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CD – Coletânea – Forró de Itaúnas

A sugestão dessa semana é mais uma coletânea, porém, dessa vez em CD. Lançado em 2000 pela Candeeiro Discos, esse disco reúne trios renomados e artistas novos regravando músicas já consagradas do forró.

Com produção musical de Enok Virgolino e Eraldo Trajano, o Lau, muito balanço e muito bom gosto nos arranjos, fazendo releituras e resgatando músicas que até então não haviam sido remasterizadas e disponibilizadas em CD.

Enok, do Trio Virgulino, gravou sanfona em quase todas as faixas, as vezes acompanhado de Tio Joca do Trio Sabiá, Ratinho, que na época tocava com o Trio Jerimum, Joãozinho que tocava com os Filhos de Itaúnas ou Beto do Trio Nordestino; com exceção da faixa “Tô Berando” de João Silva e Zé Mocó, regravada pelo Trio Jerimum, com sanfonas de Dominguinhos e Ratinho.

Em cada música, os instrumentistas de cada banda puderam gravar também, promovendo uma mistura de ritmistas entre os trios e variando a cada faixa.

As músicas eleitas para serem regravadas nesse álbum, não podiam ser melhor escolhidas, unindo o velho ao novo, com autores como Nando Cordel, Luiz Gonzaga, João Silva, Maciel Melo, Zé Ramalho, Alceu Valença, Jorge de Altinho, Genival Lacerda, Geraldo Azevedo, João do Vale e Jackson do pandeiro.

Destaques para Mané Gambá” de 1976, “No canto do salão” e “Bom pra eu” de 1987 e “O vovô do Baião” de 1974 gravadas originalmente pelo Gonzagão, “Caboclo sonhador” gravada por Flavio José e por Fagner e especialmente para “Amor de mentirinha”, gravada pelo Jackson, porém nessa versão, na voz de Dió de Araújo do Trio Xamego, com um arranjo novo e bem pra frente, mas sem perder o balanço.

Coletânea – Forró de Itaúnas
2000 – Candeeiro

01 . No canto do salão (Nando Cordel) – Trio Virgulino
02 . Nem se despediu de mim (João Silva – Luiz Gonzaga) – Trio Xamego
03 . Caboclo sonhador (Maciel Melo) – Trio Sabiá
04 . A peleja do diabo com o dono do céu (Zé Ramalho) – Falamansa
05 . Chililique (João Silva – J.B.Aquino) – Trio Nordestino
06 . Astrologia (Jorge de Altinho) – Trio Jerimum
07 . Espelho cristalino (Alceu Valença) – Trio Xapadão
08 . O vôvo do baião (João Silva – Severino Ramos) – Trio Virgulino
09 . Quem dera (Nando Cordel – Genival Lacerda) – Trio Sabiá
10 . Mané gambá (Luiz Gonzaga – Jorge de altinho) – Filhos de Itaúnas
11 . Terra a vista (Geraldo Azevedo – Carlos Fernando)- Trio Virgulino
12 . Tô berando João silva – Zé Mocó) – Trio Jerimum
13 . Na asa do vento (João do Vale – Luiz Vieira) – Chama Chuva
14 . Amor de mentirinha (Jackson do pandeiro – Ivo Martins) – Trio Xamego
15 . Bom pra eu ( Jorge de altinho) – Trio Sabiá

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Zenilton – O cachimbo da mulher

As letras que exploram o vasto vocabulário da língua portuguesa, brincam com as palavras e deixam no ar o sentido das frases, sempre estiveram presentes nas músicas do forró. No começo com muito bom gosto e sutileza, porém, do final da década de 1970 até o fim dos anos 80, o duplo sentido das composições passou a ficar mais evidente e com menos cuidado ao escolher as palavras. Posteriormente, as bandas de forró dos anos 90 e 2000 até tentam utilizar a lógica maliciosa do duplo sentido em suas composições, mas falham ao não exibir a mesma sutileza e recursos lingüísticos.

Um dos grandes representantes do forró que explorou fortemente essa faceta ou sub-gênero do forró pé-de-serra é, sem dúvida, o pernambucano Zenilton, que começou a gravar no fim da década de 1960, ainda com letras um pouco mais comportadas e com o passar do tempo foi acentuando cada vez mais nas letras das músicas que gravava, o forró de duplo sentido. Passou, entre outras, pelas gravadoras Chantecler, Tropicana e Copacabana, onde permaneceu por toda a década de 1980 voltando-se totalmente para o estilo.

Nesse disco, de 1981, Zenilton exacerba o verbo com um balanço muito bom, ainda com produção de Lindú, do Trio Nordestino, e sanfonas do maestro Chiquinho do acordeon e algumas composições de Durval Vieira, outro representante fiel da brincadeira com as palavras.

Destaque para o baião “Rio das pedras” regravado pelo Trio Virgulino em ritmo de xote, “Ta querendo desquitar” e “O pão da minha prima” regravadas pelos Raimundos e “Deixei de fumar” música de Durval Vieira e Graça Góis, mulher de Genival Lacerda, que é o representante máximo na exploração do duplo sentido no forró. Quem nunca ouviu “Quero um beijinho”?? Um xote safado de primeira!

Zenilton – O cachimbo da mulher
1981 – Copacabana

01. Deixei de fumar (Durval Vieira – Graça Góis)
02. Rio das pedras (Durval Vieira – Zenilton)
03. O herdeiro (Durval Vieira – Zenilton)
04. Cana caiana (Zenilton – Tio Jovem)
05. Tá querendo desquitar (Zenilton – Guriatã de Coqueiro)
06. O pão da minha prima (Zenilton – Tio Jovem)
07. Bacalhau à portuguesa (Durval Vieira – Hernandes)
08. Primeiro de abril (Antonio Brasileiro – Roderiki)
09. Loteria federal (Ely Fonte Verde – Roderiki)
10. Caminho de Santos (Durval Vieira – Broto do Rojão)
11. Quero um beijinho (Durval Vieira – Salim Mansur)
12. Quem avisa, amigo é (Marcelo Reis – Belinho)

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Os Trapalhões – O forró dos trapalhões

A formação mais conhecida de ‘Os Trapalhões’ não é a que ficou imortalizada no guiness como o grupo humorístico que ficou mais tempo com um programa humorístico no ar.

A primeira formação estreou em 1966 na TV Excelsior de São Paulo com o nome ‘Os Adoráveis Trapalhões’. Reunia na sua fórmula quatro tipos: o galã Wanderley Cardoso, o diplomata Ivon Cury, o estourado Ted Boy Marino e o palhaço Renato Aragão.

Posteriormente em 1975, consolidou-se a formação mais famosa: o cearense Didi Mocó, o carioca Manfried Sant’anna, o Dedé, o sambista participante de ‘Os Originais do Samba’ Antônio Carlos Bernardes Gomes, o Mussum, também carioca e o mineiro Mauro Faccio Gonçalves, o Zacarias.

Nesse disco, em 1981, com sanfona e produção de Sivuca, Didi, após os primeiros 15 anos de sucesso na telinha, realiza o sonho de gravar um disco do ritmo que mais o agradava com interpretação dos trapalhões e composições de artistas já consagrados.

Detalhe interessante é o fato do Mussum não participar da gravação, talvez por seu contrato com a RCA junto com o grupo “Os originais do samba”.

Destaque para “A velha debaixo da cama” música de Jonas de Andrade do Trio Nortista, “Seca e chuva” se Sivuca e Glorinha Gadelha com vocais do próprio Sivuca e “Cajuína” de Caetano Veloso.

Os Trapalhões – O forró dos trapalhões
1981 – Ariola

01. A velha debaixo da Cama (Jonas de Andrade)
02. Belorizontem (Vital Farias)
03. As pessoas e a espingarda (Manézinho Araújo – Kirino)
04. Rio de São Sebastião (Renato Aragão)
05. Seca e chuva (Sivuca – Glorinha Gadelha)
06. Terral (Ednardo)
07. Cajuína (Caetano Veloso)
08. O casamento da filha do faceta (Domínio Público Adapt: Renato Aragão)

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Manézinho Araújo – O cabeça chata

Cantor e compositor, Manuel Pereira de Araújo, o Manézinho Araújo, nasceu no município do Cabo, no dia 27-09-1910. Tornou-se embolador no Recife, bairro de Casa Amarela, ouvindo Severino de Figueiredo Carneiro (conhecido como Mestre Minona) que foi o primeiro brasileiro a gravar uma embolada.
Em 1933, com dois mil réis no bolso, Manezinho deixou o Recife seguiu para o Rio, onde logo participou de programas na Rádio Mayrink Veiga e, depois, gravaria o seu primeiro disco, com duas emboladas de sua autoria: “Minha Prantaforma” e “Se eu Fosse Interventô”.

Já fazendo sucesso no rádio e em shows, gravou o segundo disco em 1933, um 78 rotações, com duas emboladas: “Cuidado com o Coco” e “Festa no Arraiá”. De 1933 a meados da década de 1950, chegou a gravar 46 discos, com 92 músicas, quase todas de sua autoria.

Apesar do sucesso, ganhou pouco dinheiro com a música e decidiu abandonar a carreira. Em julho de 1956, realizou um show de despedida, no Tijuca Tênis Clube que ficou lotado por 15 mil pessoas. (texto retirado do site Pernambuco de A/Z)

Esse disco que postamos aqui agora é um disco no qual a chantecler foi resgatar manézinho Araújo que há um tempo já estava no esquecimento, esse disco traz ótimas músicas com uma boa levada de samba.

Manézinho Araujo – O cabeça chata
Chantecler – 1974

01. Dia 40 (Manézinho Araujo)
02. Se o Mané é um homem (Manézinho Araujo)
03. Pipira (Manézinho Araujo)
04. Quando eu vejo a Margarida (Manézinho Araujo)
05. Olha o buraco cavalheiro (Manézinho Araujo)
06. Tadinho do manézinho (Manézinho Araujo)
07. Como é o nome dele (Manézinho Araujo)
08. Festa no arraial (Manézinho Araujo)
09. Sulandá (Manézinho Araujo)
10. Juntou a fome (Manézinho Araujo)
11. Futebol na roça (Manézinho Araujo)
12. Prá onde vai valente (Manézinho Araujo)

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Abdias – Como antigamente

1983-abdias-como-antigamente-frente

Como prometido, aqui está o primeiro disco que nos foi enviado, gostaria de agradecer mais uma vez ao Itamar, que nos enviou o áudio, ao José Everaldo Santana, que nos enviou as capas e a todos que vem colaborando conosco, estamos recebendo diversos arquivos e aos poucos os postaremos.

1983-abdias-como-antigamente-verso

José Abdias de Faria, o Abdias nasceu no estado da Paraíba, e já aos 6 anos de idade tocava sua sanfona de oito baixos mesmo contra a vontade do pai.

Aos 12 anos, passou dos 8 baixos para o acordeom, ingressando como solista na Radio Difusora de Alagoas, onde conheceu Marinês, que viria a se tornar sua esposa. Depois de casados, formaram uma dupla, que ao percorrer vários estados, eis que um deles, Sergipe, na cidade de Propriá, foram apreciados por ninguém menos que Luiz Gonzaga, que os convidou para integrarem sua embaixada do baião. Após 1 ano de excursões, Marinês atingiu o estrelado com o famoso Grupo Marinês e Sua Gente, sendo que no meio dessa gente, estava o Abdias, que por modéstia, não havia gravado nada. Marinês insistiu tanto, que Abdias então, resolveu seguir carreira como solista de 8 Baixos, ficando conhecido como Abdias e sua sanfona de Oito Baixos. (texto retirado do site Taperoa.com)

Abdias também foi durante anos diretor artistico da CBS, tendo sido responsavel pela produção musical de diversos artistas, entre eles a própria Marinês e o Trio Nordestino.

Abdias, Como antigamente
1983 – Copacabana

01. Forró na Minha Terra (Severino Sergio – Adolfinho)
02. Forró de Pé de Bode (Sussuanil / J. B. de Aquino)
03. Abdias Como Antigamente (Bacurau / Abdias Filho)
04. Forró Em Candial (Jorge Mota)
05. No Forró do Ulisses Silva (Bacurau / Abdias Filho)
06. Forró do Marcolino (Abdias Filho)
07. Alegria do Pobre (Sussuanil / Abdias Filho)
08. Agenda Popular (Rosária / Chiquinho de Almeida)
09. Olho D’água Chorou (Antônio Ramos / Morais)
10. Oito Baixo Chorão (J. B. de Aquino / Dorinha)
11. Pra Comprar Fiado (Sussuanil / Abdias Filho)
12. Quadrilha Em Taperoá (Bacurau / Abdias Filho)

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CD – Anastacia – Anastácia

anastacia-capa-cd-2006

Bom, ontem tive o grande prazer de entrevistar um dos grandes ícones do forró pé-de-serra, uma grande cantora e compositora da música nordestina. Estou falando de Lucinete ferreira, mais conhecida como Anastácia. Ela abriu as portas da sua casa para uma entrevista exclusiva para o site Brasil em Vinil, contanto toda sua historia em 3 horas de conversa. E devido a isso, para essa semana, não poderia recomendar outro CD a não ser o novo trabalho dela que foi lançado no final do ano passado pela gravadora Arlequim.

Anastácia nasceu em Recife no dia 30 de maio de 1941, desde menina já se interessava pela música. Em 1960 gravou seu primeiro disco e até hoje já foram mais de 40 lançados. Anastácia é também uma grande compositora, entre músicas dela as mais conhecidas são “Eu só quero um xodó” e “Tenho sede” gravadas por gilberto gil e também por grandes nomes da música popular brasileira.

Se fosse começar a falar da história dela, ficaria aqui horas a escrever, deixo os detalhes para quem estiver interessado ler a entrevista que entrará no ar com exclusividade até o final dessa semana no Brasil em Vinil.

Nesse CD que recomendamos agora, todas as faixas são de composição de Anastácia, algumas são regravações como ‘Eu só quero um xodó’ e ‘Tenho sede’, mas a maioria é de músicas inéditas, mostrando que ela ainda continua a velha e boa Anastácia.

Anastácia, Anastácia
Discos Arlequim – 2006

01. Eu quero um xodó (Anastácia – Dominguinhos)
02. Será que é amor (Anastácia – Liane)
03. Gosto de maçã (Anastácia – Liane)
04. O forró é bom demais (Anastácia – Domingos Nogueira)
05. Meu jeito simples (Anastácia – Liane)
06. Tenho sede (Anastácia – Dominguinhos)
07. Meu amor, tenha dó (Anastácia – Liane)
08. Arrasta-pé da alegria (Anastácia – Oscar Barbosa)
09. Não dou meu perdão (Anastácia – Liane)
10. Vendaval de paixão (Anastácia – Liane)
11. O sono não vem (Anastácia – Liane)
12. Fogo da paixão (Anastácia – Liane)
13. Me amarro no teu cheiro (Anastácia – Liane)
14. Amor na rede (Anastácia – Geraldo Nunes)

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Zé da onça – Forró danado

Não podíamos deixar de postar um disco com aquelas músicas instrumentais que todo sanfoneiro costuma saber, essas músicas já foram gravadas e regravadas por tanta gente que fica difícil saber quem foi o primeiro. Certamente não foi o artista de hoje.

Ivo Amaral, conhecido como Zé da onça, instrumentista, compositor e cantor. Nascido em 1933 em Garanhuns – PE. Migrou de sua terra natal nos anos 50, passando por São Paulo até chegar no Rio de Janeiro, passou por maus bocados até conseguir trabalho no Hospital Miguel Couto.

Um dos músicos fundadores da feira de São Cristóvão, do Rio de Janeiro, por volta da década de 50 e início dos anos 60, tocou em muitas praças do Rio, quando passava o pandeiro para recolher algum dinheiro.

Chegou a tocar com Luiz Gonzaga, com quem se apresentou durante oito anos e teve composições regravadas por Nóca do Acordeon, Adolfinho e Manhoso. Gravou 6 LPs, 4 CDs e se apresentou em diversos programas de rádio e televisão. Zé da Onça é apontado, como um dos mais autênticos forrozeiros, em atividade no Rio de Janeiro. Atualmente, durante a semana, nos intervalos dos shows dos fins de semana, trabalha afinando sanfonas.

Zé da onça – Forró danado
1982 – Cid

01. Forró alegre (Amadeu Alves – Antonio Sobrinho)
02. O sanfoneiro só tocava isso (Haroldo Lobo – Geraldo Medeiros)
03. Forró na fazendinha (Assis Barros)
04. Dançando mazurca (José Caldas)
05. Cavalo manco (Elias Salomão)
06. Fim de festa (Zito Borborema)
07. Forró do Zé do fole (Ernesto Pires)
08. Não pise no meu calo (Raimundo Mundola)
09. Forró em Goiânia (João Bezerra)
10. Alegria do sertão (Raimundo Mundola)
11. Forró sem briga (Amadeu Macedo – Garcia Santos)
12. Arrasta pé no brejo (Elias Salomão)

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Mestre Zinho – Murro em ponta de faca

Gostaria de começar a postagem de hoje agradecendo ao Itamar por ser o primeiro colaborador desse nosso projeto, ontem ele nos enviou um ótimo disco do abdias, que ainda essa semana postaremos. Esse é o propósito pelo qual criamos esse projeto, de ter um canal de conversa com diversas pessoas que gostam de forró, e não criar uma coisa onde só nós falamos e disponibilizamos apenas o que gostamos. Ele está aberto a todos que queiram participar, seja comentando os discos, seja enviando discos para disponibilizarmos também.

Bem, mas hoje estou aqui para falar de um grande cara, uma das melhores vozes que já escutei no forró, e uma das maiores lendas ainda vivas da nossa música nordestina, estou aqui para falar de Erivan Alves de Almeida, mais conhecido como Mestre Zinho. Alagoano nascido na cidade de Rio Largo, passou a ser conhecido quando em 1980 passou a fazer parte do grupo Os 3 do Nordeste, assumindo o lugar de Zé Cacau, primeiro vocalista do grupo. Com Os 3 do Nordeste, Zinho gravou 8 Lps. Após sair dos 3 do Nordeste, Mestre Zinho passou a gravar sozinho, tendo mais de 10 álbuns lançados assim.

Esse disco que disponibilizamos hoje é o disco lançado em 1988 e gravado pela Arco-Iris. Esse é um disco muito especial de Mestre Zinho, pois tras a participação de grandes nomes do forró, como Luiz Gonzaga, que grava a faixa ‘Forró fun’, Dominguinhos que está na faixa ‘Bem chegadinho’ e Hermelinda na faixa ‘Confissão’. Fora a música que da nome ao disco, ‘Murro em ponta de faca’, que é um dos maiores sucessos do Mestre.

Mestre Zinho – Murro em ponta de faca
1988 – Arco-Iris

01. Forró fum (Zinho – Aluizio Silva – Luiz Wanderley)
02. Murro em ponta de faca (Zinho – Reginaldo Silva)
03. A festa dos sapos (Zinho – Adilson do Metal)
04. Meu desejo (Zinho – Mininha)
05. O rei e eu (Agripino Aroeira – Zinho)
06. Princeza da Borborema (Agripino Aroeira)
07. Bem chegadinho (Zinho – Bastinho Calixto)
08. Fazer hen hen (Zuza – Zinho)
09. Confissão (Afripino Aroeira – Zinho)
10. Sonhos alados (Agripino Aroeira – Tony Gel)
11. Hábitos e custumes (Agripino Aroeira – Adilson do Metal)
12. Ferro de engomar (Petrucio Amorim – Jorge Silva do Recife)

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Sebastião do Rojão – Não saio do forró

Sebastião do Rojão, cantor e compositor pernambucano, gravou do início da década de 60 até o início da década de 80. Teve passagens por outros ritmos durante sua carreira, como o bolero, mas marcou mesmo foi como cantor de forró, registrou sua voz em vários LPs, alguns seus e em algumas coletâneas.

Gravou músicas próprias e de compositores e artistas renomados como Gordurinha, Elino Julião, Juarez Santiago, Walmir Silva, João do Vale, Jackson e Pedro Sertanejo. Passando por algumas gravadoras como Bervely, Cartaz, Premier, Chantecler e Copacabana.

Nesse disco, entre algumas músicas totalmente desconhecidas, destaque para o arrasta-pé “Cutucando”,para o xote “Mestre mandou” e para o antológico ‘Lamento Nordestino’, na execução de Roberto Stanganelli e Oswaldinho do acordeon.

Sebastião do Rojão – Não saio do forró
Cartaz

01. Morena dos olhos verdes (Sebastião do Rojão – Petrúcio)
02. Saudade matadeira (Déo do Baião)
03. Coração sofredor (Jenésio Guedes – Sebastião do Rojão)
04. A mesa de quatro pé (Tiago Duarte – Sebastião do Rojão)
05. O mestre chegou (Sebastião do Rojão – Miguel Vieira)
06. Cutucando (Agenor Farias – Euclides Farias)
07. Estudei pelo mobral (Valmir Silva – Sebastião do Rojão)
08. Te ganho na raça (Tiago Duarte – Sebastião do Rojão)
09. De amor estou morrendo (Juarez Santiago – Adolfo da modinha)
10. Eu quero ver (Juarez Santiago – Jorge Emanuel)
11. Terreiro em festa (Janduhy Finizola)
12. Lamento nordestino (Roberto Stanganeli – Osvaldinho)

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Noca do Acordeon – O rei do teclado

Bom, seguindo ao estilo da minha última postagem, hoje disponibilizaremos um disco de mais um grande sanfoneiro, Noca do Acordeon.

Noca, na verdade chamava-se Adauto Pereira Mattos, nasceu em Jequié BA 18/11/40 e faleceu em 18/07/1985 no Rio de Janeiro.

Foi um dos grandes solistas de choro na sanfona, nas gravações que deixou, em seus diversos discos, suas músicas eram sempre muito bem tocadas.

Para variar um pouco pesquisando sobre o artista, pudemos coletar poucas informações sobre ele, porém isso não nos impediu de postar sobre o Nóca do Acordeon.

Nesse disco Noca mostra realmente como se toca uma sanfona, fazendo uma grande mistura de ritmos.

O lado A deste LP é dedicado ao chôro, com belas músicas.

Já no lado B Noca mostra uma grande variedade de estilos como o baião, o mengo, o bolero, o samba-canção e o samba-baião.

Esse disco é uma preciosidade, espero que seja do agrado de todos.

Noca do Acordeon – O rei do teclado
Musicolor – 1968

01. Perigoso (Adauto Mattos – Palmeira)
02. O rei do teclado (Adauto Mattos)
03. Dançando no azul (Adauto Mattos – Ivanildo Silva)
04. Deixa comigo (Olegário Bastos – João Barone)
05. Lamento (Adauto Mattos)
06. Bibop no chôro (Adauto Mattos – J. Luna)
07. Recordando o Havai (Adauto Mattos)
08. Revendo Iracema (Adauto Mattos – Waldemir Farias)
09. Silêncio por favor (Adauto Mattos)
10. Teclado que chora (Adauto Mattos)
11. Saudação de um pau de arara (Alberto Ribeiro)
12. Nostalgia (Adauto Mattos)

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