Sivuca – Forró e Frevo

Nascido em Itabaiana aos 26 de maio de 1930, no semi-árido da Paraíba, Severino Dias de Oliveira, conhecido como instrumentista, compositor e arranjador. De família de sapateiros e agricultores, começa a tocar sanfona aos 9 anos de idade.

Aos 15 anos começa a trabalhar, em Recife, na rádio clube de Pernambuco onde recebeu o nome artístico de Sivuca. Aos 18 torna-se aluno do maestro Guerra Peixe e desenvolve suas aptidões como arranjador e compositor.

Em 1950 faz parceria com Humberto Teixeira e grava seu primeiro disco na Continental, com seu primeiro grande sucesso: ‘Adeus Maria fulo’.

Aos 25 vai morar no Rio de Janeiro, e do Rio para o mundo, morou em Lisboa, trabalhando como produtor e arranjador, foi para Paris onde se consagra como músico e aos 34 anos, aporta em Nova Yorque, onde viveu por 12 anos.

Viaja em turnês mundiais, produz trilhas sonoras de filmes e em 1975 casa-se com Glorinha Gadelha, compositora e instrumentista com quem desenvolve um vasto trabalho de composição, com destaque para ‘Feira de Mangaio’. (Informações obtidas no site oficial)

Arranjou e gravou sanfona para diversos artistas do Brasil e do mundo, com destaque para Genival Lacerda que teve a honra de ter alguns álbuns produzidos pelo mestre.

Devoção total a Sivuca, se não o melhor, um dos melhores acordeonistas que o mundo viu, para os menos atentos, o rabisco na capa também é obra dele.

Sivuca – Forró e Frevo
Copacabana – 1980

01 Frevo sanfonado (Sivuca – Glorinha Gadelha)
02 O baile do Bio Laurinda (Sivuca – Glorinha Gadelha)
03 Queixo de cobra (Sivuca – Glorinha Gadelha)
04 Folião ausente (Sivuca)
05 Dançando em Pipirituba (Sivuca – Glorinha Gadelha)
06 Forró e Frevo (Sivuca – Glorinha Gadelha)
07 Fava de cheiro (Sivuca – Glorinha Gadelha)
08 Gostosão (Nelson Ferreira)
09 Asa branca (Luiz Gonzaga – Humberto Teixeira)

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Trio Nordestino – Ô bicho bom!

O Trio Nordestino, “que passou a existir a partir de 1957” é, dentre todos, o trio veterano em atividade musical, no País. O título, no começo, uma patente sem registro oficial, foi disputado pelos trios baiano (Lindú, Cobrinha e Coroné) e paulista (Xavier, Heleno e Toninho), mas quem o criou foi Luiz Gonzaga e a sua mulher, Helena.

O Trio Nordestino original era formado por Zito Borborema, paraibano; Miudinho, cearense; e Dominguinhos, pernambucano.

Da segunda formação do Trio Nordestino participaram Lindolfo Barbosa, o Lindú; Edvaldo dos Santos, o Coroné; e Cobrinha. Com essa formação, e sob as bênçãos de Gonzaga, o trio passaria a se fazer importante no cenário da música popular brasileira.

Tocavam nos forrós de Salvador até que através de Gordurinha, foram introduzidos, num de um programa de rádio, ao Rio de Janeiro e ao Brasil. Começava ali o Trio Nordestino.

Conhecer a história deste grupo é tão importante quanto conhecer a história de Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e Dominguinhos. Suas músicas estão no repertório de todos aqueles que hoje fazem um bom forró. Eles são os intérpretes da famosa Procurando tu, que fez o trio vender um milhão de cópias nos anos 70.
(Trechos extraídos de um texto do Assis Ângelo)

Trio Nordestino – Ô bicho bom!
Copacabana – 1981

01. Amor de doido (Pedro Bandeira – Lindolfo Barbosa)
02. O sol com a mão (Jacinto Limeira – Evaldo Lima)
03. O bicho bom (Juarez Santiago – Hamilton de Oliveira)
04. O neném (Cecéu)
05. O sucesso da Zefinha (Anastácia)
06. Todos querem bronquear (Chico Xavier)
07. Meu pitiguari (Agripino Aroeira – Rosilda Santos)
08. Quebra Cabeça (Severino ramos – Coronel Rodrigues)
09. Fazendo amor (Onildo Almeida)
10. Pagode Quente (Jacinto Limeira – Lindolfo Barbosa)
11. Minha doença é você (Cecéu – Mariazinha)
12. Marileide minha (Chico Xavier – Lindofo Barbosa)

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Marinês – Atendendo meu povo

Marinês, de nome Maria Inês Caetano de Oliveira é pernambucana de São Vicente Ferrer. Marinês é filha de um ex-cangaceiro do bando de Lampião Manoel Caetano de Oliveira com a dona de casa Josefa Maria de Oliveira, Dona Donzinha.

Em 1952 foi contratada pela Rádio Borborema, foi ai onde conheceu Abdias, que também tinha sido contratado nesse mesmo ano pela rádio. Em pouco tempo começaram a namorar, e dois anos depois estavam se casando.

Mas a carreira da rainha do xaxado começou a despontar mesmo a partir de 1955, quando conhecerá Luiz Gonzaga, que a apadrinhou e a levou para o Rio de Janeiro, abrindo assim diversas portas para ela. Desde então Marinês não parou de crescer, se tornando hoje em dia a maior representante dessa geração que ainda permanece viva, realizando seus shows por todo o Brasil.

Marinês – Atendendo meu povo
Copacabana – 1979

01. Buraco no tamanco (Zé Pretinho da Bahia – Tarcisio Capristano)
02. Atendendo ao meu povo (Tarcisio Capristano)
03. Vou levando a vida (Marquinhos – D. Mathias)
04. Eu quero mais (Zé Pretinho da Bahia – Tarcisio Capristano)
05. Cíume no peito (Genário – D. Mathias)
06. Santo de carne e osso (Tarcisio Capristano)
07. Fim de carreira (Tarcisio Capristano)
08. Toca bandinha (Juvenal Lopes)
09. Um vento que passou (Anastácia – Marquinhos)
10. Não teve fim (Genário – Marquinhos)
11. Palhoção (Suzete Bezerra – Tarcisio Capristano)
12. Volte logo amor (Genário – Marquinhos)

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Luiz Gonzaga – Vou te matar de cheiro

Nascia no dia 13 de dezembro de 1912, Luiz Gonzaga do Nascimento, em Exu, na Fazenda Caiçara, nascente do riacho da Brígida, município de Exu, na Serra do Araripe, interior de Pernambuco, na divisa norte com o Ceará, bem no meio do sertão.

Era o segundo dos nove filhos do lavrador, sanfoneiro e consertador de sanfona Januário José dos Santos e de sua mulher Ana Batista de Jesus, que todos chamavam de Santana.

Foi, sem dúvida, o maior responsável pela divulgação da música nordestina no resto do Brasil.

Eternizou a formação básica de sanfona, zabumba e triângulo, na década de 40, iniciou sua trajetória em nível nacional, gravando, nos primeiros tempos, músicas instrumentais, mas só deu certo realmente quando iniciou sua parceria com Humberto Teixeira.

Zé Dantas e João Silva completam a trinca de parceiros mais importantes que Gonzagão gravou durante sua carreira, predominantemente na RCA.

Para quem quizer saber mais sobre a vida e obra do Rei, vale a pena comprar, ler e ter: “Vida do Viajante: A Saga de Luiz Gonzaga” – Dominique Dreyfus – biografia – Editora 34 Letras, 1996

Pouco tempo atrás, para alegria dos fãs e admiradores, 13 de dezembro tornou-se o dia do nacional forró, reverenciando não apenas o grande mestre mas também seus seguidores que até hoje tentam manter e perpetuar o baião, forró, côco, xaxado, xote, arrasta-pé, samba, ritmos principais que compõe o forró que tanto apreciamos.

Esse disco a seguir é o último gravado da sua carreira, além de composições belíssimas, sendo algumas músicas de João Silva, uma mixagem perfeita e mesmo não sendo muito raro, já que foi lançado em vinil e remasterizado em CD, creio que esse é um dos melhores trabalhos do Gonzagão.

Luiz Gonzaga – Vou te matar de cheiro
Copacabana – 1989

01. Vou te matar de cheiro (Luiz Gonzaga/João Silva)
02. Uma pra mim, uma pra tu (Luiz Gonzaga/João Silva)
03. Vê se ligas pra mim (João Silva/Luiz Gonzaga)
04. Acoverde meu (João Silva/Luiz Gonzaga)
05. Coração molim (Cecéu)
06. Baião agrário (Cecéu/Maranguape)
07. Xote ecológico (Aguinaldo Batista/Luiz Gonzaga)
08. Ladrão de bode (Rui Morais e Silva)
09. Pedaço de Alagoas (Edu Maia)
10. Na Lagoa do Amor (Cecéu)
11. Já era tempo (Luiz Gonzaga/João Silva)
12. Faça isso não (João Silva/Geraldo Nunes)

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Jackson do Pandeiro – O rei do ritmo

Jackson do Pandeiro nasceu dia 31 de Agosto de 1919, na cidade de Alagoa Grande na Paraíba, com o nome de José Gomes filho.

Mais tarde ganharia seu nome artístico, passando por Campina Grande, João Pessoa, Recife até chegar ao Rio de Janeiro, de onde se tornou conhecido para todo Brasil.

Sobre Jackson do Pandeiro tem muito o que se falar. Ele foi realmente uma figura ímpar na história da música popular brasileira, vários artistas famosos de hoje em dia dizem ter influências do maravilhoso rei do ritmo.

Embora tenha sido lançado em 1960, o sucesso foi grande e duradouro, tanto que as capas e selos são do re-lançamento de 1991.

Para quem quiser se aprofundar mais na sua carreira, procure o livro: Jackson do Pandeiro – o rei do ritmo de Fernando Moura e Antônio Vicente, coleção Todos os cantos, Editora 34.

Tendo isso tudo em vista, não podia ser diferente a nossa escolha de começar com esse grande ícone do forró, para darmos inicio a esse nosso blog, que esperamos a partir de hoje trazer sempre muitas coisas boas da música nordestina.

Para aqueles que irão acompanhar esse nosso trabalho gostariamos de dizer que estamos sempre abertos a sugestões e a pedidos, e gostariamos também que todos participassem desse projeto, escrevendo e comentando os discos.

Pararemos agora de falar sobre esse blog e comecaremos finalmente com o motivo de estar aqui, segue ai o primeiro disco de muitos outros que ainda virão.

Sua Magestade – O rei do ritmo, Jackson do Pandeiro
Copacabana – 1960

01. Forró em Caruaru (Zé Dantas)
02. Cabo Tenório (Rosil Cavalcanti)
03. O canto da ema (Alventino Cavalcanti – Ayres Vianna – João do Vale)
04. Sebastiana (Rosil Cavalcanti)
05. Cremilda (Edgar Ferreira)
06. Côco improvisado (Edson Menezes – Alventino Cavalcanti – Jackson do Pandeiro)
07. Xote de Copacabana (José Gomes)
08. A mulher do Anibal (Genival Macêdo – N. de Paula)
09. 1×1 (Edgar Ferreira)
10. Côco social (Rosil Cavalcanti)
11. Falsa patroa (Geraldo Jacques – Isaias de Freitas)
12. O crime não compensa (Genival Macêdo – Eleno Clemente)

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