Zé Gonzaga – 78 RPM – 1950

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Cá estamos em mais um domingo chuvoso em Sampa, hoje é dia novamente de um 78 RPM, selecionado cuidadosamente pelo nosso querido amigo Rick. Dessa vez ele nos preparou uma preciosidade de Zé Gonzaga.

José Januário Gonzaga do Nascimento, conhecido pelo nome de Zé gonzaga, além de cantor, compositor e instrumentista, o acordeonista é o filho de nada menos que o grande tocador de 8 baixos Seu Januário, tendo como irmãos, Luiz Gonzaga, Chiquinha Gonzaga e Severino Januário.

Começou sua carreira cantando em programas de calouros. Em 1948, já no Rio, a convite do irmão, foi contratado pela Rádio Guanabara alavancado pela enorme popularidade de Luiz Gonzaga, então já muito famoso, gravou em 1949 pela Star o seu primeiro disco.

Em 1950 fez duas gravações de disco em 78 rpm pela Odeon. A primeira, o calango “Ai sanfona” de Jeová Rodrigues e José Januário e a rancheira “Bate sola” de Jeová Rodrigues e José Januário. E a segunda o xaxado “Alencarina Bonita” de José Januário e José Amâncio e o choro “Disco voador” de José Gonçalves e Abelardo Barbosa, o famoso apresentador de Televisão “Chacrinha” e é esse disco que disponibilzamos hoje.

Zé Gonzaga – 78 RPM
Odeon – 1950

01. Disco voador – Chôro (José Gonçalves – Abelardo Barbosa Chacrinha)
02. Alencarina bonita – Balanceio (José Januário – José Amâncio)

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CD – Coletânea – Barracão do forró

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Esse disco é um registro do final da década de 1990, quando o forró pé-de-serra voltou a figurar entre as melhores baladas cariocas, é uma coletânea com regravações de clássicos e alguns pitacos de gravadora em ritmo de forró.

Ainda com 4 integrantes e com Duani gravando sanfona em uma das faixas, Forróçacana era formado pelo Duani, Mará, Cris e Cachaça e o Trio forrózão ainda era formado por Bastos, Nicodemus, Chiquinho e Chupa-Cabra, além disso ainda tem a extinta banda Paratodos e a Márcia Martinelli, que, acho que não chegou a vir aqui pra São Paulo… um disco pra frente, com músicas boas pra dançar, produção de Mazzola.

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Destaques para o xote pout-pourri “Zé do Rock – Mulher comprometida – Facilita” e para o forró “Fede, mas é gostoso”.

Coletânea – Barracão do forró
1998 – MZA

01 – Mineirinho (Alexandre Pires – Lourenço)
02 –
Forró do bole bole (Raymundo Evangelista – João Silva)
Forró no claro (Antônio Barros)
03 –
Um a um (Edgard Ferreira)
Sebastiana (Rosil Cavalcante)
Dezessete na corrente (Edgard Ferreira – Manoel Firmino)
04 – Feira de mangaio (Sivuca – Glorinha Gadelha)
05 – Haja amor (Luiz Caldas – Chocolate da Bahia)
06 – Meu forró é meu canto (Alcymar Monteiro – João Paulo Jr.)
07 –
Zé do rock (Raymundo Evangelista – João Silva)
Mulher comprometida (Antônio Barros e Cecéu)
Facilita (Luiz Ramalho)
08 – Uirapurú (Waldemar Henrique)
09 – No som da sanfona (kaká do asfalto – Jackson do pandeiro)
10 – Essa tal liberdade (Chico Roque – Paulo Sérgio Valle)
11 – Forró do beliscão (Ary Monteiro – João do Vale – Leôncio)
12 – Forró pesado (Lindolfo Barbosa – Assisão)
13 – Fede, mas é gostoso (Durval Vieira – Zé Duarte)
14 – Buli com tú (Cecéu)

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Camarão – Bem te vi atrevido

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Seguindo o estilo do disco anterior, segue ai um ótimo disco instrumental, a esse disco agradeço mais uma vez ao meu compadre PC, por tê-lo me emprestado.

“Sanfoneiro bom danado, seguro no piano de barriga, assim é Reginaldo Alves Ferreira, o Camarão.

Pernabucano do Brejo da Madre de deus, criado em Caruarú, é humilde e fala pouco ou quase nada. E diz tudo o que quer e faz até desenhos quando aperta sua sanfona. Em suas mãos a sanfona chora ou ri, dependendo de seu estado de espírito e do motivo musical.

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Ainda em Caruarú, um conterrâneo seu, a titulo de Gonzagão, um dia saiu com esta: “Tu só vai me prová que é sanfoneiro de valô quando eu ouvi disco teu nos arto-falante de seu Lorega”. Camarão ouviu, calou, e deixou pra responder agora, vindo ao rio e gravando com sua bandinha do povo na RCA.” Esse texto de autoria de Luiz Queiroga foi retirado da contra capa do primeiro disco de Camarão, lançado em 1969 pela RCA, o nome do disco era “A bandinha do Camarão”.

Camarão – Bem te vi atrevido
Itamaraty

01. O tema é Dominguinhos (Camarão – Adolfo da Modinha)
02. Vem balancear (Genário)
03. Forasteiro (Camarão – Djalma da Hi-fi)
04. O sanfoneiro do Catumbi (Camarão – Adolpho da Modinha)
05. Forró pifano (Genário)
06. 13 de Dezembro (Luiz Gonzaga)
07. Arrastão (Camarão – Juarez Santiago)
08. Meu Pernambuco (Camarão – Adolpho da Modinha)
09. Bem-te-vi atrevido (Lina Pesce)
10. Anita do cipó (Jacy Santos – Severino Ramos)
11. Temperado (José Menezes)
12. Saudade do sertão (Pedro Sertanejo – Oswaldinho)

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Cézar do acordeon – Festa de casamento

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Tenho notado vários pedidos de discos instrumentais, sendo assim, reforço a tese que forró sem sanfona não presta.

Considerado um dos maiores acordeonistas brasileiros e reconhecido internacionalmente, Cézar do acordeon é um sanfoneiro versátil que transita por todos os estilos musicais e tem dezenas de albuns lançados.

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Nesse disco, com participação de Carmélia Alves, destaque para as duas faixas onde ela canta, “Xote das meninas” e “Pau de arara”, e das instrumentais, “Lamento Sertanejo”, uma bela sanfonada, com uma percussão constante, muito boa pra se dançar.

Cézar do acordeon – Festa de casamento
1982 – Trilha

01. festa de casamento (Cezar do acordeon)
02. pizando firme (Cezar do acordeon – Josino teodoro)
03. lamento sertanejo (Dominguinhos – Gilberto Gil)
04. arrojado (Cezar do acordeon – Luiz rodrigues)
05. xote das meninas (Zé Dantas – Luiz Gonzaga)
06. baião caçula (mario genari filho)
07. pau de arara (Luiz Gonzaga – Guio Moraes)
08. asa branca (Luiz Gonzaga – Humberto Teixeira)
09. qui nem jiló (Luiz Gonzaga – Humberto Teixeira)
10. doce sonho (Cezar do acordeon)
11. êta ferro (Jorge paulo – Candango do ipê)
12. ao meu pai e amigo (Abianto)
13. pinga fogo (Cezar do acordeon – Pajeú)
14. cabeça chata (Cezar do acordeon – Ivan Bulhões)

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Assisão – Carga de brasa

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Depois de algumas cobranças de meu amigo Ivan para que eu postasse um Assisão finalmente chegou a hora, rs. Esse disco aqui me foi emprestado pelo meu compadre PC, isso já faz um tempão, e até hoje eu não o devolvi, ele deve estar querendo me matar, mas pelo menos agora ele vai poder baixá-lo aqui.

Para variar sobre assisão não consegui obter nenhuma informação precisa.

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Nesse disco Assisão se destaca como cantor e compositor, já que das 12 faixas do disco, 10 são de composição dele. Eu destacaria nesse disco duas faixas em especial, o xote “Quero sonhar com meu amor” e o forró “Coração roubado”.

Assisão – Carga de brasa
Jangada – 1980

01. O chapéu da minha tia (Assisão)
02. Quero sonhar com meu amor (Assisão)
03. Brinquedo de amor (Jorge de Altinho)
04. A festa do amendoim (Assisão)
05. Dona da noite (Assisão)
06. Forró imbiritado (Assisão)
07. O camaleão (Assisão)
08. Sanfoneira do norte (Assisão)
09. Forró granfino (Assisão)
10. A casa de farinha (Assisão)
11. Coração roubado (Assisão – João Ferreira)
12. Convite ao baião (José Marcolino)

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Os 3 do nordeste – Tá do jeito que a gente quer

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Erivan Alves de Almeida, José Pacheco Marinho Filho e Carlos de Albuquerque Melo, essa foi a formação que assumiu os 3 do nordeste após a saída do baiano Zé Cacau.

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Esse disco mostra grande virtuosismo nos arranjos e nas sanfonas de Maestro Chiquinho, a presença da guitarra e da bateria ganhando cada vez mais espaço e Mestre Zinho em plena forma, presente em várias faixas também como compositor.

Destaques para “Forró metaleiro”, “Deixe o dia clarear” e “Forró veneno”, só pedradas!!

Os 3 do nordeste – Tá do jeito que a gente quer
1985 – Copacabana

01. Forró metaleiro (Luiz Wanderley – Aluizio J. Silva – Ruy de Souza)
02. De candeeiro aceso (Zinho – Cesar Fontes)
03. Deixe o dia clarear (Zinho – Zé Pacheco)
04. Tum tum coração (Zinho – Aluizio J. Silva)
05. Forró veneno (Luiz Wanderley – Aluizio J. Silva)
06. Forró de respeito (Parafuso – Elias Soares)
07. Tá do jeito que a gente quer (Zinho – Zé Pacheco)
08. Vamos brincar de roda (Zinho – Parafuso)
09. Joalina (Zinho – Arnóbio Santos)
10. Chamego da morena (Ciro José – José Orlando – Parafuso)
11. Amor doidinho (Juvenal Lopes – Nininha)
12. Eu e você (Zinho – Zé Pacheco – Célio C. M.)

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Azulão – Eu não socorro não

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Esse é o segundo trabalho que postamos do Azulão, devemos agradecer ao nosso amigo e frequentador do blog Dodo, pois foi ele quem nos enviou esse disco.

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Esse foi o primeiro álbum lançado pelo Azulão em 1975 pela gravadora Esquema.

Esse disco tem um precioso repertório, contendo diversas regravações de músicas consagradas como “Severina xique xique”, um xote de Genival Lacerda, “Esquenta moreninha”, um arrasta-pé do Assisão, gravado anteriormente pelo Trio Nordestino e “Tem que ter suor”, um forró de Antônio Barros gravado também pelos 3 do Nordeste, no mesmo ano dedsse disco.

Azulão – Eu não socorro não
Esquema – 1975

01. Nega buliçosa (Tiago Duarte)
02. Forró do Compadre Solon (José Silva – Ivan Bulhões)
03. Mané gostoso (Lidio Cavalcante – Adolfo da Modinha)
04. Tropé de cavalo (Genesio Guedes – Abenildo Lucena)
05. A filha de Mané Bento (João Gonçalves – Genival Lacerda)
06. Esquenta moreninha (Assisão)
07. Eu não socorro não (F. Azulão)
08. Candieiro de Iaiá (Brito Lucena)
09. Severina xique xique (João Gonçalves – Genival Lacerda)
10. Tem que ter suor (Antonio Barros)
11. Canção do roedor (Cecéu)
12. Rosa mulher (Agripino Aroeira – Rosilda Santos)

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10 polegadas – Jackson do Pandeiro – Forró do Jackson

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Dando continuidade ao projeto de domingo, depois de um 78 RPM, um compacto e agora chegou a vez do Dj Rick nos encaminhar um 10 polegadas. Os discos de vinil com diametro de 10 polegadas foram produzidos para sucessos populares com 4 faixas de cada lado.

Como esse já é o segundo disco que postamos do Jackson do Pandeiro não postaremos informações sobre o artista, mas esse disco tem algumas coisas legais de serem comentadas.

Essa é a primeira prensagem que saiu desse disco, muitos conhecem apenas a versão de 12 polegadas que foi lançada em 1958. No LP de 12 polegadas que foi lançado posteriormente foram acrescentadas 4 faixas, porém uma faixa ficou de fora. Então nesse 10 polegadas é possivel ouvir a música “No quebradinho”, um baião de Marçal Araújo e José dos Prazeres só encontrada nesse 10 polegadas. Vamos agradecer mais uma vez ao Rick por essas preciosidades.

Jackson do Pandeiro – Forró do Jackson
Copacabana – 1956

01. Falso toureiro (José Gomes – Heleno Clemente)
02. Rosa (Rui de Moraes e Silva)
03. Ele disse (Edgar Ferreira)
04. No quebradinho (Marçal Araújo – José dos Prazeres)
05. Moxotó (Rosil Cavalcanti – José Gomes)
06. 17 na corrente (Edgar Ferreira – Manoel Firmino Alves)
07. Côco do norte (Rosil Cavalcanti)
08. Êta baião (Marçal Araújo)

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CD – Miltinho Edilberto – Como alcançar uma estrela

Quem não é de São Paulo ou quem começou a freqüentar o forró há pouco tempo, certamente não entenderá completamente a postagem de hoje, mas no final da década de 1990, Miltinho ajudou a criar o circuito do forró universitário paulista e foi durante um bom tempo uma das principais atrações para os forrozeiros da cidade, dancei muuuito ao som desse cara.

Cantor, compositor, folclorista, poeta, contador de causos, repentista, multi-instrumentista e pesquisador do folclore brasileiro, Miltinho Edilberto é considerado um dos mais completos violeiros do país. Seu trabalho transita entre diversas vertentes musicais da cultura tradicional brasileira, que vão desde o forró pé-de-serra ao trava-língua.

A capa acima foi enviada pelo ‘Jakaré’ para complementar a publicação, é a capa do re-lançamento, de 2000, com o título de “O forró de Miltinho Edilberto”, pelo selo Deck Disk.
Paulista do interior do estado, o violeiro é respeitado por medalhões da música regional como Xangai, Elomar e Renato Teixeira, de quem é afilhado musical e parceiro.

No palco, toca violão e viola de 10 cordas misturando forró com uma entonação caipira autoral, resultando numa mistura de xote, xaxado, baião e embolada, acrescida de uma boa dose de picardia. O primeiro disco, “Viola Que Fala”, de 1998, tinha pouco de forró, era um trabalho de música sertaneja de raiz, que lhe rendeu o Prêmio Sharp daquele ano na categoria regional.

Em 1999 lançou esse disco pela Universal, “Como Alcançar uma Estrela”, que mais tarde seria relançado pela Abril Music como “O Forró de Miltinho Edilberto, ao vivo”. Nessa época, Miltinho abria espaço no palco de seus shows para Janaína Pereira, que posteriormente criaria o grupo Bicho de pé; foi nesse mesmo palco que vi pela primeira vez o genial Yamandú Costa que acabara de chegar do sul e ainda não era nada conhecido.

Ouvi muito todas as músicas desse CD, sou suspeito porque elas me causam uma certa nostalgia, porém olhando agora, vejo que o “Xote da internet” continua totalmente atual, assim como “Heroína” e a minha preferida é: “Coração virado” anteriormente gravada pelo Trio Sabiá.

Miltinho Edilberto – Como alcançar uma estrela
1999 – Universal

01 – Como alcançar uma estrela (Miltinho Edilberto)
02 – O sonho (Miltinho Edilberto)
03 – Heroína (Miltinho Edilberto)
04 – Quem tá parado é viado (Miltinho Edilberto)
05 – Xote na internet (Miltinho Edilberto)
06 – Forró de viola (Miltinho Edilberto)
07 – Um beijo se quer (Miltinho Edilberto)
08 – Mar tá pra peixe (Miltinho Edilberto)
09 – Luz do desejo (Miltinho Edilberto)
10 – Maria Joana (Miltinho Edilberto)
11 – Coração virado (Miltinho Edilberto)
12 – Não há nada igual ao forró (Miltinho Edilberto)
13 – Nóis é jeca mais é jóia (Juraildes da Cruz)
14 – The end (Miltinho Edilberto)

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Os Filhos do Nordeste – Filho de forrozeiro

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Roubei esse disco lá na casa do Tick, tínhamos que postar alguma coisa sobre Os Filhos do nordeste, de quem somos fãs, mas eu só tinha gravações desorganizadas, é sempre bom ter o acervo organizado, sendo assim, dos dois discos com Zé Cacau, aí vai o primeiro!

Sem sombra de dúvida, um dos melhores trios em atividade, radicado na cidade do Rio de Janeiro, tem Bacurau, Robertinho e Jacinto em sua formação atual .

Até chegar a essa formação, o sanfoneiro Bacurau tocou com vários músicos, na primeira gravação, em 1979, ainda com o nome de Os Filhos do norte, o zabumbeiro era Tizil e o vocalista Zé da Ema.

Nesse disco, de 1982, o vocalista é Zé Cacau, que recém chegara vindo d’Os 3 do nordeste, produção de Antônio Barros e um repertório e arranjos realmente indefectíveis.

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Destaque para o 7 cordas, para a voz do Bacurau no coro, para a forma única com que a bateria se insere na mixagem e para o nome que veio o “Forró de tamanco”, dessa vez.

Esse disco é todo bom, recheado de forrós de primeiríssima qualidade, mas em todo caso, as músicas que mais me agradam são a faixa título, “Filho de forrozeiro”, “Pra fazer besteira”, “Minha Rosinha” e “Sinto saudade do meu nordeste”, aproveitem, isso é que é forró!!!

Os Filhos do Nordeste – Filho de forrozeiro
1982 – Ariola

01. Que nem sapo na lagoa (Cecéu)
02. Filho de forrozeiro (Cecéu – Janjão)
03. Homem com H (Antonio Barros)
04. Bate coração (Cecéu)
05. Prá fazer besteira (Antonio Barros)
06. De tamanco mulher (Antonio Barros)
07. São João menino (Antonio Barros)
08. Minha Rosinha (Nininha – Cacau)
09. Morena linda (Severino Ramos)
10. Forró na casa de Tomé (J. S.)
11. Eu sou o dono dela (Canário Belga – Bacural)
12. O espinho e a flor (Edson Duarte)
13. Sinto saudade do meu nordeste (Fábio Cerilo – Tizil)

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