escuto sua melodia.
Viajo ao som dos acordes de Dominguinhos, da mesma forma que viajo ouvindo a pastoral, a sinfonia Nº. 6 de Beethoven, minha preferida.
Quero falar aqui apenas do forró instrumental, tocado por forrozeiros de oito baixos.

Por esses dias montei um CD MP3 com uma coletânea espetacular de forró. Só instrumental. Fenomenal. Como tenho estado muito tempo dentro de um carro pra cima e pra baixo. Escuto muito o CD, com 265 músicas. As de Zé Calixto, o filho de seu Dideu, esse mágico dos oito baixos, já conhecia todas. Afinal tenho sua coleção completa. Do primeiro ao último disco. As músicas de Geraldo Correia, considerado por Dominguinhos como o melhor de todos; como o mais completo tocador de oito baixos do Brasil, segundo o mestre, filho de seu Chicão, são maravilhosas. Os dois expressam, e isso é muito interessante, a musicalidade de Campina Grande, Recife e Rio de Janeiro, por onde circulavam os forrozeiros da cidade.

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Jackson do Pandeiro, líder desse pessoal, tinha um programa na Rádio Nacional, de onde difundia o forró e todos esses artistas que fizeram de Campina Grande, nas décadas de 1950, 60 e 70 o Quartel General do forró e ponto natural do intercâmbio com o Rio de Janeiro à época, considerado a “capital cultural” do País. O forró e a música que eles tocam tem vários eixos geográficos. O de Zé Calixto e Geraldo Correia é esse. Daí em suas obras musicais se encontrar o “Rojão” campinagrandense , o frevo pernambucano (com forte influência em Campina Grande, onde Capiba morou por muitos anos e deixou raízes) e o samba carioca, que virou Samba Nordestino, ou Samba Brega mais recentemente. Além disso, a gravadora Cantagalo, que abrigava boa parte dos forrozeiros “nortistas” também ficava no Rio, com uma distribuidora em Recife.

Outro tocador de oito baixos que destaco é Noca do Acordeon. O som tirado por Noca dar a impressão que o fole de oito baixos foi inventado pra ele e para o forró. Nota-se a influência de Gonzaga no “roncado” de seu fole. Nossa! Ele toca valsas, boleros cubanos e se aventura por tangos argentinos, simplesmente maravilhosos, divinos. Um craque. Coisa de deleite sonoro. Manoel Maurício é outro craque nessa arte. Faz o fole pegar fogo. Adolfinho e Gerson Filho são geniais. Destaque para o acompanhamento de todos. O chocalho, o violão e, em muitos casos o cavaquinho. Noutros já se escuta o Baixo, em alguns inclusive, o eletrônico, demonstrando que o instrumental que se usa pode não alterar a proposta musical do artista. E estes forrozeiros são fieis a um estilo clássico de forró.

gonzaga3 (Fotos de José Leomar)

Severino Januário, irmão mais velho de Gonzagão, discípulo, como o irmão famoso, do velho Januário, o pai de tudo isso, também é genial. Ele notadamente prefere os Arrasta-pés, aquelas marchas maravilhosas, especiais para dançar quadrilhas. Gabriel e Pedrinho, meus filhos, foram embalados desde cedo por aquela música. Ainda em 1999 comprei meu primeiro CD de Severino Januário e como não conseguia parar de ouvir e precisava colocar Gabriel, recém-nascido, para dormir; era ouvindo o fole de Severino Januário que ele adormecia. Distingo o som do fole de Severino Januário nos primeiros acordes, à distância. Hoje tenho a coleção completa dele, e cada dia amo mais essa beleza sonora.

No entanto, para mim, o melhor, que me desculpe Dominguinhos e todos os entendidos em música, é Pedro Sertanejo, o pai de Oswaldinho. A música dele é impressionante. É forró puro. Lembra-me os forrós de Mané Virgulino, lá na Serra do Monte, tomando cachaça em chapéus e voltando sendo trazido por minha égua Quixaba. Os forrós na casa de Detim (no Zacarias). Ou os da casa de Mané Torquato… Lembra-me as Emas da minha infância cheia de festa, de alegria, de forrós. A música tocada por Pedro Sertanejo é uma torrente de invernada sobre um verão demorado. É uma noite de trovoada. Quem já foi no Cariri numa noite de trovoada, a chuva vindo de recuada, sabe do que estou falando. O som do fole de Pedro Sertanejo entra pelos ouvidos e pelos poros. Ao mesmo tempo em que é suave é quente. É como a Salsa ou a Rumba ou o Chá chá chá cubanos. É como o Frevo. Impossível não mexer com a gente, com algum músculo. Como diz Gonzaga se referindo aos vaneirões gaúchos: é como uma narrativa musical das conchilas (fazendas) do Rio Grande. A música de Pedro Sertanejo é a narrativa sonora da paisagem do nosso sertão. De nossas serras, nossa mata, nossos pássaros. De nossa gente alegre, disposta a viver, a lutar pela vida com alegria e força. Ouvindo o fole de Pedro Sertanejo não imaginamos seca, miséria ou pobreza em nossas terras. Só a vida verdejada…. plagiando Jessier Quirino. É um rebuliço…

luiz-gonzaga-e-humberto-teixeira (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira)

Falaria ainda de Luizinho Calixto, sobrinho de Zé. Seu estilo é mais refinado e toca um chorinho amuado. É genial. Luizinho é sujeito que tem um grau cultural mais elevado. Estudou mais. Estudou música inclusive. É uma espécie de representante político dos forrozeiros dos oito baixos. Seu programa na rádio Verde Mares de Fortaleza é um espaço da resistência forrozeira Brasil afora. Hoje deve estar em Exu, terra natal de Gonzaga, no Parque Asa Branca – local estruturado por seu Luiz Lua Gonzaga para se celebrar o forró. No pé da chapada do Araripe que tanto inspirou Gonzaga. Essa divisa de Pernambuco e Ceará. Luizinho participa da organização do aniversário do Lua do Nordeste que hoje estaria completando 96 anos.

Caravanas de amantes do forró se deslocam para casa de Gonzaga. A cozinheira de Gonzaga, remanescente do seu tempo faz feijoada, buchada, galinha de capoeira o dia todo. A festa que começou desde o fim de semana passado, hoje toma conta do alpendre da casa de Gonzaga. Sanfoneiros de perto e de longe circundam uma mesa enorme cheia de cerveja e cachaça e tocam músicas de Gonzaga e forró de toda natureza. Fazem-se desafios de sanfonas como de violeiros. Um puxa o fole de cá o outro responde de lá. Pessoas do povo ocupam o parque onde Gonzaga e familiares estão enterrados no mausoléu e onde há um museu com a obra gonzagueana. A noite é festa com vários convidados na quadra de shows. Hoje acho que será debaixo de chuva, como gostava Gonzaga. Amanhã, sob dois juazeiros plantados por Gonzaga, no pátio da fazenda, desfilam uma gama de sanfoneiros e se dar o prêmio Asa Branca ao artista que tenha se destacado na defesa do forró durante o ano. É belíssimo. Em paralelo, organiza-se uma feijoada a ser distribuída para todos moradores de Exu e aos convidados.

gonzaga-caricatura-ique (Caricatura feita por Ique)

É isso. Como diz Gilberto Gil, quando colocou letra, em 1996, na música ’13 de dezembro’ que Gonzaga compôs e gravou em 1950. ‘É desse treze de dezembro que eu me lembrarei. E sei que não esquecerei jamais’. Êita Gil….

13 de dezembro – Gilberto Gil

‘Bem que essa noite eu vi gente chegando
Eu vi sapo saltitando e ao longe
Ouvi o ronco alegre do trovão
Alguma coisa forte pra valer
Estava pra acontecer na região

Quando o galo cantou
Que o dia raiou
Eu imaginei
É que hoje é treze de dezembro
E a treze de dezembro nasceu nosso rei

O nosso rei do baião
A maior voz do sertão
Filho do sonho de Dom Sebastião
Como fruto do matrimônio do cometa Januário
Com a estrela Sant’Ana
Ao romper da era do Aquário
No cenário rico das terras de Exu
O mensageiro nu dos orixás

É desse treze de dezembro que eu me lembrarei
E sei que não esquecerei jamais’

Nem lembro que a 13 de dezembro de 1968 (40 anos atrás) os milicos nos meteram o AI 5.”

Jonas Duarte, ouvindo 13 de dezembro na voz de Elba Ramalho no disco “Leão do Norte” – maravilhoso.

Abdias – Meu Pai e a Sanfona

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O áudio é uma colaboração do Everaldo Santana e as capas são do Jorge Paulo, aos poucos vamos juntando as peças e, sem pressa, tentaremos resgatar um pouco da discografia do Abdias.

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Um disco onde Abdias homenageou seu pai, considerado um dos maiores sanfoneiros de 8 Baixos do sertão da Paraíba. Nele gravou uma música inédita em homenagem a seu pai, além de músicas de autoria de seu pai, músicas gravadas na década de 1960, seu início de carreira.

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José Abdias de Farias, o Abdias dos oito baixos, nasceu em Taperoá – PB no dia 13/10/1933. Compositor, sanfoneiro e produtor foi casado com a cantora Marinês. Pai de Marcos Farias, multi-instrumentista, produtor e sanfoneiro.

Abdias – Meu Pai e a Sanfona
1981 – Uirapuru

#01. Meu pai e a sanfona (Cecéu – Dorinha)
#02. O bode (Adaptação: Abdias Filho)
#03. Tem rapadura (Adaptação: Abdias Filho)
#04. O camaleão(Adaptação: Abdias Filho)
#05. Moreninha (Adaptação: Abdias Filho)
#06. Cajueiro (Adaptação: Abdias Filho – Tradicional)
#07. Pai Abdias no forró (Abdias Filho)
#08. Bode chiné (Tradicional – Adaptação: Abdias Filho)
#09. Forró do pé rapado (Adaptação: Abdias Filho)
#10. O cachorro (Adaptação: Francisco Abdias)
#11. Quadrilha no arraiá (Abdias Filho)
#12. Folguedo do Viana (Abdias Filho)

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Zé Gonzaga

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Zé Gonzaga

*Acervo Jorge Paulo

Alcymar Monteiro – Forró brasileiro

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Colaboração do Maicon Fuzuê, do Trio Araçá. Um álbum interessante do Alcymar Monteiro, com arranjos mais pra frente, ilustrando a evolução do forró tradicional, mas com muita qualidade e identidade.

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Gostei da dedicatória que o Alcymar fez nesse disco, que por sua vez, foi lançado no ano seguinte ao falecimento do rei. “Dedico esse trabalho ao mestre Gonzagão, que dos artistas brasileiros, foi o mais brasileiro dos artistas.”

Alcymar Monteiro – Forró brasileiro
1990 – Continental

01. Forró brasileiro (Alcymar Monteiro / João Paulo Júnior)
02. Sina (Alcymar Monteiro / João Paulo Júnior)
03. Cara-metade (Alcymar Monteiro / João Paulo Júnior)
04. Dito por não dito (Alcymar Monteiro / Cícero Monteiro)
05. Papai e mamãe – Artur e Maria (Alcymar Monteiro / João Paulo Júnior)
06. Tributo ao rei (Alcymar Monteiro / João Bandeira)
07. Eu gosto mermo é de ocê (Alcymar Monteiro / João Paulo Júnior)
08. Encontro marcado (Alcymar Monteiro / João Paulo Júnior)
09. O xente my love – Forró do Povo (Alcymar Monteiro / Francisco Cariri)
10. Carupina – Caruarú-campina Grande (Alcymar Monteiro / João Paulo Júnior)
11. Sabor de limão (Alcymar Monteiro / Petrúcio Amorim)
12. Saideira (Alcymar Monteiro / João Paulo Júnior)

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Jararaca e Ratinho – Jararaca e Ratinho

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Colaboração do Jorge Paulo, “O bandeirante do norte”, ele me recomendou que desse atenção também aos emboladores e disse que esse disco é um clássico.

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A gravação original é de 1960 e o disco lançado pela Copacabana chamava-se “Big show”, esse exemplar é um relançamento de 1983, pelo selo Som, sob encomenda da Funarte.

José Luiz Rodrigues Calazans, o Jararaca, nasceu em Maceió – AL no dia 29/09/1896.

Severino Rangel de Carvalho, o Ratinho, nasceu em Itabaiana – PB no dia 13/04/1896.

No total foram 54 anos de carreira, conheceram um ao outro em 1919 e gravaram pela primeira vez em 1929, deixaram gravados inúmeros de discos de 78 RPM e dois LPs.

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Faixas interpretadas por Jararaca: 03, 04, 07, 08, 11 e 12; Faixas interpretadas por Ratinho: 01, 02, 05, 06, 09, 10, 13, 14, 15 e 16; Participação de Altamiro Carrilho e sua bandinha nas faixas 01 e 02.

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Baião é um gênero musical, cujo termo deriva de baiano, uma dança popular nordestina. O primeiro registro da palavra ‘baião’ na discografia brasileira foi feito na década de 1920, por Jararaca, quando gravou o “Samba nortista” de Luperce Miranda. (Fonte)

Destaque para “Saxofone porque choras?” de autoria do Ratinho.

Jararaca e Ratinho – Jararaca e Ratinho
1983 – Som

01. Abertura
02. Frevinho Bossa Velha (Severino Rangel “Ratinho”)
03. Diálogo
04. Espingarda Pá (Jararaca)
05. Diálogo
06. Colegas Da Lira Do Xopotó (Severino Rangel “Ratinho”)
07. Diálogo
08. Sapo no Saco (Jararaca)
09. Diálogo
10. Vera (Severino Rangel “Ratinho”)
11. Reabertura
12. Vamo Apanhá Limão (Jararaca)
13. Diálogo
14. Lyrio Panicali no Choro (Severino Rangel “Ratinho”)
15. Diálogo
16. Saxofone Por Que Choras (Severino Rangel “Ratinho”)
17. Encerramento

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Jacinto Silva – Cantando

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Colaboração do Silveira, de São Paulo – SP, ele nos enviou esse belíssimo disco do Jacinto Silva, que, além de ser muito bom e dançante, é um LP bastante raro.

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Todas as músicas são interessantes e permitem que o Jacinto Silva desenvolva toda sua versatilidade ao cantar os côcos, brincando com a divisão ritmica e com as letras, todas elas bastante ligadas às suas raízes e as coisas do campo, realidade que o inspirava.

Destaque para “Côco sincopado” de Jacinto Silva e Zezé da Lojinha.

Jacinto Silva – Cantando
1965 – CBS

#01. Pra rapaziada (João Silva – Pedro Cruz)
#02. No pinicado (K-Boclinho – Fernando Silva)
#03. Flor da Gameleira (Agripino Aroeira – Jacinto Silva)
#04. Amor de capinheiro (Antonio Clemente – Jacinto Silva)
#05. O cantador (D. Mathias – Jacinto Silva)
#06. Corrope de Jaboatão (Antonio Clemente – Jacinto Silva)
#07. Girassol (Antonio Clemente – Jacinto Silva)
#08. Rabo de saia (Elino Julião – José Pereira)
#09. Côco na ciranda (Antonio Clemente – Jacinto Silva)
#10. Côco do M (Zé do Brejo – Jacinto Silva)
#11. O pau vai cantar (João Silva – Sebastião Rodrigues)
#12. Côco sincopado (Jacinto Silva – Zezé da Lojinha)

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CD – Oswaldinho do acordeon – Ao vivo em estúdio

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Colaboração do Omar Campos, esse é um dos seus discos preferidos do Oswaldinho.

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Impressionante o altíssimo nível técnico do time que participou desse trabalho.

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Embora nossa estrela seja o Oswaldinho, destaco uma faixa cantada “Samba do ziriguidum” de Jadir de Castro e Luis Bittencourt, já das instrumentais, destaque para “Spain” de Chick Corea.

Oswaldinho do acordeon – Ao vivo em estúdio
1998 – Pau Brasil

01. Corre pra não apanhar (Oswaldinho do Acordeom)
02. Flor da paisagem (Robertinho de Recife / Fausto Nilo)
03. Assum preto (Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira)
04.
Sete Anéis (Egberto Gismonti)
Batuka (Carlos Santana)
Nosso encontro (Sivuca / Hermeto Pascoal)
05. Samba do ziriguidum (Jadir de Castro / Luis Bittencourt)
06. Party in Olinda (Toninho Horta)
07. Sabiá (Luiz Gonzaga / Zé Dantas)
08. Projeto de jingle (Nelson Ayres / Tereza Souza)
09. Spain (Chick Corea)
10. Sebastiana (Rosil Cavalcanti)
11. Maravilha (Oswaldinho do Acordeom / Paulo Nascimento / Élton Ribeiro)
12. Quero te ver feliz (Oswaldinho do Acordeom / Paulo Nascimento)
13. Remelexo (Élton Ribeiro / Telma Tavares)

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Borrachinha

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Alguém sabe quem são?

Borrachinha, sanfoneiro Zé Cupido e o zabumbeiro Chiquinho de Queiroz.

O rapaz do triângulo era gerente da loja do Zé Raimundo, loja especializada em música nordestina, que ficava instalada na R. Paulo Afonso no Braz.

O nome dos demais o Jorge Paulo não lembrava, mas se alguém souber, é só mandar as informações que publicaremos aqui.

Essa foto foi tirada no Auditório Cultura, na Av. São João, em 1964, uma das primeiras audições do programa “Chapéu de couro”.

Jackson do Pandeiro – Forro de Zé Lagoa

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Colaboração do José de Sousa, paraibano de Guarabira, apreciador da boa música
nordestina de 1940 a 1980. Pedi a ele que falasse um pouco desse disco e ele mandou as seguintes palavras:

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“O LP ‘Forró de Zé Lagoa’ do Jackson do pandeiro, é, na minha opinião,
um dos mais importantes discos de sua carreira, tanto pelo bom gosto do repertório, quanto pela boa qualidade de áudio.

Lançado em 1963 pela gravadora Philips, gravadora essa que lançou os melhores discos, da melhor fase desse nosso saudoso e tão querido artista.

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O Jackson abre o disco fazendo uma homenagem-crítica ao Twist, ritmo
que fazia muito sucesso na época, quem sabe talvez até por um pouco de ciúme, de ver a nossa gente dançando uma dança que ele chamou de ‘americanada’.

Mas o forte do disco mesmo fica com a faixa título: ‘Forró de Zé Lagoa’ de autoria de Rosil Cavalcanti, um dos, ou, o maior de todos seus compositores que assina mais outra faixa ‘Madalena’.

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Mais uma curiosidade é a faixa: B-A-bá de autoria de Mamão, Ricardo
Valente e José Bezerra, esse último, para quem não sabe, é o Bezerra da
Silva já comentado aqui no blog.

Outra faixa que não pode deixar de ser comentada é ‘Garoto de Caculé’ de Elias Soares e Bernado Silva. Eu particulamente escuto esse disco sem excessão de faixa. É sem dúvida um grande disco.”

Jackson do pandeiro – Forro de Zé Lagoa
1963 – Philips

#01. Twist, não (Roberto Faissal – João Grillo)
#02. Garoto de caculé (Elias Soares – Bernardo Silva)
#03. À base de bala (Maruim – Oscar Moss)
#04. Cabra feliz (J. Mendonça – Manoel Moreira – Antonio da Silva)
#05. B-A-Bá (José Bezerra – Mamão – Ricardo Valente)
#06. Scratch de ouro (Maruim – Oscar Moss)
#07. Forró do Zé Lagoa (Rosil Cavalcanti)
#08. Seguro morreu de velho (Manezinho Araújo – Rubens Machado)
#09. O balaieiro (Buco do Pandeiro – Jackson do Pandeiro)
#10. Ginga da mulata (João Mello)
#11. Madalena (Rosil Cavalcanti)
#12. O vento (Jackson do Pandeiro – Braz Marques)

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