Coletânea – Forró Brasil

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Reunindo vários artistas de uma nova geração, ainda na década de 1980, acredito eu, esta coletânea que tenta puxar o forró para um âmbito um pouco mais próximo à MPB, com arranjos dançantes porém um pouco mais leves.

No mesmo disco, artistas como Gilberto Gil, Alcymar Monteiro, Alceu Valença, Dominguinhos, Jorge de Altinho, Lula Queiroga e Geraldo Azevedo entre outros que eram as tentativas de lançamento da gravadora na época.

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Gravado predominantemente em 24 canais, no Recife, com sanfonas de Genaro e a participação de Dominguinhos, apenas na faixa em que canta também, “Arrepiando”, esse LP veio com a curiosidade de ainda ter passado, assim como muitos outros, pelo crivo da censura imposta pela ditadura militar, após sobreviver à tesoura, foi lançado pela Continental – Warner music e com um selinho na capa escrito “Oxente music”.

Destaque, certamente para os medalhões, nas faixas: “Forrozear”, “Arrepiando” e para o grande compositor e produtor Lula Queiroga no épico “Forró dos infernos”.

Coletânea – Forró Brasil
Warner

01. Forrozear – Gilberto Gil (Geraldo Azevedo – Carlos Fernando)
02. Três Janeiro – Cristina Amaral (Geraldo Amaral – Carlos Fernando)
03. Plano piloto – Marcílio Lisboa (Alceu Valença – Carlos Fernando)
04. Meu forró é meu canto – Alcymar Monteiro (Alcymar Monteiro – João Paulo Jr.)
05. No balanço – Versão Brasileira (Onildo Almeida)
06. Eu tô querendo é tu – Bubuska (Bubuska)
07. Arrepiando- Dominguinhos (Geraldo Amaral – Carlos Fernando)
08. Caruarú é Roma pegando fogo – Jorge de Altinho (Carlos Fernando)
09. Forró dos infernos S.A. – Lula Queiroga (Lula Queiroga)
10. Faça de conta – Geraldo Azevedo (Geraldo Azevedo – Carlos Fernando)

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CD – Coletânea – Fole de 8 a 80 baixos

Quem não gosta de um forrózinho instrumental ?

A sanfona tornou-se obrigatória em qualquer forró que se preze, mas e antes dela, já havia forró?
Na china, 3000 anos antes de cristo, foi inventado um instrumento de sopro que gerava som a partir da vibração de palhetas, que é base do acordeon. Em 1829, na Europa, foi registrada a primeira patente do acordeon, daí em diante ele foi sendo aperfeiçoado aos poucos enquanto era produzido artesanalmente até que em 1872 nasce a primeira fábrica a Paolo Soprani, na Itália, para finalmente, em 1900, ser difundido pelo mundo.

Em 1947 surge a primeira fábrica brasileira de acordeões, a Todeschini. Foi nessa virada de século que o acordeon chegou definitivamente ao Brasil através da imigração italiana e alemã, e provando sua versatilidade, rapidamente adaptou-se aos ritmos locais.

No nordeste, tornou-se sinônimo de bom forró, ainda nas suas versões mais limitadas, porém muito mais complexos, o famoso “8 baixos”. No lado direito do acordeon encontra-se o teclado, com até quatro oitavas, e o campo de registros para timbres de diferentes instrumentos. O fole é responsável pela dinâmica e interpretação da música, através da sua abertura e fechamento.

No lado esquerdo encontram-se os botões, os baixos, que variam desde 2 para crianças até os profissionais de 120 baixos. Esses estão distribuídos de acordo com o círculo das quintas. O intervalo entre o baixo e o contrabaixo é de uma terça maior. Na diagonal os acordes apresentam-se nessa ordem: maior, menor, sétima e diminuta.

Há dois tipos de acordeon, o diatônico ou piano apresentado acima, e o cromático apresentando botões dos dois lados, sendo que no lado direito a disposição dos botões segue a ordem das escalas cromáticas.

Essa coletânea tem, além de grandes sucessos, as melhores músicas concebidas nos foles de 8 baixos. Execuções de Zé Raimundo, Edvaldo do acordeon, Os cabras do baião, Reginaldo Prieto, João Dias, Zezé Pereira, Zé Pereira, Zé Bicudo e Zé do Estado.

Coletânea – 20 Super sucessos – Fole de 8 a 80 baixos
1998 – Polydisc

01 – O sanfoneiro só tocava isso (Heraldo Lobo – Geraldo Madeiros)
02 – Pau de arara (Guio de Moraes – Luiz Gonzaga)
03 – Purtêra veia (Sebastião Martins)
04 – Forró na fazendinha (Assis Barros)
05 – Dengosa (Reginaldo Prieto – Abenildo Lucena)
06 – Forró no varandão (Sebastião Martins – Ivanildo Martins)
07 – Alegria do sertão (Raymundo Mundola)
08 – O tocador quer beber (João Dias – Ataíde Lira)
09 – Arrasta pé em Macaparana (Sebastião Martins)
10 – Não pise no meu calo (Raymundo Mundola)
11 – Forró em També (Sebastião Martins)
12 – Na casa de dona Rosinha (Zezé Pereira – Euclides Farias)
13 – Forró do Zé do Fole (Ernesto Pires)
14 – Mastigadinho danado (Zé bicudo – Sandro Rogério)
15 – Cavalo manco (Elias Salomão)
16 – Eu e Lourdinha no forró (Zé Pereira – Sandro Rogério)
17 – Arrasta pé no brejo (Elias Salomão)
18 – A feira de Caruaru (Onildo Almeida)
19 – Pagode em São Vicente (Sebastião Martins)
20 – Fim de festa (Zito Borborema)

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CD – Coletânea – Forró de Itaúnas

A sugestão dessa semana é mais uma coletânea, porém, dessa vez em CD. Lançado em 2000 pela Candeeiro Discos, esse disco reúne trios renomados e artistas novos regravando músicas já consagradas do forró.

Com produção musical de Enok Virgolino e Eraldo Trajano, o Lau, muito balanço e muito bom gosto nos arranjos, fazendo releituras e resgatando músicas que até então não haviam sido remasterizadas e disponibilizadas em CD.

Enok, do Trio Virgulino, gravou sanfona em quase todas as faixas, as vezes acompanhado de Tio Joca do Trio Sabiá, Ratinho, que na época tocava com o Trio Jerimum, Joãozinho que tocava com os Filhos de Itaúnas ou Beto do Trio Nordestino; com exceção da faixa “Tô Berando” de João Silva e Zé Mocó, regravada pelo Trio Jerimum, com sanfonas de Dominguinhos e Ratinho.

Em cada música, os instrumentistas de cada banda puderam gravar também, promovendo uma mistura de ritmistas entre os trios e variando a cada faixa.

As músicas eleitas para serem regravadas nesse álbum, não podiam ser melhor escolhidas, unindo o velho ao novo, com autores como Nando Cordel, Luiz Gonzaga, João Silva, Maciel Melo, Zé Ramalho, Alceu Valença, Jorge de Altinho, Genival Lacerda, Geraldo Azevedo, João do Vale e Jackson do pandeiro.

Destaques para Mané Gambá” de 1976, “No canto do salão” e “Bom pra eu” de 1987 e “O vovô do Baião” de 1974 gravadas originalmente pelo Gonzagão, “Caboclo sonhador” gravada por Flavio José e por Fagner e especialmente para “Amor de mentirinha”, gravada pelo Jackson, porém nessa versão, na voz de Dió de Araújo do Trio Xamego, com um arranjo novo e bem pra frente, mas sem perder o balanço.

Coletânea – Forró de Itaúnas
2000 – Candeeiro

01 . No canto do salão (Nando Cordel) – Trio Virgulino
02 . Nem se despediu de mim (João Silva – Luiz Gonzaga) – Trio Xamego
03 . Caboclo sonhador (Maciel Melo) – Trio Sabiá
04 . A peleja do diabo com o dono do céu (Zé Ramalho) – Falamansa
05 . Chililique (João Silva – J.B.Aquino) – Trio Nordestino
06 . Astrologia (Jorge de Altinho) – Trio Jerimum
07 . Espelho cristalino (Alceu Valença) – Trio Xapadão
08 . O vôvo do baião (João Silva – Severino Ramos) – Trio Virgulino
09 . Quem dera (Nando Cordel – Genival Lacerda) – Trio Sabiá
10 . Mané gambá (Luiz Gonzaga – Jorge de altinho) – Filhos de Itaúnas
11 . Terra a vista (Geraldo Azevedo – Carlos Fernando)- Trio Virgulino
12 . Tô berando João silva – Zé Mocó) – Trio Jerimum
13 . Na asa do vento (João do Vale – Luiz Vieira) – Chama Chuva
14 . Amor de mentirinha (Jackson do pandeiro – Ivo Martins) – Trio Xamego
15 . Bom pra eu ( Jorge de altinho) – Trio Sabiá

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Coletânea – Quermesse

Dando prosseguimento as nossas postagens, hoje pela primeira vez disponibilizaremos uma coletânea. Desde o início do nosso projeto só haviamos disponibilizado discos de artistas, dando um panorama geral e mostrando alguns dos artistas mais conhecidos e algumas pitadas mais desconhecidas também.

Nessa postagem de hoje vem um grande disco lançado em 1971 pela Fontana que reune diversos grandes artistas, entre eles Antonio Barros, Trio Luar do Nordeste, Marinalva, Zé Calixto e Zizi Vilar.

Antonio Barros é um dos maiores compositores de toda a historia do forró, tem centenas de músicas gravadas por diversos artistas e grandes sucessos, como É proibido cochilar, Homem com H e Procurando tu.

Outro grande artista que merece um espaço a mais e participa desse disco é Zé Calixto, grande tocador de oito baixos e um dos músicos que mais admiramos, em breve estaremos postando algum disco dele, para que conheçam todo o seu virtuosismo.

Coletânea – Quermesse
Fontana – 1971

01. Devagar se vai ao longe – Marinalva
01. Tô ficando velho – Antonio Barros
03. Balanço do trem – Trio Luar do Nordeste
04. Bom dia Campina Grande – Zé Calixto
05. Peça licença – Marinalva
06. Indecisão – Trio Luar do Nordeste
07. Lhe dei todo meu carinho – Marinalva
08. Tempero gostoso – Zizi Vilar
09. Três cabras no xaxado – Trio Luar do Nordeste
10. Taboleirense do norte – Zé Calixto
11. Se papai deixar – Marinalva
12. Seja o que deus quiser – Trio Luar do Nordeste
13. Arrasta-pé em Sumé – Zé Calixto

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