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Cap16.1- Principais Artistas do Forró MPB – Livro – O que é o Forró? (2022)

 Quinteto violado (1972)
 Fagner (1973)
 Banda de Pau e Corda (1973)
 Alceu Valença (1974)
 Zé Ramalho (1975)
 Xangai (1976)
 Amelinha (1977)
 Geraldo Azevedo (1977)
 Elba Ramalho (1979)
 Chico Cesar (1995)

Parte do livro: O que é o Forró? Um pequeno apanhado da história do Forró./ Ivan Dias e Sandrinho Dupan. 2022 ISBN978-65-997133-0-9
Projeto contemplado pela 2a Edição do Fomento ao Forró, da “Secretaria Municipal de Cultura” da cidade de São Paulo.

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Cap17- Forró Eletrônico (década de 1990) – Livro – O que é o Forró? (2022)

“Moderno”, “Eletrônico”, “Estilizado”, “…de Plástico”, entre variadas e controversas denominações, servem para caracterizar esse caminho adotado por grupos musicais contemporâneos, desgarrados do ramo tradicional do Forró, traçando uma linha que, temática, musical e ritmicamente falando, afastou-se e hoje não tem mais qualquer ligação com os ritmos que compõem o estilo original.

Durante a década de 1990, com grande aproveitamento das ferramentas de divulgação, rádios e grandes produções, o Forró Eletrônico, passou a atingir e ser consumido por um número cada vez maior de pessoas e vem sofrendo mutações, ao longo de sua existência, que começou no final dos anos de 1980.

Como precursores desse movimento, ainda em 1987, a Banda Nordestinos do Ritmo já explorava elementos que passariam a ser usados a partir de então. Caracteriza-se pela formação de bandas com muitos músicos em cima do palco, instrumentos elétricos, mais de um vocalista, sensuais dançarinos e dançarinas, arranjos modernos e andamento acelerado.

Com o Forró Eletrônico circulando em todo nordeste, impulsionado por um sistema próprio de gravação de discos e domínio comercial das rádios, o Forró Tradicional saiu de cena e a maior parte das casas noturnas dedicadas ao segmento fecharam.

Observamos cinco diferentes variantes no Forró Eletrônico:

Forró das Antigas: sanfona muito presente. O zabumba e o triângulo saem de cena e a arquitetura rítmica da banda é feita pela bateria, que construiu suas levadas a partir das células rítmicas do zabumba.

Forró Romântico: sanfona menos presente e encoberta pelos teclados, sintetizadores e elementos da música pop mundial. Uma das principais características são as versões de músicas internacionais.

Forronerão: influência muito forte do Vanerão, toda construção rítmica é feita a partir da música gaúcha. Tem em comum com o Forró o acordeon muito presente.

Forró Estilizado: fusão de estilos e uma estrutura musical construída com a bateria de Vanerão um pouco mais lento e percussões comuns na música baiana, como repiques, timbal e congas.

Forró Piseiro: estrutura igual a do Forró Estilizado, mas com as bases rítmicas e efeitos eletrônicos reproduzidos pelo sintetizador de um teclado, acompanhados orgânicamente por guitarra e sanfona.

Parte do livro: O que é o Forró? Um pequeno apanhado da história do Forró./ Ivan Dias e Sandrinho Dupan. 2022 ISBN978-65-997133-0-9
Projeto contemplado pela 2a Edição do Fomento ao Forró, da “Secretaria Municipal de Cultura” da cidade de São Paulo.

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Cap17.1- Principais Artistas do Forró Eletrônico – Livro – O que é o Forró? (2022)

 Mastruz com Leite (1992)
 Mel com Terra (1993)
 Frank Aguiar (1993)
 Limão com Mel (1993)
 Cavalo de pau (1994)
 Banda Magníficos (1995)
 Catuaba com Amendoim (1996)
• Brasas do Forró (1997)
 Banda Calypso (1999)
 Cavaleiros do Forró (2001)
 Aviões do Forró (2002)
 Garota Safada (2003)
 Dorgival Dantas (2006)
 Luan e o Forró Estilizado (2014)

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Cap18- Forró Universitário (década de 2000) – Livro – O que é o Forró? (2022)

Um lampejo de “resistência” surgiria ao final da década de 1990 e início dos anos 2000, no sudeste brasileiro, com a febre do “Forró Universitário”.

O Forró Tradicional vinha sendo tocado em festas ‘underground’ da cena universitária do sudeste brasileiro, alguns trios e músicos veteranos saíram do ostracismo para tocar nesses encontros, surgindo um ambiente social e artístico propício à dança e à música, permitindo o surgimento de novas bandas, compostas por jovens urbanos, que misturavam o antigo com as tendências da ocasião, adotando roupagens e temáticas jovens.

Estilo muito próximo ao original, porém com uma abordagem mais urbana e contemporânea. A Sanfona se mantém como um instrumento imprescindível, mas divide as atenções com o Violão que passa a comandar a musicalidade da época.

Alinhada com um momento efervescente da música, o Forró Universitário conseguiu ser alçado às exposições massivas através do rádio e da televisão e seria um dos últimos produtos de mídia impulsionado comercialmente pelas gravadoras. Muitas delas sucumbiriam, pouco tempo depois, em decorrência do advento da tecnologia digital e da facilidade em copiar e compartilhar músicas.

Parte do livro: O que é o Forró? Um pequeno apanhado da história do Forró./ Ivan Dias e Sandrinho Dupan. 2022 ISBN978-65-997133-0-9
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Cap18.1 – Principais bandas do Forró Universitário (década de 2000) – Livro – O que é o Forró? (2022)

Alguns dos principais representantes do Forró Universitário

• Forróçacana (1999)
• Falamansa (2000)
• Bicho de Pé (2001)
• Peixelétrico (2001)
• Raiz do Sana (1999)
• Baião de Corda (2000)
• Circuladô de Fulô (2001)
• Chama Chuva (2001)
• Baião d4 (2001)
• Paratodos (2001)
• Rastapé (2002)
• Caiana (2002)
• Banguela Banguela (2002)

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Cap19 – Cenário atual no Brasil – Livro – O que é o Forró? (2022)

Quando a indústria fonográfica parou de injetar flashs e recursos para manter o Forró Universitário em evidência na mídia, outros estilos passaram a dominar o mercado, tirando o Forró outra vez de cena.

Em meados da década de 2000, o Forró Tradicional voltou a se fortalecer, na esteira de eventos voltados exclusivamente para o segmento, induzindo a formação de novos trios, com jovens músicos dedicados ao gênero tradicional.

O ramo tradicional do Forró continua existindo, renovado a cada ano, com surgimento de novos artistas dedicados à produção cultural mais próxima da escola pioneira.

A diferença básica hoje é o andamento, o Forró Tradicional feito no Nordeste (mais rápido) e no Sudeste (mais lento). Talvez pela forma de se dançar, no Nordeste os dançarinos se adaptaram melhor aos andamentos acelerados. Já no Sudeste o andamento das músicas é mais próximo das gravações antigas, um pouco mais cadenciado.

Hoje, mais de um século após o nascimento de Luiz Gonzaga, principal referência dos apreciadores do segmento, o Forró se espalha novamente pelo mundo, impulsionado pela dança e música peculiares, recheadas de significados e estéticas aparentemente imunes a modismos e distorções.

Um crescente e estimulante exemplo a ser seguido pelos próprios brasileiros, no geral ainda distantes de suas raízes culturais, tão respeitadas e exaltadas em todo o mundo.

Para tal, é necessário, fundamentalmente, ouvir – e, se possível, dançar – muito mais e com maior frequência as sonoridades originais. O tal “mercado” nunca fica parado. Bobeou, passou. Estudar e difundir a história da música brasileira e, particularmente, o Forró, além de prazeroso e pessoalmente enriquecedor, é parte incondicional na estratégia coletiva de resistência, em resposta às evoluções rítmicas e poéticas que renovam sazonalmente o cenário da inventiva e inigualável musicalidade nacional.

Parte do livro: O que é o Forró? Um pequeno apanhado da história do Forró./ Ivan Dias e Sandrinho Dupan. 2022 ISBN978-65-997133-0-9
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Cap19.1 – Principais Artistas Recentes do Forró Tradicional – Livro – O que é o Forró? (2022)

Segue listagem de alguns dos principais grupos e artistas mais recentes ligados ao ramo tradicional do Forró, com influências e performances diferentes, mas todos dentro da mesma proposta musical.

Principais Artistas Recentes do Forró Tradicional

• Santanna (1994)
• Mestre Ambrósio (1996)
• Cascabulho (1998
• Trio Forrozão (1998)
• Silvério Pessoa (2000)
• Trio Pé de Serra (2001)
• Targino Gondim (2001)
• Clã Brasil (2002)
• Trio Dona Zefa (2004)
• Nicolas Krassik (2004)
• Trio Potiguá (2006)
• Josildo Sá (2006)
• Trio Juriti (2007)
• Quarteto Olinda (2009)
• Trio Alvorada (2010)
• Diego Oliveira (2010)
• Dona Zaíra (2011)
• Pé de Mulambo (2011)
• Trio Lampião (2011)
• Trio Bastião (2012)
• Ó do Forró (2013)
• Trio Macaíba (2013)
• Mestrinho (2014)
• Jorge do Rojão (2014)
• Nando do Acordeon (2015)
• Os Fulanos (2015)
• Coisa de Zé (2015)
• Dois Dobrado (2016)

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Cap20 – O Forró conquistando o Mundo – Livro – O que é o Forró? (2022)

Apoiado pela massificação da internet, o Forró atravessou fronteiras e conquistou pessoas que nunca tinham ouvido ou dançado o estilo, e que agora rodopiam e arrastam os pés tão bem quanto os melhores dançarinos brasileiros. Diferentes povos têm se envolvido com a língua portuguesa e a cultura brasileira pelas mãos, braços e abraços do Forró, ajudando a difundir e fomentar o que há de melhor nas veias e vias sonoras do País.

Em meados da década de 2000, por meio da dança, o Forró começou a ganhar espaço fora do Brasil. Com isso, houve o primeiro êxodo de profissionais brasileiros, os professores de dança.

Em especial na Europa, o Forró ganhou força e surgiram eventos de Forró, regulares e sazonais, em diversos países. Em tais eventos, adeptos de várias nacionalidades viajam e reúnem-se para dançar, para aprender ou aperfeiçoar-se na dança, e com isso prestigiar essa nova cena artística. Essa demanda impulssionou o segundo êxodo de profissionais brasileiros, os músicos e DJs brasileiros que migram e/ou fazem turnês para ajudar a expandir a cena forrozeira.

Hoje, ocorrem Forrós em todos os continentes, com bailes semanais e grandes festivais. Por conta da grande aceitação, num futuro breve, a quantidade de adeptos do Forró superará a de dançarinos de Salsa, que hoje é o estilo de dança de salão mais praticado em todo o globo.

O Forró (dança) é muito mais fácil para se aprender os passos básicos. É um estilo versátil, tem a facilidade de absorver floreios, trejeitos e técnicas oriundas de outros estilos de dança, é plasticamente bonito, hipnótico, cativante e encantador, tanto para quem pratica quanto para quem assiste.

Essa mesma mistura ocorre também dentro da música e renova a cada dia o Forró. A integração entre músicos locais, misturados ou não aos brasileiros, com diferentes formações técnicas e influências próprias, cada um com uma linguagem específica, com métricas e harmonias peculiares, adaptam-se e celebram o Forró, cantando em português e em outras línguas também.

A receptividade do mundo pelo Forró tem sido grande e, de forma geral, deve-se a um conceito de entretenimento saudável. Música aliada à dança, unindo a amizade proporcionada pela alegria do contato da dança e a atividade física. Com essa internacionalização em franca expansão, o reconhecimento do Forró como gênero musical se solidifica dentro da história da música mundial.

Parte do livro: O que é o Forró? Um pequeno apanhado da história do Forró./ Ivan Dias e Sandrinho Dupan. 2022 ISBN978-65-997133-0-9
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Cap20.1 – Principais Artistas Recentes do Forró no Mundo – Livro – O que é o Forró? (2022)

• Fuzué (1993) Holanda
• Forró in the dark (2003) EUA
• Forró For All (2006) EUA
• Zeu Azevedo (2008) França
• Mirkka (2009) Finlândia
• Baião Brasil (2010) Espanha
• Douglas Marcolino (2011) França
• Orquestra do Fubá (2012) França
• Forró de Rebeca (2013) França
• Pimenta com Pitú (2013) França
• Luso Baião (2014) Portugal
• Forró Afiado (2014) Espanha
• Forró Bamba (2014) Inglaterra
• Toninho Almeida (2014) França
• Forró Mior (2015) Itália
• Forró Pifado (2015) França
• Michael LaValle (2016) EUA
• Bel Air de Forró (2016) França
• Forró de KA (2017) Alemanha
• Forró Raffut (2017) França
• Lu Garrote (2020) Argentina
• Da Gota (2020) Chile

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Cap21 – Influências do Forró na música contemporânea – Livro – O que é o Forró? (2022)

Internacionalmente, 1950 foi a década do Baião, influenciou na formação de músicos pelo mundo afora e gerou inúmeras gravações, desde reproduções tradicionais, imitações, híbridos e versões em diferentes idiomas, com cada local e intérprete.
Já consolidado nas grandes capitais e na mídia brasileira, ganhou espaço em todos os continentes e diversificou ainda mais o seu público ao conquistar as grandes telas de cinema.

Na Itália, a atriz Silvana Mangano cantou o “Baião de Ana” no filme “Arroz amargo”, em 1949. Nos Estados Unidos, em 1950, Carmem Miranda cantou uma versão em inglês de “Baião” no filme “Nancy goes to Rio”, intitulada “Ca-room pa pa”. E na França, no Festival de Cannes, em 1953, o filme “O Cangaceiro”, de Lima Barreto, recebeu uma menção especial à sua trilha sonora.
No Brasil, Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, participou do filme “Hoje o galo sou eu”, em 1958, cantando a música “Olha a pisada”. E no ano seguinte, em 1959, Jackson do Pandeiro cantou a música “Baião” no filme “Cala a boca Etelvina.
Tocado em todo o mundo, o Baião “Delicado”, de Valdir Azevedo, ficou muito famoso, recebeu diferentes arranjos e foi regravado diversas vezes. Um outro exemplo icônico é a cantora japonesa Keiko Ikuta que em 1956 gravou, em 78 RPM, versões em japonês das músicas “Paraíba” e “Baião de dois”.

Os produtores fonográficos norte-americanos também estavam atentos ao Baião, absorvendo suas influências em composições novas no idioma local, como a música “Save the last dance for me”, gravada em 1960 pelo conjunto vocal The Drifters.
O principal difusor do Forró no exterior foi o genial sanfoneiro Sivuca. Em 1959 ele foi morar na Europa, de onde viajou para o mundo durante cerca de 20 anos, tocando, gravando, ensinando e influenciando musicalmente por onde passou.

Uma lenda que circula dentre os músicos é que em meados da década de 1960 as ondas de rádio do norte do Brasil levaram a nossa música até a Jamaica. Bob Marley ouviu o som dos Xotes de Gonzagão e do Trio Nordestino e se deixou influenciar, transformando para sempre a sua música.

No Brasil, o Rock’n’roll viria a dominar o mercado no decorrer da década de 1960, o Baião aos poucos perdeu espaço na mídia e saiu de moda nas grandes cidades. Mas continua, firme e forte, através das gerações, tocando junto com os gêneros cultivados nos Forrós.

Por conta dessa transmissão orgânica de conhecimento, das migrações domésticas e da miscigenação do povo, muitos dos ritmos que compõem o Forró desfrutam de respeito e carinho por parte de muitos artistas, enraizados no subconsciente coletivo de todo brasileiro. Ícones de diferentes segmentos musicais, em algum momento de suas carreiras, reverenciaram o Forró em suas gravações.

Parte do livro: O que é o Forró? Um pequeno apanhado da história do Forró./ Ivan Dias e Sandrinho Dupan. 2022 ISBN978-65-997133-0-9
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