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Manoel Serafim – Forró do funga funga

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Colaboração do José de Sousa, natural de Guarabira – PB.

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Um disco excelente, é o terceiro LP do Manoel Serafim.

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Direção de produção de Oséas Lopes, arranjos de Maestro Chiquinho, destaque para a faixa título ‘Forró do funga funga’ de autoria de Marcos Irmão.

Manoel Serafim – Forró do funga funga
1980 – CID

01. Forró do funga funga (Marcos Irmão)
02. Forró da véia Antônia (Manoel Serafim / Oséas Lopes)
03. Pra não morrer de tristeza (João Silva / K-Boclinho)
04. Xamegô de mulher (D. Matias / Lacerdinha)
05. Lhe dei guarida (João Barone / Manoel Serafim)
06. Quero respeito (Severino Ramos / Manoel Serafim)
07. Bote a culpa em mim (Paulo Patrício)
08. Arapuá (Amadeu Macedo / Guajará Cialdini)
09. Coração amarrotado (Manoel Serafim / Penha Valentim)
10. Eu fiquei assim (João Gonçalves)
11. Seus pais não querem (Severino Ramos / Manoel Eufrazio)
12. Cuidado mulher (Antônio Rodrigues / Severino Ramos)

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Aniversário do Memorial Luiz Gonzaga

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Recebemos essa dica do Jairo Melo, de Vicência – PE.

Esse será o primeiro aniversário do Memorial Luiz Gonzaga, em Recife – PE. As festividades começam no dia 02 de agosto e vão até o final do mês.

Local:
Memorial Luiz Gonzaga
Pátio de São Pedro, casa 35
São José – Recife – PE

Durante o mês de agosto de 2009, o horário de visitação ao ‘Memorial’ será extendido, serão exibidos filmes e especiais de televisão nos quais o rei participou, além de oficinas lúdicas e de Instrumentos musicais

Show com vários artistas, entre eles, Chiquinha Gonzaga, Joana Angélica e Genival Lacerda.

(Para maiores informações)

Abaixo um texto de José Mário Austregésilo, recebido juntamente com as informações acima.

O ABOIO DE UM POVO

Quando Luiz Gonzaga canta, cantam os pássaros, os bois, as cabras, os rios, as cachoeiras e toda a natureza nordestina é um coro só. O canto gonzaguiano é a sonoplastia de um parto sertanejo e nordestino; é o ranger das cancelas, o coaxar dos sapos, o galopar dos cavalos nos lajedos; o canto sonoro de um “côco” que mergulha no fundo de um pote em busca da água para matar a sede e a saudade: “tichibundo !”

Quando Gonzaga conta, porque ele se dizia mais contador do que cantador, despertam as personagens do imaginário nordestino: vaqueiro, romeiros, padres, valentes e covardes; um canto que desperta uma imensa nação de cangaceiros, volantes, cantadores, emboladores, cegos de feiras, sanfoneiros e rezadeiras que nos livram do mal e nos protegem dos inimigos, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Quando O Rei do Baião conta e canta desenha-se o cotidiano criador de uma cultura, uma das mais importes matrizes, raiz e copa, dessa imensa árvore (sempre na mídia da mira da serra elétrica!) que é a musica popular brasileira.

Quando Lua canta, canta a natureza nordestina; falam os sapos, late fino o cachorro do pobre, late grosso o cachorro do rico e o jumento, nosso irmão, dá as horas, mostra sua inteligência e, por ter carregado Nosso Senhor Jesus Cristo nas costas, pode desafiar o Rei do Baião: Seu Luiz, comi seu milho, e como, e como e como…”.

O canto de Gonzaga está onde o povo está; canto dos sanfoneiros de todos os baixos, forrós de pé de serra e de cidade grande; um canto ouvido e dançado pelos corpos que imprensam suor nos sambas do Sertão. Quando uma sanfona, um triângulo e uma zabumba, encontram-se, tocados por quem quer que seja, venha de onde vier, chegue de onde chegar, pode-se ter a certeza de que o Rei está presente, em carne, osso e espírito do nosso povo.

As vozes incorporadas pelo Mestre Lua são aquelas da seca, da luta, um canto precursor do protesto contra a injustiça e a desigualdade social, mas é também um canto de louvor às chuvas caindo, os rios correndo e as cachoeiras zoando; são aboios de um povo, vestido de chapéu de couro e gibão, sanfona colada no peito e olhar encontrado no sol em brasa, se pondo no horizonte das certezas que fazem e refazem, todo dia, o Sertão nordestino.

José Mário Austregésilo

Clemilda – Coitadinha da Tonheta

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Colaboração do sergipano Everaldo Santana. Mais um disco da ‘Rainha do Forró’, com arranjos e regência do Oswaldinho do Acordeon.

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“Dona de uma das vozes mais conhecidas e respeitadas do forró, Clemilda iniciou sua carreira no Rio de Janeiro, nos anos 60, cantando em rádios cariocas. Foi no estúdio da Rádio Mayrink Veiga que Clemilda conheceu o sanfoneiro Gerson Filho, com quem passou 28 anos casada. Juntos gravaram três faixas para o disco ‘É pra valer’, lançado em 1964. O álbum foi o estopim para a sua carreira como cantora, considerada até hoje como a rainha do forró.

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Clemilda também é muito conhecida por ter lançado várias músicas de duplo sentido. Em 1985 estourou nas paradas de sucesso com a música ‘Prenda o Tadeu’ e ganhou seu primeiro disco de Ouro. Em 1987 gravou o LP ‘Forró Cheiroso’, mais conhecido como ‘Talco no Salão’, e vendeu novamente mais de cem mil cópias. Atualmente Clemilda comanda o programa Forró no Asfalto, na Aperipê TV e na Aperipê AM 630, e continua sendo presença garantida nas principais festas juninas do Nordeste.” (Fonte)

Clemilda – Coitadinha da Tonheta
1990 – Chantecler

01. Coitadinha da Tonheta (Durval Vieira / Clemilda)
02. Não tem mutreta (Durval Vieira / Clemilda)
03. É mais embaixo (Durval Vieira)
04. Funga no cangote dele (Durval Vieira)
05. Lambada da raposa (Miraldo Aragão)
06. Amor com lambada (Michel Martan / Clemilda)
07. Ele furou minhas botas (Durval Vieira / Clemilda)
08. Ela é um xuxu (Durval Vieira / Clemilda)
09. O computador (Jorge Geo / Antônio 2000)
10. Gosto diferente (Célio Antônio / Chico Doido / Valadares)
11. Um passeio com meu bem (João Caetano / Clemilda)
12. Ele diz que é valente (Durval Vieira)

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Zé Roseno e Marluce

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*Foto enviada pelo Thiago Ribeiro.

Os Nordestinos do Ritmo – Banda Show Nordestinos do Ritmo

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Colaboração do Maicon Fuzuê, do Trio Araçá, um disco muito bom dos Nordestinos do ritmo, ‘A máquina quente do forró’.

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Produção executiva de Oséas Lopes (Carlos André), sanfonas de Genário e Cid Maravilha, voz de Duduquinha, gravado em 24 canais em Recife – PE. Destaque para “É demais” de Duduquinha, Carlos Mendes e Aluizio Silva.

Os Nordestinos do Ritmo – Banda Show Nordestinos do Ritmo
1994 – BMG

01
Eu não sou cachorro não (Waldik Soriano)
O grande amor da minha vida (Marcio Rene – Antonio Pires)
No toca fita do meu carro (Bartô Galeno – Carlos André)
Feiticeira (Carlos Alexandre – Osvaldo Garcia)
02 É demais (Duduquinha – Carlos Mendes – Aluizio Silva)
03 Amor proibido (Aluizio Silva – Carlos Mendes – Duduquinha)
04 Tá na boca do povo (Ton Luiz – Aluizio Silva)
05 Tora na emenda e arrocha o nó (Ton Luiz – Lucena)
06
Sabiá (Zé Dantas – Luiz Gonzaga)
Você endoideceu meu coração (Nando Cordel)
Quero sonhar com meu amor (Assisão)
Coração em chama (Antonio Barros)
07 O bom mesmo é te amar (Beto – Preto – Edmilson)
08 Princípio do fim (Cleyton – Aluizio Silva)
09 O vaqueiro do amor (Getúlio Lins – Paulo Massadas)
10 Marcas (Carlos Mendes – Beto)
11
Nossos quadris (Renato Regis – J. Bosco)
Juras (Renato Regis)

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Especial sobre Antônio Barros e Cecéu

Links enviados pelo Adriano, de Campina Grande – PB.

“um excelente especial sobre Antônio Barros e Cecéu”

Ary Lobo – Quem vem lá?

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Colaboração do Jorge Paulo, ‘O Bandeirante do Norte’.

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Mais um raro disco do Ary Lobo que não se encontra facilmente nos principais catálogos de discos.

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Direção artística de Pedro Sertanejo, com acompanhamento de ‘Os Patrícios e conjunto’, destaque para a faixa título “Quem vem lá” de Alexandre Alves e Cacau, cujo ritmo foi definido como ‘Batuque’.

Ary Lobo – Quem vem lá
1968 – Cantagalo

01 Adeus Quixeramobim (Altamir P. da Silva – Carlos Diniz) Côco
02 Pontos de atrações do Recife (Luiz Boquinha – Ary Lobo) Rojão
03 Resto de vida (Gordurinha) Samba
04 Velho barqueiro (Zito de Souza – M. Soares) Toada canção
05 Lamento do camponês (José Maria Viana) Côco
06 Palmeira triste (Zito de Souza – Alexandre Alves) Toada
07 Quem vem lá (Alexandre Alves – Cacau) Batuque
08 Me leva Seu Gabriel (Ary Lobo) Côco
09 Eu sou de Belém (Péricles Sales – Ary Lobo) Samba
10 Terezinha (Carlos Diniz – Audir Dudement) Marcha
11 Derróta (Eloide Warthon) Samba
12 Na fazenda do Seu futrica (Gildo Moreno – Luiz Gomes) Rancheira

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Coletânea – Grupo Asa Branca – O fino do Baião

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Colaboração do Tiziu, do Trio Araripe. Ele nos deu acesso a sua antiga e preciosa coleção de LPs de forró, os quais, em breve, publicaremos aqui no Forró em vinil.

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O LP é uma coletânea de músicas gravada pelo ‘Grupo Asa Branca’, produzido pela Bandeirantes Discos, o álbum pertence a uma série de coletâneas chamada “O fino”.

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A maior parte das músicas são re-gravações de sucessos do Luiz Gonzaga, destaque para “Viva o Arigó” de Geraldo Nunes.

Coletânea – Grupo Asa Branca – O fino do Baião
1980 – Clack

01. Kalu (Humberto Teixeira)
02. Dezessete léguas e meia (Humberto Teixeira / Carlos Barroso)
03. O vendedor de caranguejo (Gordurinha)
04. Pé de manacá (Hervé Cordovil / Marisa Pinto Coelho)
05. Sabiá lá na gaiola (Hervé Cordovil / Mário Vieira)
06. Adeus morena (Hervé Cordovil / Manezinho Araújo)
07.
Juazeiro (Humberto Teixeira / Luiz Gonzaga)
Meu Cariri (Rosil Cavalcanti / Dilú Mello)
Dança da moda (Luiz Gonzaga / Zé Dantas)
Paraíba (Luiz Gonzaga)
08. Macapá (Humberto Teixeira / Luiz Gonzaga)
09. Penha (Luiz Peixoto / Vicente Paiva)
10.
Óia eu aí de novo (Antônio Barros)
Baião (Humberto Teixeira / Luiz Gonzaga)
11. Maringá (Joubert de Carvalho)
12. Viva o Arigó (Geraldo Nunes)

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Marinês – O nordeste e seu ritmo

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Colaboração do Cleiton de Abreu. Esse é o segundo LP, lançado pela RCA, da ‘rainha do xaxado’, título que lhe foi dado pelo rei do baião.

“Pernambucana de São Vicente Ferrer (zona da mata norte) e contemporânea de Luiz Gonzaga, Sivuca e Jackson do Pandeiro, Marinês foi a maior referência feminina no forró e precursora de intérpretes importantes da música regional como Elba Ramalho, Amelinha, Cristina Amaral, Nádia Maia, entre muitas outras.

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Talvez o fato de ser mulher, o que no nordeste de 50 anos atrás fazia grande diferença, ou de não ter a comunicação fácil que tinha o “Rei do Baião” que sempre mostrou ser excelente “marqueteiro”, tenham impedido Marinês de ter tido a projeção nacional e internacional que teve Luiz Gonzaga. Na música e no carisma pra cantar e agradar ao público, foram iguais.

Costumo dizer que Marinês era a versão feminina de “Seu Luiz”. No início dos anos 50 do século findo, chegou a acompanhar Luiz Gonzaga em shows com sua banda “Patrulha de Choque do Rei do Baião” formada com o marido sanfoneiro Abdias e o zabumbeiro Cacau, abrindo as apresentações de Gonzaga.

Em 1956 formou o grupo “Marinês e sua gente” com o qual fez longa carreira e gravou inúmeros trabalhos individuais e em parceria com artistas contemporâneos seus e mais jovens como Jorge de Altinho, Fagner e Alceu Valença.” (Fonte)

Destaque para “Gírias do norte” de Jacinto Silva e Onildo Almeida.

Marinês – O nordeste e seu ritmo
1961 – RCA Victor

01. Gírias do norte (Jacinto Silva / Onildo Almeida)
02. Vamos refungá (José Batista / Flora Mattos)
03. Meu sacrifício (Antônio Barros / Silveira Júnior)
04. Dona fortuna (Jota Reis / Airton Amorim / Zé da Zilda)
05. Cadê o peba (Zé Dantas)
06. Vamos faxiar (Antônio Barros / Silveira Júnior)
07. Marinheiro (Tradicional / Adpt. Onildo Almeida)
08. Felicidade de sertanejo (Onildo Almeida)
09. Decepção (Antônio Barros / Silveira Júnior)
10. Mossoró (Abdias Filho / Antônio Barros)
11. Vontade de xaxá (José Batista / Flora Mattos)
12. Boi de touca (Jaime Florence “Meira” / Orlando Silveira / M. Lima)

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