Antonio Barros – Autor e interprete

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Antônio Barros certamente é um dos maiores compositores da história do forró, de suas músicas nasceram inumeros sucessos gravados por praticamente todos os artistas do forró, como por exemplo Luiz Gonzaga, Genival Lacerda, Jackson do pandeiro, Marinês, Trio Nordestino e Ary Lobo.

Nascido em Queimadas de Campina Grande, na Paraíba, ele conserva no seu modo de compor as características da sua terra de origem.

Chegou no Rio de Janeiro em 1960 e desde então vem lutando por seu espaço. Em 1961 gravou o seu primeiro disco, um 78 RPM que trazia as músicas “Xote do Bebo” e “Xote da galinha”.

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Nesse disco podemos encontrar algumas músicas que foram estouro de sucessos nas interpretações de outros artistas, que agora serão mostradas na voz do compositor, entre elas podemos descacar um de seus maiores sucessos “Procurando tu”, gravada pelo Trio Nordestino e “O que será de nós”, gravada por Marinês.

Antonio Barros – Autor e Interprete
Fontana – 1971

01. Já faz tempo, não lhe vejo (Antonio Barros)
02. Casamento de compadre (Antonio Barros)
03. Fim do mundo (Antonio Barros)
04. União ou rua (Oswaldo Oliveira – Anatalicio)
05. Procurando tu (Antonio Barros – J. Luna)
06. Baião pra dois (João Silva – De Castro)
07. Onde anda a Rita (Antonio Barros)
08. O que será de nós (Antonio Barros)
09. Me dá o lenço (Antonio Barros – Cidrak Silva)
10. Lei do divorcio (Genival Lacerda – Joca de Castro)
11. Minha madrinha (Paulo Sergio – Eustáqui Sena)
12. Quem precisa pede (Antonio Barros – Olavo Mares)
13. Pode ir (Antonio Barros – Gama Junior)
14. Em louvor a São Francisco (Elias Soares – Antonio Ceará)

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Pajeú do sertão – Forró bom

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Laércio Alves de Lima, mais conhecido como Pajeú do sertão, filho de repentista, nasceu na Serra do Gugi, em Santana de Ipanema – AL no dia 11/10/1941. Nos anos de 1960, serviu o exército em Maceió – AL, foi para Aracajú – SE onde deixou o corpo de bombeiros para se dedicar totalmente á sanfona e ao forró, voltou casado para Maceió e foi lá que nasceu seu terceiro filho, Tony Maceió, zabumbeiro dos bons.

Após tocar por todo sertão e nos forrós de Sergipe e Alagoas, passou a década de 1970, tocando em São Paulo, até gravar seu primeiro LP em 1981, “Juazeiro do norte”, nesse mesmo tempo, voltou para Maceió e abriu um forró, chamava-se “Forrózão do Pajeú”, lá se apresentaram grandes nomes como Gonzagão, que ao passar por lá resolveu entrar e tocar um pouco de tanta gente que tinha, entre outros artistas interessantíssimos que infelizmente não atingiram tanto destaque como Trio Nortista, Tororó do Rojão, Edgar dos 8 baixos e Os Pajés nordestinos.

Nesse disco, “Forró bom”, de 1986, gravado em 8 canais, a produção é do Pajeú junto com Dió de Araújo, do Trio Xamego, que gravou a zabumba e fez coro. Arranjos e sanfonas de Henauro do Acordeon, que por muito tempo tocou no Trio Juazeiro e desde cedo já participando da música, seu filho, Tony Maceió que fez coros, percussões e a seleção de repertório.

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Destaques para os xotes “Quem tem tatu”, “Bolinho de presente” e “Pense bem” muito bons pra se dançar. Destaque mesmo para o coro, só feras, em todas as músicas, os instrumentos foram muito bem colocados nos belos arranjos de duas sanfonas, guitarra, baixo e percussões, excelente mixagem, mesmo com a limitação técnica daquela época.

Pajeú do sertão – Forró bom
1986 – Disco kid

01. Maceió meu xodó (Roseane Rodrigues – Pajeú do Sertão)
02. Pensando em você (Andrade – Pajeú do Sertão)
03. Adeus morena (Pajeú do Sertão – João Roberto da Silva)
04. Forró bom (Jucá Santos – Juvenal Lopes)
05. Quem tem tatu (Florival Ferreira – Pajeú do Sertão)
06. Bolo de presente (Sebastião de França Cezar – Tone Maceió)
07. Da catinga pras cuxilhas (Florival Ferreira – Pajeú do Sertão – Andrade)
08. Vou voltar a terra dos marechais (Manoel Teixeira – Tay Breda)
09. ABC da solidão (Benedito Alves de Lima – Pajeú do Sertão)
10. Forrozando em piranha (Roseane Rodrigues – Tone Maceió)
11. Pense bem (Marcondes Costa – Marcos Costa)
12. Iguatú (Wanderley Martins – Jaime Brito)

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Pedro Sertanejo, o rei do forró – Coração do norte

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Filho de Aureliano que foi um grande mestre sanfoneiro na cidade de Euclides da Cunha – BA, Pedro Sertanejo foi certamente uma das figuras mais importantes para a divulgação do forró em São Paulo, onde chegou em 1946.

Acordeonista, compositor, afinador de sanfonas e radialista, abriu o primeiro forró da capital paulista, em 1966, o forró de Pedro Sertanejo, na rua Catumbi, 183, no Brás, local que se tornou o ponto de encontro de nordestinos e forrozeiros.

Sua primeira gravação, pela Copacabana, foi o xote “Roseira do Norte” de sua autoria e deZé Gonzaga e a polca “Zé Passinho na festa” de sua autoria, ainda num 78 RPM, e, ao longo de sua carreira, lançou mais de 40 discos e compôs cerca de 700 músicas.

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Em 1964, fundou o selo Cantagalo que foi um dos importantes pilares de lançamento dos artistas nordestinos, nele gravaram, a maioria dos sanfoneiros, trios e cantores da época, como Dominguinhos, Genival Lacerda, Abdias, Jacinto Silva, Anastácia e Fubá de Taperoá.

Esse disco de 1970, lançado pela Continental, reúne basicamente músicas instrumentais, que passam pelos vários ritmos que compõem o forró, acompanhadas de um regional com um maravilhoso 7 cordas, todas as atenções se voltam para o fole de botão, mais limitado, com uma outra lógica e muito mais difícil de se tocar do que as sanfonas atuais.

Pedro Sertanejo é pai de Osvaldinho do Acordeon.

Pedro Sertanejo, o rei do forró – Coração do norte
1970 – Continental

01. Aza branca (Humberto Teixeira – Luiz Gonzaga) – Baião
02. Coração do norte (Pedro Sertanejo) – Baião
03. Petrolina (Pedro Sertanejo) – Rancheira
04. Forró de Jaboatão (Pedro Sertanejo) – Forró
05. festa de São João (Milton Christofani – Sertãozinho) – Quadrilha
06. Aracy (Pedro Sertanejo – Getulinho) – Baião
07. Forró de Própria (Pedro Sertanejo) – Forró
08. Lamarão (Pedro Sertanejo) – Xotis
09. Canhotinho (Pedro Sertanejo) – Choro
10. Estrada do remédio (Pedro Sertanejo) –
11. Angelin (Sertãozinho – M. christofani) – Baião
12. Serrinha (Pedro Sertanejo – Getulinho)

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CD – Carlos Malta e pife muderno

Carlos Malta é um dos músicos brasileiros mais respeitados em todo o mundo, multi-instrumentista autodidata, toca todo os tipos de flautas e de saxofones além de outros diversos instrumentos de sopro.

A dica dessa semana é o CD: “Carlos Malta e pife muderno” lançado em 1999, com várias músicas instrumentais da pesada e uma cantada, na participação especial de Lenine, cultuando João do Vale. Em outro resgate, num arranjo de tirar o fôlego, “Assum Preto” de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, começa tranqüila e termina fervendo.

Instrumentistas de primeira como Durval Pereira na zabumba, Marcos Suzano no pandeiro, Oscar Bolão nas percussões, Andréa Ernest e o Maestro Carlos Malta nas flautas e pifes.

Destaques para: “Pipoca moderna”, da Banda de pife de Caruaru, regravada em ritmo de maracatu, muito boa pra se dançar; “Ponteio” de Edu Lobo e Capinam, com dois climas bem diferentes, culminando num arrasta-pé bem pra frente; “Lá no Suzano” do próprio Carlos Malta, essa fez muito sucesso nas pistas; e “Barrigada” um maxixe que uniu a banda de pife com Pedro Luis e a parede, vários instrumentos mas mesmo assim uma mixagem perfeita.

Carlos Malta e Pife muderno
1999

01 – Tupyzinho (Carlos Malta)
02 – Pipoca moderna (Sebastião Biano e Caetano Veloso)
03 – Ponteio (Edu Lobo e Capinam)
04 – Lá no Suzano (Carlos Malta)
05 – Arrasta-pé alagoano (Hermeto Pacoal)
06 – Nítido e obscuro (Guinga e Aldir Blanc)
07 – O canto da ema (João do Vale)
08 – Assum preto (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira)
09 – Cará…cai!? (Carlos Malta)
10 – Barrigada (Ana Malta e Carlos Malta)

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Nino e seu Trio Paranoá – Foguete baiano

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Nesse disco, Nino de Braçanã, que nasceu em Monteiro, aparece tocando acompanhado de seu Trio Paranoá. O Trio Paranoá é um trio onde os integrantes se conheceram num parque de diversão em Brasilia.

Esse disco foi produzido por Venâncio, produtor, compositor e cantor. De Venâncio são sucessos como “Mata sete” e “Último pau de arara”.

O ‘mata sete’ é uma música que tem uma história legal, alem de ela ter sido gravada por Zito Borborema, Anastácia e outros artistas ela ganhou a resposta, “A resposta do mata sete” de Antonio Barros e gravada por Genival Lacerda. Mas não se bastando na resposta, nesse disco Nino canta “A volta do mata sete”.

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Nesse disco também podemos encontrar “Uma prece para os homens sem deus”, uma linda música de Gordurinha.

Nino – Foguete baiano
Chantecler – 1968

01. Foguete baiano (Aurino Santana da Silva)
02. Sombra do cajueiro (Nino de Braçana – Antonio Bispo)
03. A volta do mata sete (Fernando Silva – Cosme do Amaral)
04. Saudades de belém (Fernando Silva)
05. Mariazinha (Paulo Gitirana – Josilima – Pechinha)
06. Terreiro de fulô (Paulo Gitirana – Josilima)
07. Zé Modesto (Miudinho)
08. Pregresso da Bahia (Raimundo Dantas)
09. Noite de São João (Bruno Linhares)
10. Cidade mãe (Vira-Vira – Antonio Soares)
11. Uma prece para os homens sem deus (Gordurinha)
12. Pagode alagoano (Januário – Venâncio)

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Marlene Vidal – Marlene Vidal

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Marlene Vidal, com o pai carioca e mãe baiana, nasceu em Salvador, na Bahia, em 1952, porém foi criada no estado do Ceará. Filha de pais circenses, desde cedo se interessou pela arte.

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Nesse disco lançado em 1978 pela gravadora Uirapuru o que mais se destaca são os compositores das músicas escolhidas. Grandes nomes do forró deixaram sua música nesse disco, é o caso de Lindolfo Barbosa, o Lindu, vocalista do Trio Nordestino, Jacinto Limeira, Vital Farias, Messias Holanda, Jacinto Silva, Genário, Raimundo Nonato e a compositora parceira de Antonio Barros, Cecéu.

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Destaque para as faixas “Sorte ingrata” e “Quero voltar pro nordeste”.

Marlene Vidal – Marlene Vidal
Uirapuru – 1978

01. Minha crença (Jacinto Silva)
02. Sapato apertado (D. Mathias – Lindolfo Barbosa)
03. Quero voltar pro nordeste (Vital Farias – Roberto Valois)
04. Saudade que da gosto (Cecéu)
05. Sorte ingrata (Sussuanil)
06. O matuto e o progresso (Messias Holanda – Jacinto Silva)
07. Gosto de limão (Cecéu)
08. A fulô do lirio (Italucia – D. Pretti)
09. Terminou acabando (Genario – Marlene Vidal)
10. Fugiu do ninho (Raimundo Nonato – Marlene Vidal)
11. Eu quero ver (Juvenal Pedro)
12. Jardim da minha flor (Cecéu)

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60 anos da Asa Branca

Neste sábado, 3 de Março de 2007 as 10h na PRAÇA DA SÉ em SÃO PAULO

Sábado, às 10 horas, um “pelotão de choque cultural contra a mesmice e a burrice nacionais” invadirá a Praça da Sé, marco zero da capital paulista, cantando e tocando músicas do repertório de Luiz Gonzaga, o rei do baião. Na ocasião, serão lembrados os 60 anos de gravação da clássica toada Asa Branca, ocorrida no dia 3 de março de 1947, num estúdio do Rio de Janeiro.

Abrirão o evento os poetas repentistas Sebastião Marinho e Luzivan Matias, que serão sucedidos no palco por grandes artistas do forró como: João Silva, Anastácia, Trio Sabiá, Trio Virgulino, Lino de França, Bicho de Pé, Trio Juriti e Charanga além dos emboladores pernambucanos Caju & Castanha, Mestre Azulão, Nininho de Uauá, Valdeck de Garanhuns, Costa Senna, Roberto Melo, Carlos Randall, Joel Marques e Constância Alencar, entre outros.

Após isso, o jornalista paraibano Assis Ângelo, que abrilhantará o evento, lançará seu novo livro ao público, o “Dicionário Gonzagueano, de A a Z”. Dessa forma também será lançado um folheto escrito de forma coletiva pela Editora Luzeiro – a mais antiga em atividade no País – reunindo décimas desenvolvidas a partir do mote “Foi Voando nas Asas da Asa-Branca/ Que Gonzaga Escreveu a sua História”, do cordelista baiano Marcus Haurélio, que também participará do ato. A capa do folheto é do consagrado designer Jô Oliveira.

Segundo Assis Ângelo, idealizador do evento, esse 3 de março não pode passar em branco porque: “a data nos faz lembrar que não é todo dia que o nosso cancioneiro ganha uma música da beleza de Asa Branca, ave migratória, símbolo dos migrantes nordestinos, que nunca receberam desta cidade-babel uma homenagem à altura da sua coragem e dedicação ao trabalho”. O “pelotão de choque cultural servirá de alerta para uma tomada de consciência diante da mediocridade reinante na indústria cultural”. Assis conclui: “A identidade de um país é a digital do povo”.

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Jorge de Altinho – O príncipe do Baião

Jorge Assis de Assunção nasceu em Olinda-PE. Seu pai na época, decidido a ter uma vida mais tranqüila, mudou-se com a família para o município de Altinho. Ainda no colégio Jorge começou a cantar, no começo como brincadeira, mas sempre sonhando alto e aos poucos perdendo a timidez. Matriculou-se na escola de música do município, onde chegou a fazer parte da filarmônica. Esses ensinamentos e o aprimoramento das lições de músicas em muito iriam lhe ajudar futuramente em sua carreira.

Vivendo próximo a Caruaru, considerado um dos maiores caldeirões culturais do Brasil, conviveu com os violeiros, aboiadores, coquistas, sanfoneiros, leitores de cordel, emboladores, além dos artesanatos de palha, couro e barro, do mestre Vitalino, despertou interesse pela música regional, manancial para suas músicas e fonte de permanente inspiração.

Seu primeiro disco seria gravado em 1980, pela Emi-Odeon, com 12 músicas de sua autoria. A partir dai gravou cerca de 37 álbuns entre vinis e CDs e passou por diversas gravadoras como: RCA, Sony, RGE, Paradoxx e Warner Continental. Teve suas músicas gravadas por artistas renomados como Trio Nordestino, Alceu Valença, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Alcione, Raimundo Fagner e Zé Ramalho

Esse disco, por ser seu primeiro, tem músicas menos conhecidas, mas ainda mantém arranjos um pouco mais conservadores, todos eles bem pra frente, um sete cordas passeando pela harmonia e dando um toque especial ao molho muito bem feito por duas sanfonas, um cavaquinho e uma bela percussão, pra que mais?

Destaques para os forrós “Balanço bom”, “Pagode matuto”, para o baião “A modinha da ladeira”, para o xote “Bala trocada” e para o arrasta-pé “Fuliação”.

Jorge de Altinho – O príncipe do Baião
1980 – Emi-Odeon

01. Ela vem (Jorge de Altinho)
02. Bala trocada (Jorge de Altinho)
03. Esperando por você (Jorge de Altinho)
04. Balanço bom (Jorge de Altinho)
05. O grito da natureza (Jorge de Altinho)
06. Pagode matuto (Jorge de Altinho)
07. Garota de Atalaia (Jorge de Altinho)
08. Tempos de criança (Jorge de Altinho)
09. Bate-bate coração (Jorge de Altinho)
10. Nêga dançadeira (Jorge de Altinho)
11. A modinha da ladeira (Jorge de Altinho)
12. Fuliação (Jorge de Altinho)

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Fagner – Caboclo sonhador

O cearense Raimundo Fagner Cândido Lopes nasceu em Fortaleza e foi registrado em Orós, onde assume ser sua terra natal, no dia 13 de outubro de 1949. Gravou o primeiro compacto em 1971, lançou o primeiro LP em 1973 e até hoje são mais de 36 álbuns de carreira além das mais de 40 coletâneas e projetos como os discos gravados com Luiz Gonzaga, as leituras musicais de Patativa do Assaré, cantando em espanhol e a coletânea de 1996, Bateu saudade, outro trabalho voltado exclusivamente ao forró.

Passou por diversos ritmos, tornou-se conhecido nacional e internacionalmente, continua sobrevivendo às inúmeras tendências musicais das últimas décadas, e mesmo assim, Fagner mostra que o gosta mesmo é de forró.

Como já havia atingido uma certa notoriedade, em maio de 1994 Raimundo lançou o 18º disco de sua carreira, “Caboclo sonhador”. Nele regravou sucessos e grandes composições do forró, e assim, homenageou seus autores, driblou a resistência à música nordestina na grande mídia do sul do País e tentou alçar o forró até públicos que ainda não o conheciam ou tinham qualquer tipo de pré-conceito.

Com um time reduzido, porém de primeiríssima linha, esse álbum foi produzido por Robertinho do Recife, sanfonas de Dominguinhos, Sivuca e Oswaldinho, zabumba e percussões de Durval e composições de Alcymar Monteiro, Accioly Neto, Maciel Melo, Nando Cordel, Dominguinhos, Antônio Barros, Cecéu, Luiz Gonzaga e Gerson Filho.

Destaques para o pot-pourri que reúne 3 músicas de Antonio Barros e tem participação de Marinês, a Rainha do Xaxado; “Lembrança de um beijo”, gravada por Accioly Neto e Flávio José; “Fan Ran Fun Fan” foi lançada originalmente em 1943 pelo conjunto vocal 4 Ases e 1 Coringa; a faixa título “Caboclo sonhador” de Maciel Melo e a antológica versão da música de Gerson Filho, o magnífico instrumetal “O casamento da raposa” na execução de Sivuca, Oswaldinho e Dominguinhos.

Fagner – Caboclo sonhador
1994 – BMG

01. Cavaleiro da Noite (Alcymar Monteiro)
02. Lembrança de Um Beijo (Accioly Neto)
03. Caboclo Sonhador (Maciel Melo)
04. Nos Tempos de Menino (Maciel Melo)
05. É Proibido Cochilar/Forró Desarmado/Forró Número 1 (Antônio Barros)
06. Minha Vidinha (Antônio Barros e Cecéu)
07. Falsa Folia (Dominguinhos e Nando Cordel)
08. Baião da Garoa (Luiz Gonzaga e Hervê Cordovil)
09. Fan Ran Fun Fan (Lauro Maia)
10. Casamento da Raposa (Gerson Filho)

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Zito Borborema – Mensagem do nordeste

Zito Borborema fez sua estréia em disco em 1956, apresentando-se como “Zito Borborema e Seus Cabras da Peste”, gravando de Venâncio e Corumba o xaxado “Coró-co-tum” e dele, Venâncio e Corumba, o forró “Forró no Alecrim”.

Em 1957, gravou com os Seus Cabras da Peste, o xote “Tempo de molecote” e o baião “Baião da corda”, as duas composições de autoria de Venâncio e Corumba.

Nessa mesma época, formou com Dominguinhos e Miudinho o Trio Nordestino em sua primeira formação, que teve curta duração.

Em 1958, lançou pela RGE o xote “Casamento encrencado”, e Cumpadre e Elias Soares e o baião “Tudo errado”, de Gerêncio Cardoso. (texto retirado do site Dicionario Cravo Albim de música brasileira)

Nesse disco, Mensagem do nordeste, destaque para o grande sucesso “Mata sete” de Venâncio e Corumbá.

Zito Borborema – Mensagem do nordeste
Copacabana

01. O bom filho a casa torna (Paulo Patricio)
02. É só saudade (Oséas Lopes – Luiz Guimarães)
03. As coisas lindas do Pará (Kazinho)
04. Não deixe o côco parar (José Pereira – J. Luiz)
05. Mata sete (Venâncio – Corumba)
06. Te arranca (Luiz Moreno – Gerôncio Cardoso)
07. Esqueça de mim (Zito Borborema – Aurino Francisco)
08. Mineiro uê, mineiro uá (New Carlos)
09. Cardume (Zé Violão – Oswaldo Mateus – Maria Clara)
10. Amor de vaqueiro (Oswaldo Eurico – Edésio Bispo)
11. Mensagem do nordeste (Antonio Brasil)
12. Minha baianinha (Roberto Martins)

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