Colaboração do Anibal Queiroga, da MusiKantiga, de Recife – PE
Um disco bem raro, ele é todo instrumental.
Destaque para o choro “Volte pra Mim” de Zé Paraíba.
Zé Paraíba – Ai… vareia
1972 – Tropicana
01. Aí Vareia (Renato Leite)
02. Sanfoneiro Teimoso (Braga Netto)
03. Forró em Garanhuns (Zé Paraíba)
04. Nó Bem Dado (Zé Tatu)
05. Ovo de Codorna (Severino Ramos)
06. Arrasta-pé em Petrolina (Zé Paraíba)
07. Volte pra Mim (Zé Paraíba)
08. Pagode Alagoano (Zé Paraíba)
09. Forró do Malaquia (Braga Netto)
10. Saindo de Fininho (Negrão dos Oito Baixos)
11. Festa na Fogueira (Joci Batista)
12. O Quente do Norte (Zé Paraíba)
Colaboração do Cacai Nunes, do Blog Acervo Orígens
“Está aí um disco espetacular, de um grande mestre do pífano, o caruaruense Biu do Pife. O pife, pífano ou pífaro é uma flauta rústica, feita de bambu, madeira ou PVC, com seis furos para os dedos e um para o sopro, tocada transversalmente. As bandas de pífano, também conhecidas como bandas cabaçais, são uma tradição do nordeste brasileiro. Mais informações sobre bandas de pífanos estão aqui, na postagem de um disco da Banda de Pífanos de Caruaru, a mais famosa delas. Esse disco mostra que Biu do Pife figura entre os maiores tocadores de pife do nordeste.
Reparem que, nesse disco, Biu toca acompanhado de sanfona e outros instrumentos harmônicos e melódicos. Nas bandas de pífano tradicionais, as flautas tocam acompanhadas apenas de instrumentos percussivos, como zabumba, prato e caixa. Essa formação elimina problemas de afinação, porque os pífanos nem sempre são bem afinados com outros instrumentos melódico-harmônicos. Então, é de se admirar o ouvido e a afinação de Biu. Destaco as músicas No Forró de Seu Vavá é Assim, de autoria de Biu do Pife e Genival Lacerda, e Forró de Carrossel, linda música bem no estilo das bandas de pífano nordestinas.”
Biu do pife – Pife do Biu
Esquema
01- Comendo jaca (Biu do Pife-Ivan Bulhões)
02- Forró tremido (Biu do Pife-Ulisses Silva)
03- Chililique (João Silva-J. B de Aquino)
04- No forró de seu Vavá é assim (Biu do Pife-Genival Lacerda)
05- Xote dela (Biu do Pife-Djalma do Hi Fi)
06- Forró de carrossel (José I. da Silva-Euclides Faria)
07- Feira na cultura (Biu do Pife-Agenor Farias)
08- A que faltava (Biu do Pife-Helio Lacerda)
09- Empurra o burro (João do Pife)
10- Você se lembra (Biu do Pife-Carlos Ferraz)
11- Lembrando as novenas (Biu do Pife-Cicero Romão do Coutinho)
12- Vamos brincar com liberdade (Lidio Cavalcante-Adolfo da Modinha)
Colaboração do Lourenço Molla, de João Pessoa – PB
Esse é um dos mais raros discos do Dominguinhos. Nessa fase ele ainda não era conhecido como cantor, apenas como instrumentista.
É interessante notar que algumas músicas que hoje conhecemos com letra, foram inicialmente gravadas apenas de forma instrumental. Como é o bom exemplo da clássica “Lamento Sertanejo” que posteriormente ganhou uma letra de Gilberto Gil, que se encaixou perfeitamente com a música, como se tivessem sido feitas ao mesmo tempo.
O outro exemplo é o hino “Sanfona Sentida”, na época, já foi registrada com a parceria de Anastácia na composição, mas ainda sem as letras. E a mais famosa, é o arrastapé de autoria de Luiz Gonzaga, ainda sem a célebre letra que João Silva colocou depois: “Pagode Russo”.
Dominguinhos – Tudo azul
1973 – Tropicana
01 A gente vê depois (Dominguinhos)
02 Frevo baiano (Dominguinhos – Anastácia)
03 Garoto do pife (Raymundo Calazans da Silva)
04 Sem mistério (Dominguinhos)
05 Evocação (Nelson Ferreira)
06 Tudo azul (Esmeraldino Sales – Orlando Silveira)
07 É isto mesmo (Dominguinhos – Anastácia)
08 Lamento sertanejo (Dominguinhos)
09 Recife a João Pessoa (Dominguinhos)
10 Sanfona sentida (Dominguinhos – Anastácia)
11 Arrastando as alpargatas (Dominguinhos – Anastácia)
12 Pagode Russo (Luiz Gonzaga)
Colaboração do Zé Lima, de Niteroi – RJ e do José de Sousa, de Guarabira – PB
Não deixem de ler o pequeno texto da contra capa, onde Chiquinha contou que quando era criança, quase apanhava quando era pega com a sanfona na mão.
Chiquinha Gonzaga – Filha do Januário
1973 – Tropicana
01 Sanfoninha roncadeira (Severino Januário)
02 Xotes do Januário (Chiquinha Gonzaga)
03 Piado de gavião (Chiquinha Gonzaga)
04 Januário no forró (Chiquinha Gonzaga)
05 Xotes velho (Chiquinha Gonzaga)
06 A volta no Araripe (Chiquinha Gonzaga)
07 Me case logo (Chiquinha Gonzaga – Miguel Lima)
08 Balanço no mar (Chiquinha Gonzaga)
09 Raul meu bem (Chiquinha Gonzaga)
10 O que passou, passou (Chiquinha Gonzaga – J.B. Aquino)
11 Filha do Januário (Chiquinha Gonzaga – João Silva)
12 Chiquinha no arrasta-pé (Chiquinha Gonzaga)
O ano do disco não foi impresso nos selos, mas está na contra capa, nas letrinhas miúdas.
Participação especial de Salete na faixa “Quarto de hotel” de Zé Duarte e Durval Vieira.
Zé Duarte – Bonito e cheiroso
1989 – Copacabana
01 Bonito e cheiroso (Zé Duarte – Severino Dias)
02 Fede mas é gostoso (Zé Duarte – Durval Vieira)
03 Zeca de Zefa (João Silva)
04 Teu corpo tem veneno (Zé Duarte – Isaac Lucas)
05 Eu já confessei (Zé Duarte – Luiz da Aky Disco)
06 Cabelos longos (Zé Duarte – Zezé Martins – Carlito da Modinha)
07 Quarto de hotel (Zé Duarte – Durval Vieira)
08 Forró com muito axé (Zé Duarte – Marcos da Modinha)
09 To que to (Zé Duarte – Isaac Lucas)
10 Só levo repique (Zé Duarte – João Gonçalves)
11 Conselho médico (Zé Duarte – Durval Vieira)
12 Como é tão bom (Zé Duarte – Isaac Lucas)
É com enorme prazer que disponibilizamos esse maravilhoso trabalho aqui em nosso blog. Esse CD esta aqui graças a vocês frequentadores do Forró em Vinil e fãs dessa banda. Em parceria com os meninos do Quinteto Dona Zaíra lançamos uma campanha que quando a página deles no Facebook atingisse 2.000 pessoas disponibilizariamos esse trabalho aqui em nosso site.
E eis que chega o momento… Hoje dia 24/06 as 20:50 atingimos a meta de 2.000 curtidas, e como prometido ai está o trabalho desses meninos do interior de São Paulo.
Não deixem de baixar esse trabalho e escutar com muito carinho. E se curtirem não deixem de convidar os amigos e conhecidos para também conhecerem esse trabalho.
Esse é o segundo trabalho deles, em 2008 lançaram o primeiro CD da banda “O forró de Dona Zaíra” que também esta disponível para download aqui no Forró em Vinil.
Com algumas belas participações especiais com Hermeto Pascoal, Dominguinhos, Paulo Freire e Trio Virgulino esse se revela um dos melhores trabalhos lançados em 2011.
Quinteto Dona Zaíra – Tome forró
2011
01 Vinheta – Feira de tudo que resta (Xico Bizerra)
02 Tome forró (Rafael Beibi – André Tagliatti – Matheus Tagliatti)
03 A rosa e o espinho (Rafael Beibi)
04 Todo dia (Rafael Beibi)
05 Maracatú (Assisão)
06 O baião vai (Elias Soares – Sebastião Rodrigues)
07 Desilusão (Rafael Beibi)
08 Mão na urtiga (Rafinha Barros)
09 Vinheta – Coco do retorno (Rafael Beibi)
10 Joga a chave (Adoniran Barbosa – Oswaldo França)
11 Baião e respeito (Rafael Beibi – André Tagliatti – Matheus Tagliatti)
12 Manga curta (Rafinha Barros)
13 Tem que ser agora (Edson Duarte)
14 Forró dos forrós (Rafael Beibi – André Tagliatti – Matheus Tagliatti)
15 Dengo maior (Humberto Teixeira – Julinho)
Ela surgiu pagã, virou cristã, ganhou referências ao longo do tempo e hoje é a segunda festa mais comemorada do Brasil.
Quer saber mais? Acesse: www.gonzagadepaiparafilho.com.br
A fogueira surgiu como uma tradição pagã. Os antigos povos da Europa Medieval acendiam fogo para comemorar o solstício de verão: dia com mais horas de sol do ano todo.
Esse dia, no hemisfério Norte, é 24/06. E, com a cristianização, logo foi considerado o dia de São João. E a fogueira virou símbolo da celebração ao santo.
A quadrilha surgiu nos bailes da corte da França e, por isso, boa parte das expressões usadas na narração têm origem francesa. Por exemplo, Anarriê vem de “en arrière” e alavantú vem de “en avant tous”. Mas é claro que, quando veio para o Brasil, todo esse bailão ganhou expressões tipicamente nacionais, como o “Olha a cobra!”, o “Coroa de Rosas”, o “Túnel do amor” e mais um monte de passos que simulam a ida e a volta a um casamento na roça.
Muitos foram os alimentos usados para celebrar, primeiramente o solstício de verão e depois a festa de São João.
No Brasil, a boa colheita de milho em junho marcou o sabor da festa junina: canjica, curau, bolo de fubá, pipoca etc. Ao lado do amendoim e do côco, o milho é a grande estrela do nosso banquete junino.
A origem dos trajes juninos também têm raízes na Europa. As padronagens xadrezes (especialmente tartã e vichy) eram usadas pelos povos antigos para diferenciar clãs.
A estampa liberty (pequenas flores) também surgiu por lá, mais precisamente na época de transição do Impressionismo com a Art Nouveau, quando as formas orgânicas e inspirações na natureza eram moda.
Com o passar dos anos, ficou culturalmente estabelecido que os trajes juninos das mulheres seriam floridos e o dos homens, xadrezes.
Junho é o mês de promessas e simpatias para Santo Antônio. Por todo o Brasil, mulheres penduram, afogam, viram de ponta-cabeça o pobre do santo que tem fama de casamenteiro. Tudo para conseguir um bom partido.
Ao lado de São João e São Pedro, Santo Antônio é celebrado na festa junina que, no Brasil, sempre acontece com um casamento (mesmo que encenado).
Viva João! Viva Pedro! E viva Antônio!
E Deus queria que venha logo o matrimônio!
Quando foi trazida para o Brasil, a Festa Junina ganhou pandeiro, zabumba, triângulo e, claro, acordeão.
O acordeão, que é o instrumento mais característico da música da festa, é popular em várias regiões do mundo. Mas foi por causa de Luiz Gonzaga que, como você bem sabe, tocava acordeão como ninguém, que o som desse instrumento ficou associado às festividades juninas do país.
Aliás, você sabia que acordeão, sanfona e gaita podem ser várias maneiras de se referir ao mesmo instrumento?
No Nordeste, é sanfona. No sul, é gaita. E pro resto, é acordeão. Que muitos ainda chamam de acordeon, por conta da origem francesa da palavra.
Vamos parar com essa prosa e bora pro bailão?
Quando foi cristianizada, a cerimônia de celebração ao solstício de verão, logo foi associada à São João (24/06).
Ao lado dele, estão também entre as celebrações juninas o Dia de Santo Antônio (13/06) e o Dia de São pedro (29/06).