João Gonçalves – Forró pra gente bem

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João Gonçalves é músico e compositor. Mas certamente ficou muito mais conhecido como compositor, diversas músicas famosas do forró são de sua autoria.

João Gonçalves sempre teve a forte característica de trabalhar as músicas de duplo sentido. Certamente o seu maior sucesso foi “Severina Xique Xique”, gravada por Genival Lacerda. Essa também foi a sua primeira música a fazer um grande sucesso.

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Diversos artistas já gravaram suas músicas, dentre eles Dominguinhos, Elba Ramalho, Genival lacerda, Elino Julião, Trio Nordestino, Os 3 Do Nordeste e Quinteto Violado.

Nesse disco de 1986 eu destacaria duas músicas. “Eu tô assim” e “Forró pra gente bem”, ambas de autoria de João Gonçalves com outros parceiros.

João Gonçalves – Forró pra gente bem
Continental – 1986

01. Mané coió (João Gonçalves – Glorinha – Oseinha)
02. Mulher é bicho bom (Cabeção – João Gonçalves – Glorinha)
03. Nega maluca (J. Batista Filho – João Gonçalves – Glorinha)
04. Forró do minhocão (Inacinho – João Gonçalves – Oseinha)
05. Letra Z (João Gonçalves – Glorinha – Oseinha)
06. Apelo (Ramos de Freitas – João Gonçalves – Glorinha)
07. Use alcool (Oscar Barbosa – Glorinha)
08. Negócio de otário (Ubirajara Pereira – João Gonçalves – Glorinha)
09. Tormento (Maria Diva – João Gonçalves – Glorinha)
10. Eu tô assim (João Gonçalves – Glorinha – Oseinha)
11. Forró pra gente bem (João Gonçalves – Glorinha – Bezerrão)
12. Liberdade (João Gonçalves – Glorinha)

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Ademilde Fonseca – 78 RPM

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Dessa vez realmente fui surpreendido. Agora nosso caro colega Dj Rick pegou muito pesado, um 78 RPM simplesmente sem comentários.

Ademilde Fonseca Delfim, nasceu em 03 março de 1921 Macaíba -RN. Aos quatro anos de idade, foi viver com a família em Natal – RN onde morou até o início da década de 1940. Desde criança gostava de cantar. Ainda na adolescência, começou a se interessar pelas serestas e travou conhecimento com músicos locais. Pouco mais tarde casou-se com um desses seresteiros, Naldimar Gedeão Delfim. Com ele mudou-se para o Rio de Janeiro em 1941, onde conheceu Waldir Azevedo, compositor e cantor, ambos trabalharam em diversas músicas em parceria.

Em 1951, gravou em 78 rpm o baião “Delicado”, de Waldir Azevedo e Ari Vieira, foi uma das suas gravações mais marcantes. Delicado, também regravada posteriormente por artistas consagrados como Canhoto, Chiquinho do Acordeon, Oswaldinho do Acordeon, Zé Calixto, Toco Preto, Biro do Cavaco, Pepeu Gomes, Dominguinhos e por ai vai. A segunda música desse 78 rpm é o baião “Arrastapé” composto por Rafael Carvalho, que é uma homenagem ao gênero musical, o Arrastapé, que tem como significado literário farra, confusão e desordem. Então como diz a letra da música “vamos cair no sertão para ver como é que é…”. (dois últimos parágrafos escritos por Dj Rick)

Essa é a primeira vez em que escuto a versão de delicado cantada, se alguem tiver notícias de outras gravações dela cantada ficaremos muito gratos com a colaboração.

Ademilde Fonseca – 78 RPM
Todamerica – 1951

01. Delicado (Ari Vieira / Waldir Azevedo)
02. Arrastapé (Rafael de Carvalho)

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CD – Trio Forrózão – Trio Forrózão

O grupo foi surgiu no Rio de Janeiro em 1993, e começou tocando na tradicional Feira de São Cristóvão, conhecido reduto nordestino, casualmente, quando Bastos, até então um modesto porteiro de condomínio, resolveu perder a vergonha e colocar o dom que trazia desde menino pra fora, decidiu então cantar em uma barraca a convite de um velho amigo.

Com seis CDs gravados, atualmente sua formação é Sebastião Brilhante, o Bastos (Voz) de Pombal – PB; José Bonifácio, o Zézinho Boni, de Campina Grande – PB (Acordeon); Edson Belo, o Chupa cabra (Triângulo) de Olinda – PE; e Josenaldo Inácio, o Miudinho (Zabumba) de Mamanguape – PB que antes integrava o Trio Jerimum, junto com Ratinho e Zécimar.

Esse é o primeiro disco do trio, gravado ao vivo em 1998 e lançado pelo selo Natasha Terra. Naquele ano o zabumbeiro ainda era Nicodemus e o sanfoneiro Chiquinho. A curiosidade é que o baixo foi gravado posteriormente em estúdio. Com um repertório finamente escolhido, bom de dançar do início ao fim, destaque para “Cabra desmantelado”.

Trio Forrózão – Trio Forrózão
1998 – Natasha

01-Forró da musa (Gilvan A da Silva – Damião M. Bento)
02.Viciado em forró (Agostinho Pereira dos Reis)
03-Os homi da Paraíba (Arlindo – João Tavares)
04-Zé do rock (João Silva – Raimundo Evangelista)
05-Ovo de codorna (Severino Ramos Oliveira)
06-Cabra desmantelado (Sirano)
07-Xote das meninas (Zé Dantas – Luiz Gonzaga)
08-Pequenininha (Assisão)
09-Espumas ao vento (Aciolly Neto)
10-Amei a toa (João Januário Maciel – João Leocádio da Silva)
11-Xote ecológico (Luiz Gonzaga – Agnaldo Batista)
12-Petrolina-Juazeiro (Jorge de Altinho)
13-É bom fazer assim (Parafuso – Zé Pacheco)
14-Casa da saudade (Coroné Caruá)
15-Sou eu sim (Renato Régis – Aluisio Silva – Lucena)
16-É proibido cochilar (Antonio Barros)

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Joquinha Gonzaga – Forró, cheiro e chamego

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Recebemos esse disco de um dos freqüentadores do blog, além do disco, nosso colaborador mandou essas palavras sobre a postagem de hoje:

“Um excelente álbum do sobrinho de Luiz Gonzaga, Joquinha Gonzaga, que hoje é o responsável por tudo que o Rei do Baião deixou em EXU (PE). A música título é dele em parceria com Nando Cordel.”

‘JOÃO JANUÁRIO MACIEL – Nascido em 01/04/52, Rio de Janeiro, filho de Raimunda Januário Muniz (segunda irmã de Luiz Gonzaga) e João Francisco Maciel. No final da década de 40 o “Rei do Baião, Luiz Gonzaga, formou o primeiro núcleo Nordestino no Sul do país trazendo sua família composta pelo pai Januário, sua mãe Santana, suas irmãs Muniz, Geni, Socorro, Chiquinha Gonzaga e seus irmãos Aluízio, Zé Gonzaga e Severino Januário. Instalaram-se em um sítio em Santa Cruz da Serra, em Duque de Caxias mais conhecido como Sítio dos Gonzagas, no Rio de Janeiro, onde eram realizadas grandes festas tais como casamentos, batizados, aniversários, novenas, etc. Sempre com muitos convidados e músicas e comidas típicas nordestinas onde marcavam presença de grandes artistas famosos como: Marinês, Abdias, Trio Nordestino, Domiguinhos e outros – e foi neste meio que cresceu e nasceu JOQUINHA GONZAGA, nome artístico dado por seu tio Gonzagão.’ (fonte)

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Aos 14 anos ganha sua primeira sanfona do tio, um pé-de-bode, em seguida ganha um fole de 80 baixos para logo chegar ao de 120 baixos.
Ao sair do quartel passa a acompanhar o tio nos shows pelo nordeste; em 1985 Gonzagão grava uma composição sua com João Silva: “Amei a toa”; em 1986 ele resolve sair da banda do seu ilustre tio para tentar sua carreira solo; Gonzagão lhe dá todo o cachet do derradeiro show onde se apresentaram juntos e com esse dinheiro, Joquinha une-se a João Silva e grava esse álbum, de forma independente.

Em 1988 participou de uma das faixas do disco do tio, regravando “Dá licença pra mais um”.

Esse álbum não tinha a capa, como felizmente tínhamos uma cópia, passamos novamente.

A participação de todos é muito importante para nós, mandando discos, opinando, comentando ou levantando informações sobre nossos queridos artistas do forró pé-de-serra, que com o passar do tempo vão se perdendo cada vez mais rápido.

Joquinha Gonzaga – Forró, cheiro e chamego
1987 – Top Tape

01. Forró, cheiro e chamego (Joquinha Gonzaga – Nando Cordel)
02. Fruta nordestina (Joquinha Gonzaga – Bodart)
03. Aqui tem alegria (João Silva – Zé Mocó)
04. Depois a gente vê (Joquinha Gonzaga – J. Freitas)
05. Com xodó é melhor (João Silva – Pedro Maranguape)
06. Cuidado, tocador (João Silva – Zé Mocó – Manoel José)
07. Dá licença pra mais um (João Silva – Raimundo Evangelista)
08. Amor tostadim (João Silva – Iranilson)
09. Pingo de gente (Joquinha Gonzaga – João Silva – Raimundo Evangelista)
10. Pout-pourri de marchinhas (solo)
– Faz força, Zé (Luiz Gonzaga – Rosil Cavalcanti)
– Casaca de couro (Rui de Morais e Silva)
– Velhos tempos (Joquinha Gonzaga – Zé Mocó)
– Lorota boa (Humberto Teixeira – Luiz Gonzaga)

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Elias Alves – Adeus Guanabara

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Bom, cá estamos nós com mais um ótimo disco enviado pelo nosso amigo Conrado. A capa conseguimos com o DJ Alambique, depois de muito custo.

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Além de ser cantor, Elias Alves é também conhecido por suas composições. Grandes artistas como Genival Lacerda, Trio Juazeiro, Trio Sabiá, Trio Nortista, Trio Luar do Nordeste e Negrão dos Oito Baixos já gravaram músicas suas.

De gravações com sua voz, só tinhamos conhecimento até então das gravações em coletâneas como a “Quermesse”, e os “Fino do pau de sebo”. Esse disco para mim foi uma grande surpresa, pela sua qualidade. Depois pesquisando mais, descobri um outro disco, gravado em 1974 pela gravadora Tropicana, esse outro disco é o “Tenho que dar o meu recado”, se alguém também tiver notícias sobre esse disco, por favor, compartilhe conosco.

Elias Alves – Adeus Guanabara
1973 – Tropicana

01. Adeus Guanabara (Zé Pequeno – J. Luna)
02. Xote dos motoristas (Antônio José – Elias Alves)
03. Anice voltou (Antônio José – Castanheiro)
04. Côco no sereno (Elias Alves – Antônio José)
05. Franquesa (Elias Alves)
06. Vinte e quatro de junho (Zé Pequeno – Negrão dos 8 baixos)
07. Ai morena (Zé Pequeno – Elias Alves)
08. Saudade de Jacobina (Elias Alves)
09. Baião da saudade (Elias Alves – J. Luna)
10. Luar do meu sertão (Elias Alves)
11. Não vivo enganado (Raimundo Barbosa)
12. Nunca mais fecharei a porta (Antonio Pereira)

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Trio Nordestino – Os Rouxinhos da Bahia

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Sem dúvida o mais importante trio para o forró pé-de-serra, com 45 anos de existência, passando pela perda e reposição de todos os seus integrantes originais, porém mantendo a tradição através dos laços familiares.

De toda a carreira do trio, creio que esse é o disco que reúne as músicas mais conhecidas, várias delas foram e ainda são sucesso, todas de alta qualidade, como todos os álbuns lançados e produzidos pelo Lindú.

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Compositores da pesada como Assisão, Antônio Barros, Cecéu, Jorge de Altinho, Anastácia e Dominguinhos, destaques para os forrós, o da faixa título, “Ta chegando rouxinho” e para “Alegria e sorriso”.

Trio Nordestino – Os Rouxinhos da Bahia
1978 – Copacabana

01. Menino de colo (Cecéu)
02. Alegria e sorriso (Assisão – Lindolfo Barbosa)
03. Forró desarmado (Cecéu – Lindolfo Barbosa)
04. Obrigado seu rei (Anastácia – Dominguinhos)
05. Chinelo de Rosinha (José Clementino – Paulo C. Clementino)
06. Hô de lá (João Silva – J. B. Aquino)
07. Forró quentão (Jorge de Altinho – Lindolfo Barbosa)
08. Petrolina – Juazeiro (Jorge de Altinho)
09. Forró no claro (Antonio Barros)
10. Tá chegando rouxinho (Anastácia – Dominguinhos)
11. Tentação de mulher (Severino Ramos)
12. O chamego dela (D. Matias – Lindolfo Barbosa)

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Dominguinhos – Apôs tá certo

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Venho hoje, nessa terça feira de feriado postar o segundo disco do Dominguinhos aqui no blog.

No primeiro disco, escolhemos o começo da sua carreira onde só tocava músicas instrumentais. Já nesse disco, Dominguinhos mostra por que pode ser considerado o rei dos xotes, com obras primas como “Pode Morrer nessa janela” e “A costureira”.

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Esse disco dispensa mais comentarios, portanto baixem, escutem, se deliciem ao som de Dominguinhos.

Dominguinhos – Apôs tá certo
Fontana – 1979

01. De Altamira a Campina Grande (Dominguinhos)
02. Chega morena (Dominguinhos – Climério – Guadalupe)
03. Choro pro miudinho (Dominguinhos)
04. No forró de Dona Zefa (Manduka – Dominguinhos)
05. Apôs tá certo (Dominguinhos)
06. Penitente (Aber Ferreira – Dominguinhos)
07. Pode morrer nessa janela (João Silva – Manoel Fuzebio)
08. Forrozinho aperreado (Dominguinhos)
09. Lamento Sertanejo (Dominguinhos – Gilberto Gil)
10. Homenagem a Jackson do Pandeiro (Dominguinhos)
11. Beijo de brejo (Dominguinhos – P. Maia – Climério)
12. A costureira (Manduka – Dominguinhos)

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Negrão dos oito baixos – A moça dos presentes

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Há um bom tempo, peguei uma gravação do ”Forró de latada”, com uma mudança de ritmo no refrão, de um forró para um carimbó ou algo parecido, que dá um balanço muito interessante.

Intrigava-me, porém, quem seria o intérprete, quem seriam os autores, qual ano foi lançado, qual gravadora, etc?

Pouco tempo depois descobri e aqui está: Negrão dos oito baixos. Reunimos vários discos dele, a maioria pela Copacabana, das décadas de 1970 e 80, mas não conseguimos saber mais nenhuma informação.

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Esse disco tem detalhes curiosos como o fato de ter sido produzido por Zenilton, com arranjos de Oswaldinho do acordeon e com várias composições de duplo sentido de autores como Zé Duarte, Alcymar Monteiro e Kim de Oly, em xotes, forrós e arrasta-pés balançados, muito bons para se dançar.

Negrão dos oito baixos – A moça dos presentes
1984 – Copacabana

01. A sobrinha do seu Brás (João Caetano – André Araujo)
02. Antes do amor (Zé Duarte – André araujo)
03. A moça dos presentes (Cesário Silva – Antonio Sima)
04. A receita do doutor (João Caetano – André Araujo)
05. Não quero mais você (Kim de Oly – Elias alves)
06. Dente de ouro (Alcymar Monteiro – André Araujo)
07. Viagem a Espanha (João Caetano – André Araujo)
08. No urro do leão (Bráulio de Castro – Moskemberg)
09. Vamos aproveitar (Zé Duarte – André araujo)
10. Bairro do Catete (João Caetano – André Araujo)
11. Você quer fugir comigo (Cesário Silva)
12. Forró de latada (Kim de Oly – André Araujo)

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Zé Gonzaga – 78 RPM – 1954

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A esse 78 RPM, agradeço mais uma vez a participação dos frequentadores do Blog, é com vocês e somente com a ajuda de vocês que tornaremos esse projeto uma referência dentro do estilo. Aqui todos podem baixar e escutar livremente grandes sucessos e raridades que não são encontradas por ai fácilmente.

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Esse já é o segundo 78 RPM de Zé Gonzaga, o primeiro foi nos enviado pelo Dj Rick e era de 1950, agora vamos avançar um pouco na carreira dele e publicar um de 1954. Nesse 78 RPM encontramos o galope “Galope a beira mar” e o chote “Cascatinha” (nota-se que escrevi aqui chote com CH, e é assim mesmo que ele era grafado na época dos 78 RPM, só depois que ele passou a ser representado como xote, com X).

Zé Gonzaga – 78 RPM
Continental – 1954

01 – Cascatinha (Zé Gonzaga)
02 – Galope à beira mar (Zé Gonzaga – Zé Praxedi)

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CD – Trio Virgulino – O beijo que você me deu

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Formado por Enok Virgulino (sanfona), Adelmo Nascimento (triângulo) e Roberto Pinheiro, (zabumba) o trio faz parte da história do forró. Com 26 anos de carreira foram os responsáveis pelo resgate do forró pé de serra no cenário do sudeste.

Em 1980 Adelmo deixou a enxada de lado e saiu da cidade de Parnamirim–PE, rumo a São Paulo onde em seguida encontraria Enok Virgulino e seu irmão Jaime. Inicialmente essa era a formação do trio, que não acreditava muito que um ritmo tão nordestino pudesse ganhar admiradores na cidade grande.

Quando a situação já parecia sem solução participaram de um programa de calouros na Rádio Clube de Americana, que oferecia uma cesta básica ao ganhador. Na seleção o violeiro que acompanhava todos os calouros não conseguiu acompanhar o tom, rapidamente Enok pegou sua sanfona e acompanhou os calouros. O radialista Geraldo Pinhaneli ficou tão feliz que o trio ganhou a cesta básica e um salário para participar dos programas.

Em apenas três dias ficaram conhecidos na cidade de Americana, conseguindo destaque em todo interior de São Paulo. No final de 1982 Jaime retornou para Pernambuco e foi assim que Roberto, amigo de infância de Enok, passou a integrar o trio. Aos poucos o sonho foi se tornando realidade, em 1986 gravaram o primeiro trabalho independente “Beijo Moreno” e em 1996 “Trio Virgulino Ao Vivo”. No início dos anos 90 o Virgulino recebeu convites para se apresentar em Universidades.

O primeiro show foi realizado na Unicamp, o sucesso foi tão grande que receberam convites para se apresentar também na USP e na PUC. A cada dia o público universitário ia se tornando mais fiel, acompanhando todos os shows. Foi assim que nasceu o “Forró Universitário” grande responsável pelo surgimento de bandas como: Falamansa, Bicho de Pé e Rastapé. Na época seus integrantes eram universitários que curtiam os shows do Trio Virgulino. (texto retirado do site do Trio Virgulino)

Trio Virgulino – O beijo que você me deu
Candeeiro – 1999

01. Doce chamego (Carlinhos Axé – Erismar Silva)
02. Forró de sangue novo (João Silva)
03. Você fica muito mais bonita (Chico Xavier – Nem)
04. Quando é de manhã (Dominguinhos – Climério)
05. Forró de Itaúnas (Enok Virgulino)
06. Flor de Alecrim (Enok Virgulino)
07. Calendário do amor (Carlinhos Axé – Enok Virgulino – Ever Silva)
08. Coladinho, coladinho (Enok Virgulino)
09. O beijo que você me deu (Roberto Agra – Helder Alencar – Roberto Pinheiro)
10. Jogo de amor (Wallace Elias – Enok Virgulino)
11. Forró dos infernos S.A. (Lula Queiroga)
12. Doce mel (Carlinhos Axé – Enok Virgulino)
13. Forró pra lá de bom (Bosco de Carvalho – Enok Virgulino – Donizete Batista)
14. Pra gente se merecer (João Silva)
15. Forró do trio (Beleleu)
16. Fim dos tempos (Enok Virgulino – Bosco de Carvalho)

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