CD – Flávio José – Sem ferrolho e sem tramela

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Esse é um dos meus discos preferidos do Flávio José, que sem sombra de dúvida é um dos artistas forrozeiros que mais agrada a todo o tipo de ouvinte, desde o mais assíduo, até o mais casual.

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Participação especial de Fagner na faixa “Cartilha pra Seu Luiz” de autoria de Pinto do Acordeon.

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Produção do próprio Flávio José, que fez os arranjos e gravou as sanfonas ao lado de Genário, zabumba de Quartinha e destaque para quatro xotes muito bons: a faixa título “Sem ferrolho e sem tramela” de Juarez Santiago; “Espumas ao vento” de Accioly Neto; “Saudade da boa” de Accioly Neto; e “Amor sem preconceito” de Tio Joca e Zito, ambos do Trio Sabiá.

Flávio José – Sem ferrolho e sem tramela
1997 – LBC

01. Sem ferrolho e sem tramela (Juarez Santiago)
02. Espumas ao vento (Accioly Neto)
03. O berço da minha paz (Antônio Barros / Cecéu)
04. Cartilha pra Seu Luiz (Pinto do Acordeon)
05. Diálogo (Ilmar Cavalcanti)
06. Saudade da boa (Accioly Neto)
07. Engenho velho (Pinto do Acordeon)
08. Vou rifar meu coração (Jorge de Altinho)
09. Fomos feitos um pro outro (Raimunda Andrelina)
10. Herói do meu sertão (Aracilio Araújo)
11. Amor sem preconceito (Tio Joca / Zito)
12. Menino chorão (Dorgival Dantas)
13. Cheiro de terra molhada (Maciel Melo)
14. Forró em cacimba de cima (Flávio José) Instrumental

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Compacto – Joci Batista – Novamente

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Colaboração do DJ Rogérinho, de São Paulo – SP. Mais um precioso compacto, dessa vez, do Joci Batista, acompanhado pelo Conjunto Maraca.

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Esse selo ‘Maraca’ é bastante raro, nosso amigo Corró teve a oportunidade de perguntar ao próprio Joci qual foi o ano de lançamento, e ele respondeu que foi no ano de 1961.

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Direção musical de Zé Cupido, do lado A, um arrasta-pé ou marcha, “Festa da fogueira”; e no lado B um rojão, “Minha morena me deixou”, ambas as composições do próprio Joci Batista.

Compacto – Joci Batista – Novamente
1961 – Maraca

01 Festa da fogueira (Joci Batista) Marcha
02 Minha morena me deixou (Joci Batista) Rojão

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Coronel Ludugero – Ludugero e seu jumento

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Colaboração do Antonio Marcelino Gomes. Em seguida, alguns textos garimpados na rede para complementar a publicação.

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“Nessa mesma época, foi criado, com incentivo de Hilton Marques e de alguns amigos, o personagem Coronel Ludugero, interpretado por Luiz Jacinto, que logo de início, o interpretava sozinho. Pouco tempo depois, com a atriz Rosa Maria, nasceu a primeira companheira do Coronel, chamada de Dona Rosinha.

No mesmo ano, a atriz, Mercedes Del Prado dava a vida a personagem Dona Felomena (esposa do Coronel) que, junto ao ator Irandir Peres Costa (Otrópe), formaram um trio humorístico, de simplicidade típica de nordestinos pacatos e puros, inundados de irreverência. Uma trupe que fazia rir um país inteiro.

Pouca gente sabe que o Ludugero existiu mesmo…não como um “coroné” típico daquela época, mas, sim um amigo muito engraçado, que morava em Caruaru que se chamava Ludugero e o inspirou tal personagem.

A Rádio Cultura de Caruaru (PE) foi uma das maiores responsáveis pela divulgação dos sucessos do Coronel Ludugero e toda sua turma, levando em suas ¨ondas¨ toda a alegria de seus ¨causos¨.” (Fonte)

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“Retratava com bom humor a figura lendária dos coronéis, muitos dos quais pertenciam à Guarda Nacional e gozavam de grande prestígio junto a população. Era um homem simples de poucas palavras, amante da verdade e sincero. Gabava-se de si próprio.

Contador de histórias fantásticas, era casado com dona Filomena. Bom aboiador, bom cantador de viola e poeta. Mantinha um secretário (Otrópe) que o orientava nos negócios e nas questões políticas. Ludugero se sentia feliz em contar histórias, dando expansão ao seu gênio brincalhão, quando não estava em crises de impaciência e nervosismo.” (Fonte)

Coronel Ludugero – Ludugero e seu jumento
1968 – CBS

01. TV Carcará (Texto de Luiz Queiroga)
02. A carta da Véia Filomena (Texto de Luiz Queiroga)
03. A flor do Ananás (Luiz Queiroga)
04. O rabo do jumento (Dilson Dória – Elino Julião)
05. Lá vem o dia (Onildo Almeida)
06. Você cai (Luiz Jacinto)
07. Horário do jumento (Texto de Luiz Queiroga)
08. Não vai ser de cassuá (Osvaldo Oliveira – Luiz Jacinto)
09. Mulher basta uma (Luiz Queiroga)
10. Abc do amor (Jacinto Silva – Juarez Santiago)

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CD – Erivaldo de Carira – Ao vivo – No forró do Gonzagão

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Colaboração da Gorete. Esse é o décimo segundo álbum lançado pelo Erivaldo de Carira, sendo o sexto em formato CD.

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Erivaldo Cícero de Oliveira, nascido em 16/10/1949, em Carira – SE. Começou a tocar aos 10 anos acompanhando seu pai. Com o passar do tempo, em homenagem a sua terra natal, ganhou o seu nome artístico, ‘Erivaldo de Carira’.

Filho de ‘Manézinho do Carira’, conhecido tocador de oito baixos, deu início a essa bonita tradição de pai para filho, hoje Erivaldo de Carira tem três filhos que dão continuidade à sua vida artística.

Erivaldinho (sanfoneiro), que acompanhou o Mestre Zinho durante um bom tempo e agora se dedica ao trabalho próprio junto ao Trio ‘Forróbodó’, Mestrinho do Acordeon (sanfoneiro) e Thaís Nogueira (cantora), que juntos com o primo ‘Escurinho’ formam o ‘Trio Juriti’, sem dúvida um dos melhores trios ‘jovens’ na atualidade.

Erivaldo de Carira – Ao vivo – No forró do Gonzagão
2008

01 – Forró e rabo de saia (Durval Vieira – Erivaldo de Carira)
02 – Meu forró (Dorgival Dantas)
03 – Vou te matar de cheiro (Luiz Gonzaga – João Silva)
04 – Fogo sem fuzil (Luiz Gonzaga – Zé Dantas)
05 – Aproveita gente (Onildo Almeida)
06 – Depois da derradeira (Dominguinhos – Fausto Nilo)
07 – Tei tei no arraiá (Onildo Almeida)
08 – O maior tocador (Luiz Guimarães)
09 – São João na roça (Luiz Gonzaga – Zé Dantas)
10 – Olha pro céu (Luiz Gonzaga – José Fernandes)
11 – Daquele jeito (Luiz Ramalho – Luiz Gonzaga)
12 – Facilita (Luiz Ramalho)
13 – A sorte é cega (Luiz Guimarães)
14 – Sorriso cativante (Anastácia – Dominguinhos)
15 – Cigarro de palha (Armando Cavalcanti – Klécius Caldas)
16 – Pense n’eu (Gonzaga Jr.)
17 – Sabiá (Luiz Gonzaga – Zé Dantas)
18 – Numa sala de reboco (Luiz Gonzaga – Zé Marcolino)
19 – Tem pouca diferença (Durval Vieira)
20 – Xote das meninas (Luiz Gonzaga – Zé Dantas)
21 – Imbalança (Luiz Gonzaga – Zé Dantas)
22 – Baião da garoa (Luiz Gonzaga – Hervé Cordovil)
23 – Sangue de nordestino (Luiz Guimarães)
24 – Fazenda velha (Erivaldo de Carira – José Ernesto)
25 – Sanfona sentida (Dominguinhos)
26 – Homenagem a seu Manézinho (Mestrinho do Acordeon)

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Gonzagão no ‘out door’

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Coletânea – Os 14 sucessos do Nordeste

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Colaboração do Lourenço Molla, de João Pessoa – PB.

Participam dessa coletânea os seguintes artistas: Castanheiro, Dominguinhos, Genival Lacerda, Messias Holanda, Oswaldinho do acordeon, Sanfoneiro Guidô, Zé Paraíba, Zenilton e Zito Borborema.

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Creio que todas as músicas foram publicadas nos álbuns originais de cada um dos artistas, que belo time esse, não?

Coletânea – Os 14 sucessos do Nordeste
1976 – CBS

01. Na pedra do queijo (Fortunato Guimarães – Messias Holanda) Messias Holanda
02. Meu nordeste (Amadeu Macedo – Garcia Santos) Zito Borborema
03. Você ainda é criancinha (José Carlos – Castanheiro) Castanheiro
04. Forró em Petrolina (Anastácia – Dominguinhos) Dominguinhos
05. Cocada preta (Sanfoneiro Guidô) Sanfoneiro Guidô
06. Forró alagoano (Pedro Sertanejo) Zé Paraíba
07. Adeus Marina (Luiz Moreno – Jacinto José) Messias Holanda
08. A História do peixe Tuninha (Adapt. Genival Lacerda) Genival Lacerda
09. Ninguém quer o que ela quer (Durval Vieira – Zé Nilton) Zenilton
10. Meu amor cadê você (Francisco Guedes – Petrucio Silva) Castanheiro
11. Fim de noite (Oswaldinho – Josino Teodoro) Oswaldinho
12. Saudades de Recife (Adão Ferreira) Zito Borborema
13. O piston desafinado (Joca de Castro – Zé Nilton) Zenilton
14. Longa convivência (Joca de Castro – Genival Lacerda) Genival Lacerda

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A sanfona de oito baixos na música instrumental brasileira

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Estava navegando na rede e achei esse texto de um frequentador do blog, da época em que ainda não tínhamos sido expulsos pelo blogspot.

Sendo assim segue uns trechinhos, para os interessados, vale a pena ler o texto na íntegra.

Valeu Léo, belo trabalho!

A sanfona de oito baixos na música instrumental brasileira
Por Leonardo Rugero Peres (Leo Rugero)

“A sanfona brasileira

A sanfona de 8 baixos, desde que desembarcou no Brasil, passou por grandes transformações, adquirindo ao longo do tempo, características próprias de afinação e técnicas peculiares de interpretação. Desenvolve-se em um repertório tipicamente brasileiro, ganhando estilos e recursos novos, sobretudo na região sul, que lhe acolheu; nas regiões sudeste e centro-oeste, por onde se espalhou, e no nordeste, onde adquiriu características peculiares de afinação e interpretação.

Assim como no Sul, o pequeno acordeon de 8 baixos, que nesta região atende pelo nome de Sanfona de 8 baixos ou fole de 8 baixos, (embora outras denominações possam ocorrer), também surge de forma freqüente na literatura oral, sobretudo em letras de música, e será um dos instrumentos mais característicos da música nordestina tradicional.”

“A sanfona nordestina apresenta um estilo que lhe é peculiar, do qual poderíamos apontar algumas características.

A mão direita tem um papel preponderante na execução de melodias ágeis, lembrando, por vezes, a técnica de instrumentos de sopro, e se distinguindo em muito do estilo sulista, onde as mãos direita e esquerda formam um todo intrínseco. Dificilmente os baixos da mão esquerda são menos utilizados como acompanhamento marcado, ao contrário do estilo sulista, onde o baixo marcado da mão esquerda é quase imprescindível.

O uso do fole é mais contido, contrastando com o estilo sulista, onde os sons são tocados, de modo geral, com o fole mais aberto.

Também podemos notar o uso de harmonias e melodias intrincadas devido à particularidade da afinação transportada, que veremos mais adiante.”

“A sanfona de 8 baixos em disco

Com o seu grande sucesso, entre o final dos anos 40 e início dos anos 50, Luiz Gonzaga pôde abrir caminho para muitos músicos nordestinos de talento. Entre eles, os sanfoneiros de 8 baixos, modalidade que sempre incentivou. A começar por sua própria formação musical estar associada ao instrumento, sendo seu pai, Januário, seu irmão mais velho, Severino Januário, e sua irmã caçula, Chiquinha Gonzaga, ilustres representantes da arte do fole de 8 baixos.” (Fonte)

Bandinha de pífano – Zabumba Caruaru

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Colaboração do José de Sousa, de Guarabira – PB.

Esse é o primeiro disco da Banda de pífanos de Caruaru.

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“Criada pelo trabalhador rural e zabumbeiro Manoel Biano, em 1924, na região de Mata Grande (em Alagoas), a Banda de Pífanos nasceu para perpetuar a tradição da Zabumba Cabaçal, cultivada ao longo de décadas pela família Biano. Ao lado de Manoel estavam seus dois filhos: Benedito (pai de João) e Sebastião, hoje o único remanescente da formação original.

Assim, participava das festas da região, ao mesmo tempo em que repassava seus conhecimentos aos filhos, Sebastião e Benedito. Prosseguiram entre Alagoas e Pernambuco até chegarem, em 1939, à Capital do Forró e dos Pífanos: Caruaru.

Passados 16 anos, Manoel Biano, deixou a incumbência aos filhos, Sebastião e Benedito, de darem continuidade à tradição da banda que ia além, era de geração a geração. Eles então atenderam ao pedido e com seus filhos formaram a Banda de Pífanos de Caruaru, em 1955.

Em 1972, a banda viria a gravar o primeiro LP, ‘Banda de Pífano Zabumba Caruaru’. Foi então que rumaram para São Paulo, onde participaram de documentários, espetáculos e de discos de outros artistas.

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Em Julho de 2005, ganhou o Prêmio TIM de Música, na categoria regional.

A banda continua e ao longo dos tempos, viria a gravar mais seis discos e com eles ser reconhecida no cenário musical nacional e internacional…” (Trechos extraídos do Overmundo)

Bandinha de pífano – Zabumba Caruaru
1972 – CBS

01. Briga do cachorro com a onça (Sebastião Biano)
02. Cantigas de Lampião (Onildo Almeida)
03. O boi (Sebastião Biano)
04. Feira de Caruaru (Onildo Almeida)
05. Dobradinho (Sebastião Biano)
06. Bloco das flores (Onildo Almeida)
07. Esquenta mulher (Sebastião Biano)
08. Caruaru caruará (Sebastião Biano / Lidio Cavalcanti)
09. Segura o passo Zé (Sebastião Biano)
10. É tudo Caruaru (Janduhy Finizola)
11. Pipoquinha (Sebastião Biano)
12. Celina (Onildo Almeida)

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João Gonçalves – Mulher faixa preta

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Esse é um disco já do início da década de 1990, com arranjos mais pra frente, recebendo influências dos ritmos estrangeiros.

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Participação especial de Mano, na faixa “Orgulho da Paraíba” de João Gonçalves e Cerny Furtado.

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Produção artística de Roberto Moraes, gravado em Campina Grande – PB, arranjos e regência de Nivaldo Pessoa.

João Gonçalves – Mulher faixa preta
1991 – Musicolor

01 Adoro minha sogra (João Gonçalves – Marcelo Lancelloti)
02 Mulher faixa preta (J. Batista Filho – João Gonçalves)
03 Burrinho nadador (João Gonçalves)
04 De munheca inchada (João Gonçalves)
05 Tá faltando macho (João Gonçalves)
06 Mulher só gosta de cabra ruim (João Gonçalves – Roberto Moraes)
07 Temperatura máxima (João Gonçalves – Nivaldo Pessoa)
08 Pedido a Frei Damião (João Gonçalves)
09 Orgulho da Paraíba (João Gonçalves – Cerny Furtado)
10 Turma do Jaelson (João Gonçalves – João Dantas)

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